Cada paĂs com sua cultura e regras. Isso se pĂ´de ver durante o dia de finados na cidade de Cobija, capital do estado de Pando, que faz divisa com o Brasil atravĂ©s do Acre. Quem decidiu visitar o jazigo de algum ente no cemitĂ©rio municipal, teve que levar sua máscara facial, ou comprar.
As autoridades colocaram policiais no portão de acesso, onde foi exigido a máscara para poder entrar. Para alguns esquecidos, tiveram que comprar na barraca mais próxima.
AlĂ©m da obrigatoriedade, foi disponibilizado um local para quem quisesse passar álcool 70, ou lavar as mĂŁos na entrada ou saĂda. Outro detalhe, ou cultura local, seria a presença de uma banda musical que tocava mĂşsicas para animar o ambiente. É costume no lado boliviano, a famĂlias passar praticamente o dia todo no jazigo do ente que partiu.
Diferente do lado brasileiro, o comércio informal é bastante forte. Desde um maço de velas, se pode comprar uma flor natural ou de plástico, até um grande buquê. Neste ano, com a flexibilização da pandemia, uma praça de alimentação e até espaço kids foi montado em frente ao cemitério municipal.
Comércio informal em frente ao cemitério municipal de Cobija foi muito grande este ano – Foto: Alexandre Lima
A estimativa em relação ao passado, seria receber cerca de 40 mil pessoas, ou mais, no cemitério municipal de Cobija. “Ano passado veio pouca gente devido a pandemia. Esse ano já veio muitas pessoas somente pela parte da manhã e esperamos muito mais até a noite”, comentou um policial.
