“Zorra” debocha de Alexandre Frota e da “Escola Sem Partido”

Cabe lembrar que Frota é apoiador da direita e foi responsável por entrar com propostas no Ministério da Educação

A política dominou mais uma vez o “Zorra”, da Globo. No sábado (11), no entanto, foi uma referência a Alexandre Frota e ao programa “Escola Sem Partido” que chamou atenção. O ex-ator pornô virou motivo de deboche na atração.

No semanal, um vereador, interpretado por Otávio Müller, invadiu uma sala de aula e acusou a professora (Maria Clara Gueiros) de “doutrinar” os alunos com “ideologia esquerdista”. Ela até tentou explicar que estava ensinando Matemática, mas ele preferiu não ouvir.

“Dividir igualmente, isso claramente é uma ideologia marxista”, acusou o político, que ainda questionou a fruta que a professora usou como exemplo. “A senhora usou morangos, e morangos são vermelhos. Uma mensagem subliminar! Isso aqui é uma instituição pública! A senhora está partidarizando a matemática!”, acrescentou.

“Nós temos que fazer uma escola sem partidos, porque senão isso aqui pode virar nascedouro de black blocs. Nós não podemos deixar o seio familiar ficar contaminado com ideias subversivas”, completou o vereador, defendendo a “escola sem partido”.

“Zorra” fez piada com Alexandre Frota e o projeto “Escola Sem Partido”/Foto: Reprodução

Em seguida, ele ainda disse que a professora promovia a “ditadura gayzista” e a mandou para o “exílio”, antes de chamar um substituto: um ator pornô, cujo nome era Alex, interpretado por Érico Brás, clara referência ao ator Alexandre Frota.

“Esse aqui não é aquele ator pornô que é filiado ao seu partido? Só uma dúvida: ele é professor?”, questionou a docente. “Um homem íntegro, temente a Deus, que vai passar a vocês a moral e os bons costumes”, respondeu o vereador.

Logo no começo da aula, então, o “professor” perguntou as crianças: “Bandido bom é bandido… Com a letra M… Bandido…”.

Cabe lembrar que Frota é apoiador da direita e foi responsável por entrar com propostas no Ministério da Educação, como a “Escola Sem Partido”, que defende o fim da “doutrinação” política e religiosa nas escolas.

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