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6 maio, 2021 5:17 pm

Ipea diz que ações do governo evitaram cenário pior da pandemia no AC

Estado entre os três que melhor geriram ações de combate à doença e por isso tiveram número de mortes abaixo dos demais

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Estudo do Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea), órgão da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (26), revela que a gravidade do coronavírus no Acre, que caminha para o registro de I.500 mortos em pouco mais de um ano de pandemia, só não foi pior porque o Governo do Estado foi rápido em ações para impedir a proliferarão da doença.

A informação está no portal de notícias UOL e cita o Acre, ao lado de Espírito Santo e Ceará, como estado que agiu rápido e assim conseguiu fazer com que a doença fosse menos letal em relação a outros estados que demoraram a tomar as mesmas decisões.

Foi o caso, por exemplo, do Mato Grosso, listado como o pior Estado em relação à gestão da pandemia, onde praticamente não houve medidas rígidas e é o que tem, proporcionalmente, uma curva de alta inclinada de casos e mortes e de pessoas contaminadas.

As informações são do pesquisador Rodrigo Fracalossi de Moraes, do Ipea, que relata ainda que as medidas de distanciamento social “passaram a ser enrijecidas de maneira mais sólida a partir do final de fevereiro e onde isso ocorreu, as curvas de mortes e contágio foram achatadas em relação aos números de outros estados”.

A demora em alguns estados para ampliar os índices de isolamento social impulsionaram o país a uma segunda onda de Covid-19 com, em média, o triplo de mortes do que na primeira fase da doença em 2020, disse o estudo do pesquisador Rodrigo Fracalossi de Moraes. Para embasar seu estudo, o pesquisador comparou as datas e os primeiros decretos estaduais de distanciamento social quando o novo coronavírus chegou ao país com os da segunda onda.

O resultado aponta que, em 2020, os estados alcançaram melhores resultados por agirem de forma preventiva, ou seja, antes da explosão de casos e internações. “Claro que isso é uma coisa probabilística, não determinística. Mas, se a gente compara as medidas que foram tomadas na primeira e na segunda ondas e compara o número de pessoas que morreram nas duas, podemos chegar a essa conclusão, afirmou o pesquisador em declarações citadas por UOL. Segundo ele, onde foram tardias a edição de decretos de isolamento social, foi maior o número de mortos.,

Para Moraes, o grande problema foi o momento em que as ações dos estados entraram em vigor e a diferença de números entre os estados mostram isso. “Tivemos alguns estados que agiram rápido, como Ceará, Espírito Santo e Acre. Se você comparar os resultados com os que agiram tardiamente, ou não agiram corretamente, vai notar uma diferença. Em Mato Grosso, que teve uma das piores gestões, o número de mortos é maior”, apontou.