O MinistĂ©rio PĂșblico Federal (MPF) decidiu abrir uma investigação nesta sexta-feira (19) para apurar a denĂșncia feita ao ContilNet pelo ex-estudante de Medicina VeterinĂĄria da Universidade Federal do Acre (Ufac), Eduardo Sousa de Freitas, que Ă© homem trans e nĂŁo conseguiu formar junto com sua turma por ter seu nome social negado.
SAIBA MAIS:Â Estudante trans se sente lesado pela Ufac ao nĂŁo colar grau com colegas e ter nome social negado
O acreano diz que se sentiu lesado em razĂŁo de sua identidade de gĂȘnero porque a Ufac chegou a propor a ele, em uma ligação telefĂŽnica feita pelo NĂșcleo de Registro e Controle AcadĂȘmico (Corca), inserir na sua certificação de conclusĂŁo de curso e colação de grau o nome do registro civil e nĂŁo o social.

Eduardo tem 25 anos e concluiu o curso de Medicina VeterinĂĄria pela Ufac/Foto: Arquivo pessoal
O MPF pediu a Ufac que apresente no prazo de 10 dias as razÔes para ter negado o pedido de Eduardo, além de outros documentos e a notificação de casos de pessoas trans na mesma situação dentro da universidade.
“A Procuradoria Regional dos Direitos do CidadĂŁo (PRDC) enviou ofĂcio Ă Ufac requisitando, ainda, cĂłpia do procedimento administrativo de colação de grau do candidato, bem como cĂłpia da normatização que teria fundamentados as decisĂ”es dos responsĂĄveis pelo andamento do processo e se hĂĄ outros casos de pessoas trans na mesma situação”, diz um trecho da nota publicada pelo ĂłrgĂŁo.
“ApĂłs a anĂĄlise das informaçÔes encaminhadas pela Ufac, o MPF irĂĄ avaliar as medidas cabĂveis para a solução deste caso e prevenção de outros no futuro”, finaliza.
Eduardo conseguiu finalizar a graduação ainda neste ano. Seus colegas de turma, também concluintes e aptos, conseguiram colar grau na sexta-feira (12), sendo que enviaram o processo na mesma data e até mesmo em data posterior ao envio de Freitas.

