Rio Branco, Acre,


Desmatamento no Acre aumenta 40% em 2014; na Amazônia, queda de 15%, diz Inpe

"Aumento do desmatamento no Estado está associado à implantação de mais assentamentos rurais e ao avanço da agricultura de subsistência", afirma ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira

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Área de floresta queimada no Acre (2005) – Foto: Altino Machado

O desmatamento na Amazônia diminuiu 15% no período de agosto de 2013 a julho de 2014, mas em três Estados (Acre, Amapá e Roraima) a remoção completa da cobertura florestal aumentou no último ano. O aumento mais significativo, de 40%, foi registrado no Acre, onde foram derrubados 309 Km² de florestas. No Amapá e Roraima, o crescimento foi de 35% e 29%, respectivamente.

Ao todo, no período, 5.012 km² de floresta foram derrubados na Amazônia. As taxas consolidadas apuradas pelo Projeto de Monitoramento de Desmatamento da Amazônia Legal (Prodes), do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram divulgadas nessa sexta-feira (14), em Brasília, pela ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e pelo ministro da Aldo Rebello (Ciência, Tecnologia e Inovação).

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O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso. O valor da taxa consolidada, obtida após o mapeamento de 214 cenas do satélite americano Landsat 8/OLI, é aproximadamente 3% acima do estimado pelo Iinpe em final de novembro de 2014, que foi de 4.848 Km², cálculo gerado à época com base em 89 imagens do mesmo satélite e que cobriram a área onde foram registrados mais de 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2012 a julho/2013) e também os 43 municípios prioritários para fiscalização referidos no Decreto Federal 6.321/2007 atualizado em 2009

A ministra Izabella Teixeira afirmou que o aumento do desmatamento no Acre está associado à implantação de mais assentamentos rurais e ao avanço da agricultura de subsistência. Segundo a ministra, o Acre deve ser o primeiro Estado a cumprir um acordo com o Ministério do Meio Ambiente e a tornar disponível sua base de dados sobre a supressão da vegetação. No futuro, o acordo poderá permitir comparação entre o desmatamento legal e ilegal no Estado.

O registro de supressão legal é importante para a terceira fase do Programa de Proteção e Controle do Desmatamento na Amazônia. O sistema de monitoramento capta o desmatamento sem discriminar sua parte ilegal daquilo que é permitido pelo Código Florestal. “Suprimir vegetação sem autorização, em áreas de preservação ambiental ou reserva legal, é crime que continuará sendo combatido com rigor”, disse a ministra.

O Prodes registra os números oficiais do desmatamento no bioma Amazônia. O compromisso do País é chegar em 2020 a 3.915 Km² de redução. As taxas estão em torno de 5 mil nos últimos quatro anos. A ministra Izabella Teixeira acredita que será possível antecipar a meta voluntária do Brasil. “Temos muito orgulho de termos a segunda menor taxa de desmatamento”, avaliou. “O Brasil é o país que mais reduz a emissão de gases de efeito estufa no mundo.”

Confira abaixo a evolução da taxa desde 2004 por Estado e para toda Amazônia Legal

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