Rio Branco, Acre,


PPL troca de direção no Acre e deixa grupo dos partidos nanicos

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Caio Cesar assume direção do PPL

No Acre, o Partido Pátria Livre (PPL) está sob nova direção a partir desta segunda-feira (28), quando Luiz Carlos Assis foi destituído da direção regional e o jovem Caio Cesar Pinheiro, 24 anos, ex-membro da executiva nacional do PT e com fortes ligações ao movimento sindical, assumiu a executiva regional.

Como primeira medida na condição de presidente do PPL, Caio Pinheiro decidiu que o partido não integrará mais o bloco dos partidos nanicos até que seja discutido com todos os membros a nova “roupagem” da sigla. ” Precisamos sentar com o grupo e discutir o assunto. Não temos nenhuma participação neste processo com os demais partidos. Não temos conhecimento, nem intenção de fazer parte. A nossa luta do momento é estruturar o partido, interiorizá-lo e buscar cada vez mais militantes”,  afirmou.

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Com nove  anos de militância no PT e experiência na vida pública, apesar da pouca idade, Pinheiro, que já foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes Secundaristas (Ubes), disse que o PPL viverá um novo momento e representará os interesses dos trabalhadores no Acre.

“O PT não tem mais alinhamento nenhum com o movimento sindical. Precisamos de um partido que represente o trabalhador, pois o PT não nos representa mais”, acrescentou.

O nono presidente do PPL, que ocupava o cargo de coordenador da articulação sindical, foi um dos jovens retaliados pelo PT do Acre por ter prestado solidariedade ao movimento grevista da educação que findou em no mês passado.

“O PT daqui destoa muito do PT nacional e há muitas coisas com as coisas não podemos compactuar”, assinalou, relembrando o episódio em que foi rechaçado por um dos lideres da juventude petista, Cesário Braga.

A respeito do motivo da destituição de Assis da presidência do PPL, Caio explicou que o ex-presidente foi convidado a deixar o cargo por não cumprir com obrigações partidárias. “Ele foi destituído por não cumprir com as obrigações dele, chegando a ser antiético em algumas declarações na imprensa local”.

Questionado se o PPL vai ser oposição ou aliado do PT dentro da coligação Frente Popular do Acre, Caio Pinheiro alegou que este não é um assunto que esteja em  pauta. “Realmente esta não é a discussão do momento. Antes de qualquer coisa precisamos cuidar do crescimento do partido”, concluiu.

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