33.3 C
Rio Branco
17 agosto 2022 11:03 am
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Empresas são alvos de operação da PF contra comércio ilegal de ouro

Mandos judiciais são cumpridos em Rondônia, Pará, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Acre. Estima-se ainda que o rendimento da empresa tenha sido de R$ 1,1 bilhão

POR G1

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (7), uma operação para combater os crimes de extração e comércio ilegal de ouro, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros crimes em Rondônia e em outros cinco estados.

No total, 65 mandados judiciais, sendo cinco de prisões preventivas e 60 de busca e apreensão foram cumpridos em Rondônia, Pará, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Acre.

Operação Ganância

A operação, batizada de ‘Ganância’, tem o objetivo de coibir a extração ilegal de ouro. Segundo a polícia, as investigações começaram em fevereiro de 2021, depois de uma denúncia envolvendo empresas ligadas ao ramo da saúde, com sede em Porto Velho.

As investigações revelaram que os recursos ilícitos injetados nas empresas eram provenientes do garimpo ilegal, praticado, pelo menos, desde 2012 pelos líderes da organização criminosa.

De acordo com a PF, foram identificados diversos meios de lavagem de dinheiro. Um dos principais modus operandi do grupo era criar um criptoativo (token) próprio de uma das empresas, “com a finalidade de justificar os valores advindos da extração ilegal do ouro nas empresas dos criminosos, como se fossem investimentos de terceiros interessados em receber dividendos”.

Durante as buscas, a polícia descobriu que entre 2019 e 2021, o grupo movimentou mais de R$ 16 bilhões. Estima-se ainda que o rendimento da empresa tenha sido de R$ 1,1 bilhão.

Segundo a polícia, o valor do impacto ambiental em apenas um dos garimpos identificados foi de cerca de R$ 300 milhões. Nessa área, os danos relativos à extração de ouro chega ao total de 212 campos de futebol.

A Justiça Federal deferiu o bloqueio, sequestro e o arresto dos bens móveis e imóveis dos investigados até o limite de R$ 2 bilhões.

Empresas ligadas ao ramo da saúde são investigadas pela PF em Porto Velho — Foto: Divulgação/PF
Empresas ligadas ao ramo da saúde são investigadas pela PF em Porto Velho — Foto: Divulgação/PF
Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. É permitida sua reprodução, total ou parcial desde que seja citada a fonte.