Rio Branco, Acre,


No AC, pessoas de 20 a 59 anos poderão ser vacinadas simultâneas ao grupo de risco

Governo negocia 700 mil doses com o Instituto Butantan apenas para esse público

O Plano Estadual de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19, apresentado esta semana pelo governo do Acre, não exclui pessoas entre 20 e 59 anos que estão fora do grupo de risco para a doença.

Cerca de 700 mil doses do imunizante produzido pelo Instituto Butantan devem ser adquiridos pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) apenas para esse público, garantiu o governo.

Serão duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre uma e outra. A boa notícia é que essas pessoas serão imunizadas simultaneamente ao grupo de risco da doença, explicou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Renata Quiles.

“Se o governador conseguir comprar as doses para o público de 20 a 59 anos, a vacinação acontecerá em fases também, mas simultânea às fases de prioridade. Por exemplo: o Ministério da Saúde estabelece nas primeiras fases os idosos. Então se eu vou vacinar os de 20 a 59 anos, vou começar pelo público de maior risco, que é o de 55 a 59, e aí vou baixando as faixas etárias concomitante com os outros públicos estabelecidos pelo MS”.

Os 700 mil imunizantes negociados com o Butantan para esse público irão para todos os 22 municípios do estado. A meta é vacinar quase 375 mil acreanos. Essa doses não vão impactar a imunização dos grupos de risco, que terão à disposição de forma prioritária 500 mil vacinas da Fiocruz via Ministério da Saúde.

Fazem parte desse grupo trabalhadores da saúde, educação, forças de segurança e salvamento, pessoas acima de 60 anos, indígenas, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiências permanentes severas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, transporte aéreo e portuários, população privada de liberdade e funcionários desse sistema.

Fases da campanha

Fase 1: trabalhador da saúde, pessoas acima de 75 anos, pessoas de 60 anos institucionalizadas (que estejam em asilos ou casas de repouso), populações indígenas e povos e comunidades ribeirinhas;

Fase 2: pessoas entre 60 e 74 anos de idade, sadias que podem se deslocar;

Fase 3: pessoas com comorbidades, que são doenças preexistentes;

Fases concomitantes: pessoas entre 20 e 59 anos, com prioridade às mais velhas.

“Sozinha a vacina não vai acabar com a pandemia, ela precisa da adesão de todos e que, principalmente, continuem a seguir os protocolos sanitários de prevenção ao coronavírus”, disse o secretário de Saúde Alysson Bestene.

Atualmente, o Acre tem em estoque 700 mil seringas nas redes estadual e municipais. Mais de um milhão de novas unidades podem ser adquiridas pelo governo, além das 500 mil que serão enviadas pelo MS.

A vacinação pode começar daqui a duas semanas, caso o governo federal, por meio da Anvisa, libere a aplicação dos imunizantes no país. O Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes pela doença, ultrapassando 200 mil, e ainda não vacinou uma única pessoa.

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