Rio Branco, Acre,


Pesquisadores brasileiros observam raro comportamento em peixe-elétrico

Peixes raramente colaboram uns com os outros durante a procura por presas

Na última quinta-feira, 14, um grupo de pesquisadores brasileiros publicou no periódico Ecology and Evolution um estudo que descreve um comportamento inédito observado nos poraquês, peixes de dois metros de comprimento capazes de liberar descargas elétricas de até 860 volts.

Embora a espécie seja capaz de dar um choque cuja potência não é comparável ao de nenhum outro animal existente, o que já a torna uma predadora mortal, alguns exemplares do Pará passaram também a caçar em bandos. O comportamento incomum foi flagrado no rio paraense Iriri.

“Só o fato de encontrar os poraquês em grandes grupos já é excepcional. Descobrir depois que eles usam isso pra caçar é uma coisa extraordinária”, comentou Douglas Bastos, especialista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e também um dos envolvidos na pesquisa, segundo repercutido pela Superinteressante.

Peixes raramente colaboram uns com os outros durante a procura por presas, comportamento que é muito comum em mamíferos – devido ao seu caráter mais social – o que torna o caso particularmente especial.

Agora, os próximos passos do estudo consistem em determinar se é uma característica específica dos poraquês do local ou um hábito da espécie, e também descobrir como esses peixes elétricos se comunicam para coordenar seus ataques.

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