A oito meses do fim do governo, Secretaria de Turismo vai pagar R$ 37 mil por site


Publicação está no Diário Oficial; preço é pelo menos duas vezes maior que a média cobrada no mercado local

Foto capa ARCHIBALDO ANTUNES, DA CONTILNET

Crise o quê?

A Secretaria de Estado de Turismo (Setul) resolveu, a menos de oito meses do término do segundo mandato do governador Tião Viana, investir 37 mil reais no desenvolvimento de um website para a promoção ‘do destino do Acre’.

Minúcias

Publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira (3), a homologação do contrato de prestação de serviço é assinada pela secretária de Turismo, Rachel Moreira, e pelo representante da empresa Braso Soluções Tecnologia.

Pescaria digital

Tanto quanto este colunista, o leitor sabe que potencializar o turismo local nunca foi uma meta do governo Tião Viana. Tanto é verdade que em sete anos e quatro meses os companheiros não usaram a rede mundial de computadores na tentativa de pescar turistas.

Bon voyage

Ao contrário disso, o único turismo potencializado pelo governador do PT em seus mais de sete anos de mandato foi aquele que o levou à Alemanha, Estados Unidos, França e Dinamarca, entre outros países de Primeiro Mundo.

Romantismo pragmático

Note o leitor que a esquerda caviar não se cansa de jogar confetes sobre Cuba e Venezuela – dois países da América Latina cujos regimes ditatoriais eles adoram exaltar –, mas na hora de pegar o avião, todos preferem o capitalismo selvagem dos yankees ou as antiguidades do Velho Continente.

Curiosidade adicional

Mas de volta ao site da Setul, outro detalhe curioso nessa história diz respeito ao prazo para a prestação do serviço, com “vigência do presente instrumento [a contar] de sua assinatura até o final do exercício financeiro de 2018”, conforme a publicação do DOE.

Em outras palavras

Em outras palavras, a Braso Soluções Tecnologia tem até o dia o dia 31 de dezembro – último dia do governo de Tião Viana – para entregar o website à Secretaria de Turismo. É ou não é uma beleza?

Das duas…

Eis, portanto, a questão: por que só agora se preocupar com o assunto? A não ser que a turma de Setul dê como certa a eleição do petista Marcus Alexandre para o Palácio Rio Branco, o site será dado de bandeja aos adversários da oposição.

… Uma!

Ou então está sobrando dinheiro no governo, haja vista as despesas com aquisição de flores do campo e 50 mil canetas BIC por parte da Secretaria de Saúde, higienização de veículos e tapetes, além da encomenda de jantares à francesa.

Destinada ao fracasso

É certo que parte da verba para o desenvolvimento do website turístico veio do governo federal, esse bode expiatório para tudo que não presta no Acre. Mas ainda assim haveremos de duvidar da importância de uma iniciativa tão tardia quanto – certamente – fadada a não dar frutos.

Fartura

A economia de Marechal Thaumaturgo, ao que parece, vai de vento em popa. Depois de contar o pagamento de 184 diárias aos servidores municipais, em menos de 20 dias do mês de abril, este colunista se deparou com a nomeação de 18 novos comissionados para a prefeitura. E apenas quatro exonerações.

Como é que é?

Segundo o portal da transparência do município, havia, até ontem, 16 cargos em comissão na estrutura pública municipal. E – pasme o leitor! – 1.211 servidores efetivos para uma população estimada, no ano passado, em 17.897 pessoas. Dá um percentual de 6,77% do total de moradores.

Pra efeito de comparação

Pra que o leitor tenha ideia do que isso representa, a prefeitura da Capital do Acre teria que comportar 22.749 funcionários públicos para chegar aos 6,77% do total da população rio-branquense. E hoje os servidores municipais estão na casa dos sete mil.

No entanto…

Mas há que se fazer a ressalva de que o prefeito de Thaumaturgo, Francisco Pianko (MDB), não vem a ser responsável pelo inchaço da máquina municipal. Mas é pertinente questionar por que cargas d’água, tendo tantos funcionários à disposição, o município necessite que outros 14 sejam nomeados.

Quebrou dentro

O Congresso Nacional aprovou, na quarta-feira (2), um remanejamento de R$ 1,16 bilhão no Orçamento federal para cobrir os calotes dados pela Venezuela e Moçambique – dois dos vários países beneficiados com dinheiro do BNDES durante os governos Lula e Dilma.

A fatura é nossa

Ocorre que os recursos que serão destinados a cobrir a dívida serão retirados do FAT, o Fundo de Amparo ao Trabalhador, no programa seguro-desemprego. Ou seja: a conta da lambança feita pelos companheiros acabou por pesar nos ombros daqueles que nem renda possuem.

Negócio de risco

Lula, o magnânimo, e Dilma, a escolada, trataram de irrigar as empreiteiras brasileiras que têm assento cativo na Lava Jato com recursos públicos, em transações que envolveram empréstimos bilionários a países que milhões de terráqueos sabiam economicamente mal das pernas.

Montante

Moçambique nos deu um cano de 7,3 milhões de dólares, algo em torno de 26 milhões de reais. Já o calote da Venezuela, até o momento, é de aproximadamente 970 milhões de reais. E esse pagamento precisa ser feito pelo governo brasileiro até a próxima terça-feira (8). Caso contrário, o Brasil é que se tornará inadimplente.

Coincidência, né?

Ontem mesmo, por incrível que pareça, o ditador Nicolás Maduro tratou de aprisionar 11 executivos do maior banco privado do país, o Banesco, sob a acusação de ‘ataque à moeda venezuelana’. É claro que o governo haverá de confiscar a grana da instituição financeira. Não duvido nada que o episódio tenha sido engendrado só pra que Maduro tivesse saldo pra quitar as parcelas em atraso com o Brasil.

Lesa pátria

Ainda assim, caso não estivesse encarcerado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula deveria receber voz de prisão pelo crime de lesa pátria. E com o agravante de ter dado, de mão beijada, uma refinaria da Petrobras pro companheiro Evo Morales.

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