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10 setembro 2021 8:50 am

Urap Vila Ivonete abre Semana Mundial do Aleitamento Materno com palestra sobre amamentação

A campanha em 2021 tem como tema “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos”

POR NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 03/08/2021 19:51

O leite materno é a melhor fonte de nutrição para bebês, tanto que é eficiente para nutrir uma criança desde o momento que nasce até seu sexto mês de vida de forma exclusiva, sem precisar de nenhum outro alimento ou reforço nutricional. Por meio do leite materno, o bebê recebe os anticorpos da mãe que o protegem contra doenças como como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta e diminui chances de desenvolver doença de Crohn e linfoma.

E é pensando em informar a população sobre a importância do aleitamento materno e incentivar mulheres a amamentar que, anualmente, o mês de agosto é dedicado à promoção dos benefícios da prática em todo o mundo.

A campanha em 2021 tem como tema “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos”.
Ainda dentro do Agosto Dourado, que recebe este nome pois o leite materno é considerado o alimento de ouro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), existe a Semana Mundial de Aleitamento Materno e nesta terça-feira (3), a Unidade de Referência em Atenção Primária (Urap) Vila Ivonete, realizou um evento alusivo à campanha mundial com a presença de mães, grávidas e lactantes que assistiram a uma palestra sobre aleitamento com o coordenador do Banco de Leite Humano da Maternidade Bárbara Heliodora, enfermeiro Hélio Pinto de Sousa.

Evento na Urap Vila Ivonete marcou início das atividades da Semana do Aleitamento Materno/Foto: cedida

Além do conhecimento, importantíssimo para as mamães que estão iniciando a amamentação e também para aquelas que estão grávidas e se preparando parando para este momento de conexão com o bebê, as participantes também ganharam kits para os filhos.

Mães, lactantes e grávidas participaram do evento/Foto: cedida

“As práticas de aleitamento materno são uma questão de saúde pública, exigindo esforço e investimento no nível social. Devemos lembrar de que proteger o aleitamento materno é uma responsabilidade compartilhada”, destacou o coordenador da unidade, Emerson Bezerra.

De acordo com Bezerra, todos os anos, na Semana Mundial de Aleitamento Materno, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco realiza diversas atividades para, além de chamar a atenção para a relevância do evento, divulgar a importância da amamentação para as famílias.

“Para todos nós, é hora de informar, enfocar, engajar-se e articular ações para proteger e apoiar o aleitamento materno. Isso ajudará a garantir a sobrevivência, a saúde e o bem-estar das crianças e de suas famílias”, destacou o coordenador.

Coordenador Emerson durante evento/Foto: cedida

Amamentação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva para o bebê até os seis meses de vida. A partir dessa idade, a introdução alimentar pode ser feita associada ao leite materno que deve ser continuado até pelo menos os dois anos de vida.

Segundo a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de seis milhões de vidas são salvas anualmente por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

Números divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que os índices nacionais do aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de 6 meses aumentaram de 2,9% para 45,7% quando se compara o período de 1986 até 2020. Também é possível observar grande evolução da prevalência de aleitamento materno continuado no primeiro ano de vida, passou de 30%, em 1986, para 53,1%, em 2020.

A ciência comprova que amamentar aumenta contato do bebê com a mãe, dando segurança, calor e fortalecendo os vínculos afetivos, melhora a digestão e minimiza as cólicas. E as mamães também são beneficiadas ao dar o peito, já que a amamentação aumenta a proteção contra o câncer de mama, de ovário, e reduz o risco de hemorragia pós-parto. Evita a osteoporose e protege contra doenças cardiovasculares, como o infarto, hipertensão arterial e colesterol alto. Pode reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e artrite reumatoide.

O leite materno dado ao bebê após o parto faz o útero voltar ao tamanho normal mais rápido e diminui o sangramento, prevenindo a anemia materna.

Com informações do Ministério da Saúde

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