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10 agosto 2022 12:58 pm
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A hora da verdade: convenções têm início nesta semana e devem definir quem disputa o quê no Acre

POR EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Convenções

As convenções partidárias, evento obrigatório para as siglas que vão concorrer a algum cargo nas eleições deste ano, já podem ocorrer a partir desta quarta-feira (20), com data limite até 5 de agosto. É nas convenções que são escolhidas todas a candidaturas de um partido, do proporcional ao majoritário, e se as siglas vão entrar em uma coligação majoritária. É a hora da verdade!

Pingo nos is

Até agora, a maioria dos postulantes aos cargos em disputa nessas eleições já estão definidos pelos seus partidos aqui no Acre. No palanque de Petecão (PSD) já está tudo definido. Na chapa de Gladson (PP) e na chapa de Mara Rocha (MDB), tudo ‘quase’ definido também. Agir e Psol tem suas chapas definidas, enquanto outros partidos menores correm para definir suas chapas. A excessão no cenário majoritário é a situação do ex-senador Jorge Viana (PT), que vem cozinhando em banho-maria a decisão se vai disputar o Senado ou o Governo. E essa indecisão, vem comprometendo outra candidatura, a de Jenilson Liete (PSB), virtual aliado de JV, que tem esperado uma resposta do petista para definir o seu futuro. De uma coisa é certa, das convenções essa ‘novela’ não passa.

Decisão

Em uma postagem nas redes sociais feita neste fim de semana, em que aparece ao lado do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, Lula (PT), JV diz que o momento da decisão está perto, porém, não dá pistas do cargo que vai escolher disputar. “Nos últimos três dias estive em Brasília e acompanhei de perto a intensa agenda do ex-presidente Lula e do ex-governador Geraldo Alckmin, nossos pré-candidatos à Presidência da República. Conversamos sobre o nosso país, e, é claro, os rumos da política do Acre e sobre a decisão que preciso tomar. Estamos a poucos dias das convenções. É grande a responsabilidade daqueles que têm o compromisso com a boa política. É esse compromisso que vai nos dar a certeza de um futuro melhor”, escreveu.

Asteriscos

Os asteriscos na composição majoritária ficam por conta, além da situação Jenilson/Jorge, das chapas de Gladson e Mara. A composição da chapa do atual governador já está praticamente definida, com ele na cabeça de chapa e Marcia Bittar (PL) na vice. No Senado, tudo se encaminha para uma candidatura dupla: Mailza (PP) e Alan Rick (UB). Já a situação do MDB é um pouco mais complexa, Mara ainda não tem vice e o nome que era dado como certo para o Senado, o da deputada Jéssica Sales, pode ser que não vá adiante. Sales está em tratamento de saúde e vai decidir, até a data da convenção, se disputará o Senado ou a reeleição para a Câmara Federal.

Datas

A coligação de Petecão, formada pelo PSD, Pros, Avante e PTB já tem data marcada para realização da convenção partidária, será no próximo dia 23. A federação Brasil da Esperança, que aglutina PT, PV e PCdoB, fará sua convenção no dia 30 deste mês. A convenção do Agir será no 22 e a do partido Democracia Cristã (DC) no próximo dia 1 de agosto. As datas das convenções dos demais partidos ainda não foram divulgadas.

Datas nacionais

As convenções nacionais dos partidos, que vão escolher os respectivos candidatos à Presidência, também já tem datas escolhidas. O primeiro a acontecer é o do PDT, no dia 20, e que vai oficializar Ciro Gomes como candidato do partido. Na sequência serão realizadas as convenções do PT (21), Avante (23), PL (24), UP (24), MDB (27), Novo (30), Pros (30), PCB (30), PSTU (31), DC (31) e União Brasil (05). Serão escolhidos candidatos a presidente pelos partidos, respectivamente: Lula, André Janones, Jair Bolsonaro, Leonardo Péricles, Simone Tebet, Felipe d’Avila, Pablo Marçal, Sofia Manzano, Vera Lúcia, José Maria Eymael e Luciano Bivar.

Fenômeno

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), é o que pode se chamar de fenômeno na política. Quando foi prefeito, experimentou altos índices de aprovação da sua gestão, e agora, que concorre ao Governo, tem tudo pra levar no 1° turno, mesmo em um estado que vota majoritariamente no PT, como o caso da Bahia. Segundo pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda (18), ACM Neto tem 61% das intenções de voto para o governo da Bahia. O segundo colocado, Jerônimo Rodrigues (PT), tem somente 11%. Já no cenário presidencial, a Genial Quaest aponta que o ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto na Bahia, com 62% das intenções de voto, contra 19% do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Não vai ter golpe

O site Congresso em Foco divulgou hoje um levantamento que fez com os 64 principais líderes do Congresso Nacional sobre como o presidente Jair Bolsonaro agirá após o resultado das eleições. De acordo com a pesquisa, 54,69% dos deputados e senadores entrevistados consideram ‘altamente provável’ que o presidente Bolsonaro poderá fazer um movimento similar ao de Donald Trump, no EUA, depois que perdeu as eleições. Por lá, a contestação do resultado culminou na invasão do Capitólio, sede do Legislativo, e na morte de cinco pessoas. Para 23,44% dos parlamentares é “quase certo” que Bolsonaro irá contestar o resultado e “muito provável” para 31,25%. 14,06% consideram a hipótese “medianamente provável”.

Flamengo x Bangu

Em entrevista neste domingo (17), o presidente Jair Bolsonaro minimizou a possibilidade de ser derrotado pelo ex-presidente Lula nas eleições deste ano. Para o presidente, a disputa entre ele e Lula é como se fosse um jogo de futebol entre Flamengo e Bangu. “É o Flamengo, com todo respeito, enfrentando o Bangu. Não tem cabimento. Até com o time reserva, com todo respeito, enfrentando o Bangu. Não tem cabimento. Até com o time reserva. Com todo o respeito ao Bangu lá do meu Estado, Rio de Janeiro”, afirmou o presidente.

Estelionato

Para Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT, a “PEC das Bondades” ou “PEC Kamikaze”, é “um claro esforço de estelionato eleitoral”. A declaração do pedetista aconteceu em um encontro de lideranças da sigla em Minas Gerais, no último sábado (16). “Bolsonaro entrega nas mãos desses picaretas (congressistas) R$ 20 bilhões. A responsabilidade é claramente do Bolsonaro, mas o Congresso também é conivente. É cúmplice“, disse Ciro Gomes em entrevista ao jornal Estado de Minas.

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