Rio Branco, Acre,


Goleiro Bruno Fernandes volta ao futebol como capitão do Rio Branco

Enfrentando o Nauas, no Segundo Turno do Acreano na Arena Acreana, vazia, por conta da pandemia, Bruno vai, enfim, recomeçar

O tão polêmico retorno ao futebol do goleiro Bruno Fernandes ocorre daqui a pouco. Ele entra nos gramados do Arena Acreana como capitão do time Rio Branco. Desde julho do ano passado, quando deixou a cadeia onde cumpre pena de 20 anos por matar e ocultar o corpo da mãe de seu filho, a modelo Eliza Samúdio, o atleta vem tentando retomar a carreira. Enfrentando o Nauas, na primeira rodada do Segundo Turno do Campeonato Acreano na Arena Acreana, vazia, por conta da pandemia, Bruno vai, enfim, recomeçar. 

 


 

 

 

Sua chegada ao Acre, apesar de ter sido anunciada com bastante entusiasmo pelo técnico do Estrelão, Valdemar Neto, não foi bem recebida. O time perdeu o único patrocinador que tinha, a técnica do time feminino pediu demissão e críticas vieram de todos os lados: de grupos feministas à políticos, todos se envolveram. Artistas se opuseram. Protestos em frente ao estádio e até mesmo de um dos sócios-proprietários, que disse não ter sido consultado quanto à contratação. Mãe de Eliza também reagiu contra o time, o filho de Bruno com Eliza, Bruninho, de 10 anos, disse que o pai merecia prisão perpétua. Nada disso intimidou o Rio Branco.

Pelo sim, pelo não, a estréia é aguardada à nível nacional, o apresentador  do SBT, Roberto Cabrini, um dos jornalistas mais respeitados e premiados do Brasil, está em Rio Branco para acompanhar a partida. Ele é âncora do Conexão Repórter.

Em 2013, Bruno foi condenado a 20 anos e nove meses pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Ele foi apontado como autor do assassinato de Eliza, mãe de seu filho. Ela desapareceu em 2010, aos 25 anos, e foi considerada morta pela Justiça. Na época, Bruno brilhava no Flamengo.

Em 20019, após cumprir nove anos de prisão, Bruno ganhou direito ao regime semiaberto, após ter cumprido o tempo necessário para progressão da pena, conforme está previsto na Lei de Execuções Penais (LEP).

 





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