28 de maio de 2024

Jessica Sales muda o discurso, chega em Cruzeiro do Sul e finalmente começa a pré-campanha

Ex-deputada é pré-candidata a prefeita de Cruzeiro do Sul, pelo MDB

Há um tempo, a ex-deputada federal Jessica Sales (MDB) brincou em uma live nas redes sociais ao dizer que não iria sair de casa para fazer campanha durante as eleições em Cruzeiro do Sul, onde ela é pré-candidata a prefeita. A fala não pegou bem e ela foi criticada.

Jessica é filha do ex-prefeito do município, Vagner Sales/Foto: Reprodução

“Eu não vou sair de casa para fazer campanha. Vou logo avisando. Se vocês me quiserem como prefeita podem espalhar que eu sou candidata, entendeu. Se eu ganhar, beleza, vou trabalhar pra caramba. Podem espalhar. Eu não vou sair de casa para dizer que sou candidata, não vou”, brincou ela na época.

Agora, a pré-candidata mudou o discurso e desembarcou no município para dar início a pré-campanha. Jéssica volta a Cruzeiro do Sul após quase dois anos afastada. Ela, atualmente, mora em Goiás, onde atua como médica.

Pouco tempo

Jessica vai ficar poucos dias em Cruzeiro, apenas para conhecer o campo e reafirmar que é candidata, algo que vinha sendo questionado nas últimas semanas. Ela deve cumprir agendas no município até o final deste mês. Após isso, a ex-deputada volta a Goiás e retorna à capital do Juruá em junho, onde deverá ficar de vez para campanha na disputa pela Prefeitura.

Reunião com os cabeças brancas

Antes de desembarcar em Cruzeiro do Sul, Jessica teve uma reunião com Marcus Alexandre e toda a cúpula do MDB no Acre, na sede do partido, em Rio Branco. Fontes do partido garantem que o encontro serviu para fortalecer a candidatura da ex-deputada.

Marionete?

Se eleita, Jessica garante que terá autonomia para trabalhar e tomar as decisões à frente da Prefeitura de Cruzeiro. As más línguas dizem que se ela chegar ao cargo, quem tomará o comando do município é o pai dela, o ex-prefeito Wagner Sales. A ex-deputada seria apenas uma ‘marionete’. Ela nega.

Disputa injusta

Enquanto Jessica deve disputar o cargo sozinha, apenas com o MDB e poucos partidos aliados, o atual prefeito Zequinha Lima terá toda a estrutura do governo do Estado, dezenas de deputados estaduais e federais do lado. É uma disputa injusta se formos falar a partir das alianças.

Números são claros?

Por outro lado, as últimas pesquisas mostram uma vantagem absurda de Jéssica em relação à Zequinha. Se de fato acontecer, será uma vitória de lavada, levando o acreanês ao pé da letra.

Não é bem assim

Fontes do Progressistas garantem que a diferença absurda entre Jessica e Zequinha caiu. O atual prefeito teria ganhado pontos nas últimas semanas e igualado a disputa. Vale lembrar que em 2020, Zequinha foi eleito ao derrotar Fagner, irmão de Jessica e toda a cúpula da família Sales.

Não vai ser fácil

Vamos aos fatos: Zequinha vem fazendo um bom trabalho a frente da Prefeitura de Cruzeiro do Sul. Se a família Sales acha que vai ser fácil derrotá-lo, a conversa não é bem assim.

Prioridade

A candidatura de Jessica e Marcus são tratadas como prioridade pela a Executiva Nacional do MDB. A garantia teria sido dada pelo presidente do partido, Baleia Rossi, durante reunião em Brasília, nesta semana.

Aliança intacta

Também em Brasília, o senador Sérgio Petecão conversou com Marcus Alexandre e deixou claro que a aliança Bocalom/Alysson não impacta a aliança do PSD com o MDB. O senador garantiu que segue na chapa.

Ninho tucano

A possível candidatura de Minoru Kinpara pelo PSDB deixou o governo do Estado em alerta vermelho máximo. O governador Gladson Cameli esperava que mesmo com PSDB almejando indicar o vice-candidato na extinta chapa de Alysson Bestene, os tucanos não abandonariam o barco e seguiriam ao lado do Progressistas e subiriam no palanque de Bocalom.

Chateado

Gladson teria sentido o baque e gostado nenhum um pouco da posição do PSDB. Dizem as más línguas que a caneta do governador está pronta para exonerar Kinpara e indicados do partido. A decisão dos tucanos também pode afetar a futura eleição da Mesa Diretora da Aleac. O atual presidente Luiz Gonzaga não seria mais protegido do governo e estaria fora dos planos do Palácio.

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