VĂ­deo: Daniel Silveira e Eduardo Bolsonaro sĂŁo barrados no STF

Por METRÓPOLES 20/04/2022 às 14:37

Os deputados federais Daniel Silveira (PTB-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram barrados ao tentar entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde desta quarta-feira (20/4). Os dois pretendiam acompanhar o julgamento da ação penal contra Silveira, que serå realizada nesta tarde. O julgamento pode ser acompanhado por meio do canal do STF no Youtube.

Os dois foram informados de que uma resolução da Corte em vigor permite apenas a permanĂȘncia dos advogados das partes e dos ministros no plenĂĄrio. Foi oferecido a eles acompanhar por uma TV do SalĂŁo Branco, mas Silveira e Eduardo preferiram voltar ao Congresso.

Silveira Ă© acusado de incitação Ă  animosidade entre as Forças Armadas e o Supremo e de impedir o livre exercĂ­cio do Poder JudiciĂĄrio, com ofensas e ameaças aos ministros do STF. As acusaçÔes e contestaçÔes estĂŁo na Ação Penal (AP) nÂș 1044, na qual o parlamentar Ă© acusado pela Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) dos crimes.

O rĂ©u chegou a ser preso em fevereiro do ano passado por divulgar um vĂ­deo com ameaças a ministros do Supremo. A detenção veio apĂłs o parlamentar publicar um vĂ­deo com ataques ao ministro do STF Edson Fachin. Silveira ainda enalteceu o Ato Institucional nÂș 5, o AI-5, e disse: “VocĂȘs deveriam ter sido destituĂ­dos do posto de vocĂȘs e uma nova nomeação, convocada e feita de 11 novos ministros. VocĂȘs nunca mereceram estar aĂ­ e vĂĄrios tambĂ©m que jĂĄ passaram nĂŁo mereciam. VocĂȘs sĂŁo intragĂĄveis, inaceitĂĄveis, intolerĂĄvel Fachin”, disse o deputado.

A prisĂŁo foi decretada por decisĂŁo do ministro Alexandre de Moraes no InquĂ©rito nÂș 4781, que investiga notĂ­cias fraudulentas, denunciaçÔes caluniosas e ameaças ao STF, e confirmada posteriormente, de forma unĂąnime, pelo plenĂĄrio.

No dia seguinte ao referendo, o deputado passou por audiĂȘncia de custĂłdia, na qual a PGR opinou pela manutenção da prisĂŁo. Posteriormente, o ministro autorizou a substituição da prisĂŁo em flagrante por medidas cautelares, com monitoramento eletrĂŽnico, em decisĂŁo referendada pelo plenĂĄrio.

Hoje com tornozeleira, Silveira continua proibido de dar entrevistas, de acessar outros investigados nos INQs 4781 e 4828 (que apura atos antidemocrĂĄticos), de participar de eventos pĂșblicos e de frequentar redes sociais.

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