28 de maio de 2024

Clubes cada vez mais exigentes procuram profissionais capacitados e bem-informados

Um Guardiola para chamar de seu

No futebol brasileiro, há um cenário que se repete de maneira frequente. Após uma série de resultados ruins ou uma derrota inesperada para um grande rival, o clube demite seu técnico.

Para se ter uma ideia do tamanho da questão basta mencionar que apenas no Brasileirão de 2021, que teve um dos números de alterações mais baixos na era dos pontos corridos, foram 21 trocas – um total expressivo que ainda é maior que o número de clubes participantes.

Imediatamente após a demissão, os clubes iniciam a busca por um novo comandante. Os diretores declaram um perfil de treinador que lhes agrada, em meio às especulações da torcida e da imprensa sobre os diversos nomes possíveis.

Durante o processo de busca as discussões se acirram nas mesas redondas esportivas e nas mesas de bar recreativas, com cada novo nome tendo diversos argumentos pró e contra, assim como certezas apaixonadas de fãs por alguns dos profissionais mais cobiçados.

Ao final, um profissional é contratado, mas geralmente sem se conseguir um consenso entre torcida, clube e imprensa esportiva. Apesar disso, se o profissional fosse Pep Guardiola talvez ninguém contestasse. Todo mundo quer um Guardiola para chamar de seu.

Técnicos como Pep Guardiola são difíceis de encontrar

É inquestionável que Pep Guardiola é um técnico fora de série e títulos como o de melhor técnico do ano na maior liga do mundo servem para provar isso. A grande questão é que técnicos desse nível estão em uma realidade financeira incompatível com os clubes brasileiros.  E além do dinheiro, técnicos renomados querem ter garantias de que terão, efetivamente, oportunidades de vencer.

O fato é que o futebol vive de resultados e por esse motivo recentemente temos visto os treinadores sendo muito criteriosos na hora de aceitar um desafio e não faltam exemplos de negativas. Jorge Sampaoli não quis aceitar o Palmeiras em 2020, Renato Gaúcho recusou comandar o Corinthians em 2021 e Jorge Jesus preferiu declinar o Atlético Mineiro em 2022. Cada um tinha um motivo distinto, forte o suficiente para recusar o cargo mais cobiçado desses grandes clubes nacionais.

Outros técnicos têm optado por deixar seu emprego em prol de projetos pessoais. Mano Menezes decidiu se reciclar depois de sair do Bahia e Cuca deixou o campeão Atlético Mineiro para ficar com a família. Além deles, o já mencionado Jorge Jesus preferiu tirar alguns meses de folga antes de aceitar um novo emprego, respaldado por um vantajoso acordo financeiro com seu antigo clube.

Clubes cada vez mais exigentes procuram profissionais capacitados e bem-informados

Mas se os técnicos têm se tornado mais exigentes, é possível dizer o mesmo em relação aos clubes. Cada vez mais se demanda uma formação técnica dos treinadores, que incorpore não apenas conhecimentos técnicos e treinamentos modernos, mas também uma profunda avaliação de desempenho, tanto do seu próprio time quanto dos adversários.

Para conseguir isso, o treinador precisa analisar números e quando o assunto é futebol, não faltam estatísticas. É possível analisar o desempenho de um time e de seus jogadores por diversos ângulos, como faria um adepto da aposta esportiva em sites como a Betano. Lá é possível ver, em tempo real, como um determinado time está se saindo, e tentar fazer um prognóstico do que acontecerá em seguida. O treinador usa esse mesmo expediente para tomar suas decisões e gerenciar as peças que possui em campo para obter o melhor resultado possível.

Essa capacidade de alterar a dinâmica de uma partida a partir de informações é parte crucial do trabalho de um técnico moderno e possibilita até mesmo compensar uma eventual diferença de qualidade de elenco com um esquema tático mais vantajoso capaz de neutralizar grandes estrelas de equipes adversárias.

Há casos emblemáticos de técnicos que conseguiam formar times competitivos mesmo sem grandes nomes, como Luis Felipe Scolari e o Criciúma (1991) e Vanderlei Luxemburgo com o Bragantino (1990), ambos alçados a grandes nomes depois destes sucessos. Outro exemplo emblemático é o de Fábio Carille, que se tornou técnico interino do Corinthians e conseguiu ganhar o Brasileirão, assim como um novo contrato, em 2017.

Técnicos bem equipados fazem a diferença no futebol

Qualquer clube gostaria de ter Guardiola sentado no seu banco, mas só um pode ter. No entanto, o exemplo de profissionalismo do catalão, assim como o de alguns colegas igualmente competentes e atualizados, tem elevado a percepção de como o futebol pode ser jogado no Brasil.

Ainda que os clubes brasileiros não possam contar com o orçamento de equipes internacionais, o futebol nacional certamente se beneficiará cada vez mais a medida em que os nossos técnicos incorporarem os conceitos mais modernos e bem-informados do esporte.

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