Na Ășltima terça-feira, 5,  representantes da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores da SaĂșde, Trabalho, PrevidĂȘncia e AssistĂȘncia Social (Fenasps) se reuniram com membros do MinistĂ©rio da Economia. Entre os assuntos, o concurso INSS foi citado.
Os representantes da Fenasps apresentaram diversas pautas à pasta, mas, como o orçamento ainda estå em discussão no Congresso Nacional, alguns temas não tiveram avanços, pois dependem da liberação da verba.
Por conta disso, a Fenasps abordou questĂ”es que independem do orçamento, como a inclusĂŁo dos cargos do Instituto Nacional de Seguro Social nas carreiras tĂpicas de estado, ou seja, que sĂł permitiriam ingresso por meio de concurso pĂșblico, caso a Reforma Administrativa seja aprovada.
AlĂ©m da mudança da escolaridade de ingresso no cargo de tĂ©cnico do seguro social, que passaria do nĂvel mĂ©dio para o nĂvel superior completo.
Em relação Ă s carreiras tĂpicas de estado, o MinistĂ©rio da Economia reforçou que, atĂ© o momento, nĂŁo recebeu o estudo tĂ©cnico do INSS para que isso seja avaliado pela pasta. Diante disso, a Fenasps cobrarĂĄ da autarquia, nesta quarta, 6, tal documento.
Jå a mudança da escolaridade do cargo de técnico do INSS teve avanços no ME. Segundo a pasta, a nota técnica foi apresentada pelo INSS, mas novos estudos devem ser realizados para que isso seja aprovado futuramente.
Em relação ao concurso INSS, o ME jå reforçou que, caso o orçamento seja aprovado e liberado, a seleção do Instituto Nacional de Seguro Social estå entre as prioridades para autorização.
CDH pedirå a Pacheco votação do veto ao Orçamento
Na Ășltima segunda-feira, 4, uma audiĂȘncia pĂșblica realizada pela ComissĂŁo de Direitos Humanos (CDH) teve o desmonte do Instituto Nacional de Seguro Social como tema.
A discussĂŁo principal foi o pedido de derrubada do  veto 11/2022 , aplicado pelo Governo Federal ao Orçamento da UniĂŁo de 2022. Nele, o MinistĂ©rio do Trabalho e PrevidĂȘncia perdeu R$1 bilhĂŁo, tendo sido a pasta mais prejudicada com tal medida.
O corte no Orçamento do MTP, ĂłrgĂŁo responsĂĄvel pelo INSS, impede a realização de um novo concurso pĂșblico e o reajuste dos servidores, pautas que estĂŁo na greve geral da autarquia, que estĂĄ em sua segunda semana.
Autor do requerimento para a discussão, o senador Paulo Paim (PT) disse que enviarå as reivindicaçÔes colhidas no debate ao presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco.
“Queremos reestruturar o INSS para atender melhor. Olhem quantas pessoas na fila, quanto mĂ©dicos faltam. SĂł na fila de servidores por se aposentar hĂĄ cerca de 5 mil. E para completar essa dificuldade, o presidente da RepĂșblica vetou quase R$ 1 bilhĂŁo do Orçamento (da seguridade) e o Congresso nĂŁo vota essa derrubada, o que deveria ser urgente”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos.
A secretĂĄria de PolĂticas Sociais da Contag, Edjane Rodrigues Silva, considerou a PrevidĂȘncia Social uma das polĂticas mais importantes para o paĂs e reforçou que o Congresso Nacional precisa urgentemente reverter o veto 11. Caso contrĂĄrio, o INSS nĂŁo terĂĄ condição de assegurar a continuidade dos serviços.
“A primeira coisa, e o que mais a gente tem reafirmado, Ă© a necessidade de mais orçamento para investir nessa polĂtica tĂŁo importante. Em seguida, vem a necessidade de concursos pĂșblicos. Em 2015, a instituição tinha 37 mil servidores. Atualmente, temos apenas 20 mil, o que traz prejuĂzos sobretudo aos segurados”, disse.
Caso o veto ao Orçamento do Ministério do Trabalho seja derrubado, a autorização do concurso INSS estå entre as prioridades. Pelo menos, é o que afirma o representante do Consórcio de Sindicatos do Seguro e da Seguridade Social filiados à CUT, João Torquato.
Em audiĂȘncia realizada na Secretaria de GestĂŁo de Pessoal do MinistĂ©rio da Economia, na Ășltima sexta-feira, 1Âș de abril, o governo afirmou que, segundo a lei eleitoral, tem prazo para aprovar a recomposição do Orçamento e teria atĂ© 2 de junho para executĂĄ-lo.
Novo ministro aposta em edital ainda este ano
Na Ășltima quinta-feira, 31, JosĂ© Carlos Oliveira tomou posse como ministro do Trabalho e PrevidĂȘncia. Em resposta ao Correio Braziliense, ele falou sobre o concurso INSS, autarquia que presidiu desde novembro de 2021 e pela qual foi servidor de carreira desde 1985.
O titular da pasta demonstrou otimismo pela autorização e realização do concurso ainda este ano. No entanto, segundo ele, a oferta de vagas deverå ser menor do que a solicitada ao Ministério da Economia.
“Existe um diĂĄlogo para que haja concurso pĂșblico, sim, neste ano. Talvez, nĂŁo no nĂșmero que a gente solicitou, de 7,5 mil”, afirmou.
Após a posse, o ministro ainda recebeu representantes da Fenasps. A categoria represente servidores do Instituto Nacional de Seguro Social que estão em greve geral desde 23 de março, em 23 unidades federativas (22 estados e o Distrito Federal).
O novo ministro, no entanto, ainda não indicou uma data para uma reunião com a categoria, que apenas entregou suas reivindicaçÔes. A expectativa, porém, é para que o encontro ocorra nos próximos dias.
Pedido de concurso INSS Ă© para 7,5 mil vagas
O pedido de concurso INSS que estĂĄÂ em anĂĄlise no MinistĂ©rio da Economia conta com 7.575 vagas em todo o paĂs, sendo elas para os seguintes cargos e ĂĄreas:
tĂ©cnico do seguro social – nĂvel mĂ©dio – R$5.447,78
- åreas: Anålise Reconhecimento de Direito RGPS (2.938 vagas), Combate à Fraude (734), Serviço de Apoio ao Reconhecimento de Direito (216), Serviço de Atendimento de Demandas Judiciais (40), Serviço de Cobrança Administrativa (34), Anålise Reconhecimento de Direito RPPS (46) e Recomposição do Quadro de Aposentados até 2023 (1.996).
analista do seguro social – nĂvel superior – R$8.357,07
- åreas: Serviço Social (463 vagas), Reabilitação Profissional (702) e Recomposição do Quadro de Aposentados até 2023 (406).
Resumo sobre a seleção
- ĂrgĂŁo:Â Instituto Nacional de Seguro Social
- Cargos: técnico e analista do seguro social
- Vagas: 7.575Â solicitadas
- Requisitos: nĂveis mĂ©dio e superior
- Remuneração: R$5.447,78 e R$8.357,07
- Status: aguardando aval do Ministério da Economia


