Um levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) posiciona o Acre na 16ª colocação entre os estados brasileiros no pilar de Capital Humano. Esse indicador mede a qualificação da força de trabalho, a inserção no mercado formal e os reflexos na produtividade econômica.
A pesquisa tem como base o relatório How’s Life, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados referentes a 2020. O estudo aponta que a baixa qualificação da mão de obra segue como um dos maiores desafios para o crescimento econômico do Brasil. Para efeito de comparação, enquanto a média de escolaridade da população entre 5 e 39 anos nos países da OCDE é de 18 anos, no Brasil, esse número é de aproximadamente 16 anos.
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O ranking considera critérios como anos de estudo da população, percentual de trabalhadores com diploma de ensino superior, relação entre PIB e número de trabalhadores ocupados (produtividade econômica) e custo da mão de obra, calculado principalmente com base nos salários. Além disso, indicadores ligados ao mercado de trabalho, como taxa de formalidade, nível de ocupação, desemprego prolongado e subutilização da força de trabalho, também foram analisados.
Entre os pontos positivos, o Acre alcançou a 10ª colocação no ranking de trabalhadores com ensino superior e ficou em 12º lugar no critério de Custo da Mão de Obra. No quesito Inserção Econômica, que mede a participação da população no mercado de trabalho, o estado ocupou a 13ª posição.
Por outro lado, o Acre apresenta dificuldades na empregabilidade dos mais jovens, ficando na última colocação (27ª) no ranking de Inserção Econômica da Juventude. Além disso, o estado aparece em 23º lugar quando o critério avaliado é o desemprego de longo prazo, evidenciando desafios para a estabilidade profissional.
O estudo reforça a importância do Capital Humano como fator determinante para o desenvolvimento econômico, destacando que o nível de conhecimento e as habilidades da população impactam diretamente a produtividade do país.
