BBC fala de Marina e seus desafios nas eleições presidenciais: “vencer eleição com partido nanico”


Marina Silva disputará sua terceira eleição presidencial este ano; desta vez, ela tem um partido para chamar de ‘dela’

TON LINDOSO, DA CONTILNET

“Em meio a um sentimento de ‘terra arrasada’ na política pós-Lava Jato, Marina Silva (Rede) volta à disputa presidencial pela terceira vez com a esperança de que seu currículo limpo e o discurso antipolarização agora funcionem para levá-la ao Palácio do Planalto”. O trecho é de uma reportagem da BBC.

A gigante da comunicação, em uma reportagem especial, falou sobre a acreana, nascida em Xapuri, e das intenções de voto que ela possui. Fala também do seu discurso, dos seus desafios e do seu favoritismo em alguns cenários.

“Sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa – cenário mais provável hoje devido à condenação por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância -, Marina chega a aparecer com 16% de intenções de voto na pesquisa Datafolha, empatada tecnicamente na liderança da corrida com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-JR), que tem 20%”.

Dona de um partido nanico, Marina vai ter muita luta pela frente. “Para piorar, nas últimas semanas a sigla encolheu ainda mais com a saída de dois deputados federais, Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR), que foram para o PSB. O fato é especialmente negativo porque o tempo de TV durante a campanha e o montante de recursos públicos para cada legenda são calculados de acordo com a bancada na Câmara dos Deputados”.

Marina Silva disputará sua terceira eleição presidencial este ano/Foto: José Cruz/Ag. Brasil

A BBC Brasil apurou na reportagem, por exemplo, críticas como as apontadas publicamente por Alfredo Sirkis, um dos idealizadores da Rede, ao deixar o grupo em 2013: Marina tem um “processo decisório caótico”, “reage mal a opiniões discordantes” e se cercou de um “séquito incondicional” de seguidores que mais atrapalha do que ajuda.

“Marina é uma líder nata, tem uma grande expressão, basta ver seu desempenho nas últimas campanhas. Agora, dentro de uma estratégia de discussão de país, não basta a liderança, é preciso ter um aparato que dê sustentação para isso e que faça isso chegar aos eleitores”, afirma o deputado Aliel Machado, um dos que acaba de deixar o partido.

“Marina é maior do que a Rede, mas ao longo desse tempo eu vi que a Rede tem que ser maior do que Marina, inclusive para sustentar Marina. E isso não aconteceu”, lamenta.

Confira a reportagem completa clicando AQUI.

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