Enquanto o caos se instala na saúde, deputado do Acre está preocupado com as “Super Drags”


Em Rio Branco, as demissões ameaçam o atendimento das grávidas que precisarão esperar que um único médico de plantão possa atender a todos os casos

REDAÇÃO CONTILNET

Enquanto o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindimed), José Ribamar, alerta para o caos em que se encontra o sistema público de saúde do estado, o deputado federal Alan Rick (Democratas) demonstra grande preocupação com o desenho animado as Super Drags, produzido pela Netflix que deverá estrear na próxima sexta-feira (9).

Apesar do desenho já ser indicado para o público com idade acima de 16 anos, o parlamentar enviou nota oficial à Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família e ao Ministério da Justiça pedindo alteração na classificação indicativa da animação, que, segundo ele, trata-se uma tentativa sórdida para influenciar sexualmente as crianças. “A animação é recheada de palavrões e piadas de cunho sexual”, diz o parlamentar.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Acre, José Ribamar, segue em uma luta solitária contra as medidas que vem sendo tomadas pelo governador Tião Viana, que mandou fechar o portões do Huerb esta semana e a Policlínica do Tucumã. Alan Rick e outros membros da bancada evangélica não se manifestaram sobre o caos em que se encontra a saúde público do Acre.

Para o médico José Ribamar, a situação nos hospitais do Acre é muito preocupante. “A situação é gravíssima e pode resultar em interdição ética, porque um médico sozinho não pode ser responsável por um parto. No PS, o médico também precisa do apoio de um anestesista. Se ele passar mal, não há quem assuma a cirurgia ou o parto por falta de um médico assistente. É um verdadeiro caos porque os gestores da Secretaria de Saúde viraram as costas para as necessidades de planejamento, manutenção de contratos e a realização de novas contratações”, alerta.

Saiba mais sobre as Super Drags

Em Rio Branco, as demissões ameaçam o atendimento das grávidas que precisarão esperar que um único médico de plantão possa atender a todos os casos. Se uma criança nascer de forma prematura ou necessitar de apoio de pediatras, apenas um médico deverá escolher qual bebê deverá receber atendimento. A situação poderá ficar ainda mais grave, porque existem 14 leitos na UTI neonatal e quase sempre estão lotadas.

O Hospital Geral de Feijó (HGF) e a Maternidade de Feijó podem entrar em colapso, resultando em mortes de pacientes. O motivo é a falta de médicos para atender as duas unidades em pleno estado de emergência decretado pela prefeitura de Feijó em virtude de uma epidemia de dengue.

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