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21 julho, 2021 9:10 am
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Candidatos em 2020 criam ‘Grupo dos Onze’ dentro do Progressistas no Acre

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Bittar em defesa de Bolsonaro: espalhou vacina
O senador Márcio Bittar (MDB-AC) saiu do seu quase isolamento, em Campo Grande (MS) – de onde vem trabalhando remotamente por vir enfrentando um caso de doença grave em sua família, que o obriga a apoiar uma irmã -, para promover a defesa de seu amigo Jair Bolsonaro, o presidente que vem sendo diariamente bombardeado na CPI da Covid no Senado. Em vídeo distribuído à imprensa, Márcio diz que Bolsonaro vem sendo atacado de forma injusta na CPI e em outros setores da sociedade brasileira, como a imprensa, como o presidente que se negou a comprar vacina, “o que nunca foi verdade”. Segundo o senador, “ninguém lembra ou não diz, mas foi Bolsonaro que adquiriu, no tempo que a burocracia permitiu mas mais rápido que em outros países com a mesma importância do brasil, a vacina com a qual quase 40 por cento da população brasileira vem sendo imunizada”.

Hipocrisia e ingratidão espalhada como vírus
Os ataques a Bolsonaro, segundo o senador, não são por vacinas nem em defesa da saúde dos brasileiros. Os críticos de Bolsonaro não reconhecem que o Brasil está entre os países que mais têm vacinado seus habitantes e que a campanha de imunização ocorre em meio aos caos político para o qual querem arrastar o presidente. “A gratidão é uma das maiores virtudes que o homem pode ter. No seu oposto, é aquilo que denigre o ser humano ingrato”, disse o senador a respeito dos adversários de Bolsonaro. Para o senador, a hipocrisia e a ingratidão em relação ao presidente vem se alastrando no país também como uma espécie de vírus.

“É o vírus que mata pessoas, não o Bolsonaro”
Bittar lembrou que o presidente já esparramou pelo país mais de 150 milhões de doses de vacinas. “Mais de 105 milhões de doses já foram aplicadas. Me espanta ver a ingratidão e a hipocrisia de políticos de esquerda, militância comunista, recebendo a vacina que o presidente comprou e gritando palavras de ordem culpando o presidente por aquilo que o vírus fez. É o vírus que mata pessoas em todo mundo”, disse o senador, ao se despedir no vídeo parabenizando o presidente.

Cesário Braga tenta torpedear mandato de senador
Ainda sobre Márcio Bittar, num artigo muito bem escrito para um rapaz cujos pendores intelectuais nunca foi forte, posto que ele também foi pouco à escola, já que a militância política sempre lhe tomou mais tempo em tudo na vida, o presidente regional do PT no Acre, Césario Braga, desanca o senador pelo envio de recursos de emendas de sua autoria para outros estados, como Goiás, Mato Groso e agora Bauru, no interior de São Paulo. Suéllen Silva Rosim, eleita prefeita pelo Patriotas em 2020, é a primeira mulher e cidadã negra a comandar a cidade do interior paulista em 124 anos de história. Ela veio a público agradecer ao seu senador por R$ 300 mil enviados a seu município, o que voltou a abespinhar os petistas.

Um político acreano com reconhecimento nacional
A assessoria do senador em Brasília saiu em sua defesa diante do artigo cuja autoria é atribuída ao dirigente petista. A assessoria conclui, na verdade, que o texto saiu do laboratório de algum petista de coturno mais graduado mas, mesmo assim, não o deixou sem respostas. De acordo com a assessoria, os recursos enviados a partir das emendas de relator para outros estados e municípios reflete o fato de que Márcio Bittar foi de fato relator da União, relator do orçamento de uma nação. Isso – segundo a assessoria – significa que emendas relatadas por Márcio Bittar, graças aos acordos mantidos com bancadas de deputados, senadores, associações de prefeitos e outros órgãos e instituições, não saíram apenas para o Acre. “O que tem que ficar claro é que os recursos não são do Márcio Bittar. São da nação brasileira e como tais têm que ser distribuídos para todo o país. É por isso que hoje o Márcio Bittar é o único político acreano com mandato a ter reconhecimento em âmbito nacional”, disse uma assessora.

Acre deve aparecer como Estado privilegiado
Sobre o assunto abordado por Cesário Braga ou seu mentor de coturno mais alto no comissariado do povo ao qual o PT quer submeter a nação brasileira, Márcio Bittar tem dito que vai sofrer críticas da imprensa e de lideranças políticas de outras regiões do país, como os grandes estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, quando começarem a ser liberadas as emendas de sua autoria em relação ao Acre. Ele diz que, na condição de relator, é claro que privilegiará o Acre com recursos proporcionalmente muito maiores do aqueles enviados aos grandes centros e que a chiadeira da bancadas desses estados, com certeza, será grande.

Roraima vive até hoje das emendas de Romero Jucá
Márcio Bittar cita como exemplo disso o Estado de Roraima, que teve o então senador Romero Jucá (MDB), como relator do orçamento no ano de 2012, no Governo Dilma Rousseff, e ainda hoje, quase dez anos depois, o Estado de Roraima ainda administra recursos alocadas pelo antigo relator. “Isso também vai acontecer aqui. Encaminharemos tantos recursos e tantas emendas que os futuros governos estaduais, durante muitos anos, ainda vão ter que manipular os recursos que estamos alocando”, disse Bittar.

“Continuo aliado e pronto para ajudar Gladson Cameli”
Como está recolhido em Campo Grande, Márcio Bittar não pôde acompanhar o último périplo do governador Gladson Cameli pelos gabinetes de Brasília nos últimos dias, tarefa que coube à senadora Mailza Gomes (PP). Foi o suficiente para que os arautos do caos fizessem divulgar que isso seria em função do afastamento entre os dois. Márcio Bittar desmentiu as informações dizendo que apenas deixou de ser o articulador, em nome do MDB, das relações do Partido com o governo de Gladson. “Continuo amigo do governador e nada me afastará da luta por recursos e apoio do meu gabinete e do meu mandato ao governo e ao governador do Acre”, disse Bittar.

Lúcio Brasil se filia ao PSL e deve ser candidato
O odontólogo Lúcio Brasil, um dos profissionais mais conceituados do Acre na área da odontologia e cirurgia bucal, enfim, cedeu às investidas do presidente regional do PSL, Pedro Valério, e resolveu se filiar à sigla. Brasil deve engrossar as fileiras do PSL na chapa para deputado federal, através da qual o Partido quer fazer pelo menos dois dos oito a serem eleitos em 2022.

Hildegard Pascoal não deve ser candidato a deputado
Por falar em PSL, ao que tudo indica, o presidente Pedro Valério não conseguiu, ainda, convencer o vereador Hildegard Pascoal a ser candidato a deputado estadual. Filho do deputado federal cassado e coronel PM reformado Hildebrando Pascoal, Hilegard foi eleito como último colocado entre os 17 vereadores em 2020. Imaginava que, pela força do sobrenome e à sombra da memória de eu pai, pudesse vir a ser o mais votado. Não foi e por isso, na hora de um passo maior, como buscar uma vaga na Assembleia Legislativa, o vereador está sendo comedido.

Israel: um Pascoal legítimo com outro sobrenome
Mas, nas eleições de 2022, não faltará um Pascoal na disputa eleitoral. Trata-se do médico Israel Milani, atual secretário de Meio Ambiente, que deve ser candidato a deputado federal. O médico é filho de um irmão de Hildebrando e da deputada Vanda Milani, que deve ser candidata ao Senado e, se não for possível, sairá da disputa da política partidária, cedendo o lugar a Israel Milani. Sobrinho do ex-deputado Hildebrando, embora um Pascoal legítimo, Israel usa o sobrenome da mãe em detrimento do polêmico sobrenome Pascoal.

Pastor Reginaldo Ferreira deixa presidência do PP
O pastor Reginaldo Ferreira já avisou à senadora Mailza Gomes, presidente regional do PP, que está renunciando a presidência do diretório municipal da sigla. Em seu lugar, deve assumir o vice-presidente, o prefeito Tião Bocalom. Apesar de bem sucedido como dirigente partidário, já que conseguiu levar o Partido à vitória nas eleições de 2020, com a eleição do prefeito e de três vereadores na Capital, algo que não acontecia há décadas, o Pastor Reginaldo Ferreira justificou a saída como uma necessidade pessoal de religioso, que precisa dialogar de forma a mais plural possível com a comunidade e a condição de dirigente partidário o impediria.

PP, o único com endereço certo na Capital
A senadora Mailza Gomes aceitou a renúncia do dirigente e já comunicou que o vice-presidente, Tião Bocalom, no caso, deve se preparar para assumir a função. A propósito, o PP é um dos partidos mais organizados do Acre. É, por exemplo, o único dos grandes partidos a ter uma sede própria na Capital, ali na Rua Ladislau Ferreira, no bairro Abrão Allab, coisa que o MDB, PT e outras siglas poderosas não têm e vivem com seus documentos, móveis e outros itens necessários ao funcionamento da instituição partidária, sobre caminhões de mudança, sem endereço ou paradeiro certo.

Suplentes formam o Grupo dos Onze no PP
Pelo menos 11 candidatos a vereadores pelo PP nas eleições de 2020, dos quais pelo menos oito são suplentes de vereadores, se reuniram esta semana na sede do Partido. São pessoas que, juntas, embora não tenham sido eleitas, somaram mais e seis mil botos, o suficiente para eleger um deputado estadual.

É nisto, aliás, que o grupo está pensando. Quer se manter unido para, daquele grupo, tirar um nome parta receber o apoio dos demais numa disputa à Assembleia Legislativa.

Não houve, ainda, definição do nome. Outras reuniões sobre o assunto devem voltar a ocorrer.

Um campo minado para Tião Bocalom
Quem assistiu as sessões na Câmara Municipal de Rio Branco, ainda que de forma remota, não tem dúvidas: aquilo ali virou terreno de campo minado para o prefeito Tião Bocalom, cuja relação com os vereadores nunca foi mesmo uma Brastemp. O mais enfurecido dos vereadores contra o prefeito é ninguém menos que o pastor Ronaldo Barros (Republicanos). Apesar dos pendores religiosos, a cada vez que o vereador usa a tribuna virtual, é para apontar as falhas da administração do prefeito com o qual vem trombando desde que ambos tomaram posse. O que é pior é que Arnaldo Barros vem obtendo apoio de vereadores inclusive do que seria a base do prefeito, os eleitos pelo PP.

Prefeito sob risco de cassação na Câmara
Enquanto isso, Bocalom faz ouvido de mercador quantos aos reclames dos vereador e, sete meses depois de ter assumido, não se dignou a sequer indicar um líder na Câmara. O terreno se torna perigoso para o prefeito porque, no menor escorregão, se chegar à Câmara uma denúncia contra a administração municipal, o pescoço de Bocalom vai tranquilamente para um cadafalso de cassação. Isso é dito e admitido pela unanimidade dos vereadores.

LDO emperra na Câmara dos Deputados
Enquanto no Acre a Assembleia Legislativa caminha para aprovação da LDO (Lei das Diretrizes Orçamentária) antes do recesso parlamentar, na Câmara Federal a Comissão Mista de Orçamento (CMO) adiou a votação do relatório preliminar do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022. Os deputados pediram mais tempo para analisar o texto. A votação do relatório, do deputado Juscelino Filho (DEM-MA), ficou marcada para a próxima segunda-feira (12).
O relatório foi entregue dia sete. Com isso, parlamentares reclamaram do pouco tempo para análise do seu conteúdo.

Jorge Viana não dá prego sem estopa
Com oito pessoas se apresentando como candidatas ao Senado, o Acre deve ser um dos estados do país com o maior número proporcional de postulantes aos posto. A se manter todos os nomes, podem apostar, o ex-governador e ex-senador Jorge Viana será candidato ao Senado pelo PT. Experiente, Jorge não dar ponto sem nó ou prego sem estopa, como se diz no popular. Sabe que, em meio a tantos candidatos, seu nome fica como sendo o de Marina Silva, em 1994, quando ela foi a segunda opção de voto de todos os demais candidatos. Em 2022, com apenas uma vaga em disputa, Jorge Viana quer ser a opção de voto dos eleitores de todas as chapas que concorrerem ao Governo. Ou seja, quer ser o candidato a senador dos eleitores de Gladson, de Petecão e de Jenilson Leite, caso o deputado mantenha sua candidatura ao governo. Assim, suas chances são realmente muito altas.

Ex-deputado Pedro Yarzon perde a visão
De Cruzeiro do Sul, chega a notícia de que o ex-deputado e piloto Pedro Yarzon, que foi muito influente na Assembleia Legislativa nos anos 1980 a 1990, agora morando no Juruá e vivendo como empresário da área rural, perdeu completamente a visão. Glaucoma e outros problemas causados pelo diabetes.

Heleno Farias resiste

Também em Cruzeiro do Sul, continua lutando pela vida o advogado e político Heleno Farias, ex-presidente da Cila no Governo Nabor Júnior. Diabético, ele também contraiu a coviud-19. Está sob cuidados da filha Sibele Frana, que veio de Brasília para assistir ao pai. Heleno, que já foi muito forte, vem resistindo. Seus amigos, entre os quais o redator, se juntam à torcida botafoguense que o querem de volta à vida, com saúde e paz.

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