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28 setembro 2021 12:20 pm

No AC, família faz campanha para custear cirurgia de aposentada: “Posso não chegar aos 65”

A paciente é hipertensa, pré-diabética, e o procedimento, chamado de “ablação”, chega a quase R$59 mil

POR RENATO MENEZES, DO CONTILNET

Última atualização em 02/09/2021 17:16

Familiares e amigos da acreana Cleide Maria Silva Januário Magalhães, de 51 anos, pedem ajuda para que a aposentada possa realizar uma cirurgia em Florianópolis (SC). Ela, que é portadora de arritmia cardíaca do tipo fibrilação atrial, corre o risco de não viver por muito tempo em decorrência da gravidade da doença, que se intensificou com o passar dos anos.

Cleide contou que, atualmente, está em Florianópolis, onde a família dela reside. Na cidade, o hospital SOS Cárdio realiza o procedimento de reversão, intitulado “ablação”. No entanto, o valor está para além da realidade da aposentada: quase R$60 mil.

“A doença se agravou muito, tanto que não posso exercer qualquer atividade laboral e, com alguma frequência, sofro com tonturas e palpitações. Já cheguei a desmaiar em locais públicos, não tem sido fácil. Caso o procedimento não seja realizado, é possível que eu não passe dos 65 anos e, infelizmente, o custo está fora da minha realidade financeira”, disse.

Vendo a situação da mãe, o filho de Cleide, Marcos Vinícius, resolveu criar uma vakinha na internet na última quarta-feira (01) para que as pessoas pudessem contribuir. “Por favor, ajudem a resgatar o sorriso da mulher mais importante da minha vida”, destacou.

FIBRILAÇÃO ATRIAL

Conhecida por ser uma doença silenciosa, a fibrilação atrial é um tipo de arritmia cardíaca que é caracterizada pela aceleração e irregularidade dos batimentos cardíacos, fazendo com que eles se contraiam sem os compassos, justamente por atingir as cavidades superiores do coração, chamadas de átrios. De forma bem sintética, a fibrilação atrial faz com que o coração dispare de repente.

Durante a arritmia, pode-se alcançar até 600 batimentos por minuto e, com esta frequência, os átrios apenas tremem, sendo incapazes de bombear sangue aos ventrículos.

Segundo informações do laboratório Pfizer, pode acontecer também de haver diminuições do fluxo sanguíneo, levando à formação de coágulos. Aos poucos, a sobrecarga danifica o coração. “Esses coágulos podem se desprender e, através da corrente sanguínea, obstruir pequenos vasos sanguíneos à distância. Se acontecer em alguma artéria do cérebro, tem-se um quadro de acidente vascular cerebral (AVC ou derrame)”.

A doença atinge cerca de 2 a 4% da população mundial. Os sintomas mais comuns, por sua vez, são: palpitações no coração, que duram de segundos a semanas, fadiga, desmaios, falta de ar e queda de pressão.

ABLAÇÃO

O nome do procedimento que Cleide precisa fazer se chama “ablação”. É por esta técnica que se leva cateteres até o coração que são capazes de eliminar áreas doentes do miocárdio, que são responsáveis por ocasionar as arritmias.

Como ela é hipertensa, pré-diabética e esteatose hepática, também conhecida como gordura no fígado, a situação se agravou, sendo necessária intervenção cirúrgica. Segundo o orçamento, somente o valor da anestesia é mais de R$3,8 mil. Com os custos de internação e do procedimento propriamente dito, o total chega a R$58.675,00.

COMO AJUDAR?

Quem quiser ajudar e saber mais detalhes da história, basta entrar em contato com a família através do número (48) 99149-2972. Além da vakinha, que pode ser acessada através do link vakinha.com.br/2356670, os colaboradores também podem doar através da chave PIX ou da conta disponíveis a seguir:

PIX: 916933732-20

Banco Santander:
– AGÊNCIA: 1253
– CONTA CORRENTE: 01020493-8

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