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Rio Branco
12 janeiro 2022 4:42 pm
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Bocalom critica gestões do PT e Jorge Viana dispara: “É lamentável que alguns não aprendam nunca”

POR THIAGO CABRAL, DO CONTILNET

Nova usina

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), inaugurou nesta terça-feira (11) a nova usina de asfalto da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb). Participaram da solenidade de entrega os senadores Sérgio Petecão (PSD) e Mailza Gomes (PP), vereadores da Capital, secretários municipais e lideranças comunitárias.

Emenda

Apesar da festa da turma de Bocalom, é bom lembrar que a compra da nova usina só ocorreu graças a uma emenda de R$ 1,6 mi do ex-senador Jorge Viana (PT), quando ainda estava no mandato. Segundo Jorge, a destinação do recurso ocorreu após uma conversa com o ex-prefeito da capital Marcus Alexandre (PT). “Nós vimos que a usina que a EMURB possuía estava velha, era a mesma que eu havia comprado quando fui prefeito”, disse. A prefeitura investiu mais R$ 730 mil para a compra da usina de acordo com o prefeito Bocalom.

Cutucou

Mesmo que a emenda que garantiu a compra da usina tenha partido de um petista, o prefeito Tião Bocalom cutucou as gestões do partido à frente da Prefeitura. Segundo Bocalom, os prefeitos petistas que passaram pela Capital não usavam as emendas de deputados e senadores da oposição. Ainda segundo o chefe do Executivo municipal, por causa disso, há muitas emendas paradas no município.

Gentileza gera gentileza

Mesmo com a crítica do prefeito, o senador Sérgio Petecão (PSD), pré-candidato ao Governo do Acre e aliado de primeira hora de Bocalom, fez questão de lembrar que a compra do equipamento só aconteceu graças a uma emenda de JV e ainda agradeceu ao petista.

Gentileza gera gentileza 2

Em uma postagem nas redes sociais, o ex-senador retribuiu a gentileza de Petecão. “Em uma política em que muitos se esquecem das coisas boas, agradeço ao senador Petecão, que durante a entrega da usina, fez questão de lembrar que a realização foi possível devido a minha destinação”, escreveu.

Réplica

Na mesma postagem, Jorge Viana rebateu a fala de Bocalom, mesmo que sem citar o nome do gestor. “Na boa política você ajuda todos, independente de serem aliados ou não, sempre fiz assim na aplicação das minhas emendas. Na politicagem, mesmo sem ter realizado as coisas, tenta-se tirar proveito. É lamentável que alguns não aprendam nunca”, disparou. Para bom entendedor, ficou claro que a indireta tinha endereço e rosto: o prefeito Bocalom.

Detalhe

Um detalhe que chamou a atenção nessa briga foi a troca de gentilezas entre Jorge e Petecão. Mesmo que optem por não serem aliados na eleição que se avizinha, o gesto demonstra que há grande respeito entre os dois e a possibilidade de haver um tratado de não agressão durante a campanha eleitoral.

Chame-chame

Por falar em ex-prefeitos petistas, Marcus Alexandre continua andando a Capital em sua pré-campanha para uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre. “Continuo fazendo visitas aos fins de semanas. Firme na luta e com foco na vaga para estadual”, disse à coluna.

Federação

Questionado se a federação partidária que pode juntar o PT, PSB e PCdoB e uma única agremiação pode atrapalhar os cálculos do PT no Acre, o ex-prefeito não disse que sim, nem que não. “Ainda estamos acompanhando as tratativas com os partidos, mas é claro que a realidade muda com as federações. Prefiro aguardar o desdobramento final antes de emitir qualquer opinião. Seremos candidato em qualquer circunstância, com ou sem federação. A federação é uma decisão nacional, por isso vamos aguardar as tratativas dos Diretórios e da Presidência do partido”.

Portas escancaradas

O governador Gladson Cameli (PP) emitiu um memorando nesta terça orientando as secretarias e órgãos governamentais que todos devem dar livre acesso às instituições de controle e fiscalização, como a PF, CGU, MPF e MPAC. Além disso, o governador determinou que todas as informações solicitadas pelos órgãos devem ser entregues dentro dos prazos estabelecidos.

Transparência

A medida de Cameli é um antídoto para qualquer nova (ou desdobramento das antigas) investigação que coloque o Governo como investigado. Para evitar a fadiga, o melhor é agir com transparência.

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