Quem Bolsonaro apoiará para enfrentar Lula na eleição do próximo ano? Respostas de 1.627 leitores:
Tarcísio de Freitas- 19,6%
Um dos seus parentes – 80,4%
Não me leve a mal, Trump, mas Putin foi quem deu um show de bola
O aconselhável seria não comentar o que o perfil oficial da Casa Branca no X classificou de “histórico”: o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo Vladimir Putin, realizado na base militar americana de Anchorage, no Alasca. E se Trump não gostar do que for dito aqui? E se, em resposta, taxar outra vez o Brasil e cassar o visto do comentarista?
A reunião foi para discutir um possível cessar-fogo na Ucrânia, país invadido há três anos pela Rússia, além de outros temas sensíveis das relações entre as duas maiores potências nucleares do mundo. Interessada em aumentar seu próprio território, a Rússia já domina um quinto da Ucrânia. Trump e Putin ficariam face a face por 7 horas – ficaram menos de três. No que deu?
Trump ameaçou a Rússia com sanções “severas” caso não houvesse cessar-fogo. Putin foi recebido por ele com todas as honras dispensadas a um chefe de Estado. Ao entrar no espaço aéreo dos Estados Unidos, o avião de Putin foi escoltado por quatro caças americanos. Em terra, Putin caminhou sobre um tapete vermelho em direção a Trump que o cumprimentou com toda cordialidade.
De Bolsonaro, Trump nunca disse que era seu amigo. Passou a tratá-lo como tal só a partir do anúncio do tarifaço sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. Putin sempre foi tratado por Trump como um amigo, a quem estima e admira. No início de julho último, Trump disse: “Ele é muito gentil conosco o tempo todo, mas isso acaba não tendo importância”.
À saída do encontro em Anchorage, observou: “Sempre tive um relacionamento fantástico com o presidente Putin, com Vladimir”. Sobre os resultados do encontro, pouco falou. Embora Putin tenha dito que eles chegaram a um acordo que “abrirá caminho para a paz na Ucrânia”, Trump deixou claro que há pontos de desacordo: “Não há acordo até que haja um acordo”.
Putin garantiu vitórias antes e depois da cúpula, segundo o The New York Times. A primeira: após anos de ostracismo no Ocidente, ele retornou ao solo americano pela primeira vez em uma década. A segunda: retornou a Moscou aparentemente sem ter feito grandes concessões. De resto, aproveitou a ocasião para apresentar a sua própria visão do conflito na Ucrânia.
As afirmações de Putin não foram contestadas por um Trump sorridente que há muito tempo faz questão de cortejar líderes autoritários — “os fortes”, como ele mesmo diz. Determinado a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, Trump não mencionou sua insistência anterior de que deveria haver um cessar-fogo imediato como resultado da reunião. Putin fez um agrado final a Trump.
Disse que poderia “confirmar” algo que Trump repetidamente apregoa: que a incursão da Rússia na Ucrânia no início de 2022 não teria acontecido se Trump fosse à época o presidente dos Estados Unidos. O presidente era o democrata Joe Biden.
Após encontro com Putin, Trump e Zelensky conversam por uma hora
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, conversou por uma hora com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (16/8), após a cúpula com o presidente Vladimir Putin em Anchorage, no Alasca.
Em sua conta oficial no X (ex-Twitter), Zelensky afirmou que apoia a proposta de Trump para uma reunião entre Ucrânia, EUA e a Rússia. “Tivemos uma conversa longa e substancial”, escreveu na rede social.
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Após o telefonema individual, Trump e Zelensky falaram também com líderes europeus por cerca meia hora. Sem dar detalhes, a ligação entre eles durou mais de uma hora e meia:
“A Ucrânia reafirma sua disposição de trabalhar com o máximo empenho para alcançar a paz. O presidente Trump informou sobre seu encontro com o líder russo e os principais pontos da discussão. É importante que a força dos Estados Unidos tenha impacto no desenrolar da situação.”
O mandatário anunciou que irá a Washington segunda-feira (18/8) encontrar Trump para discutir todos os detalhes sobre o fim da matança e da guerra. “Agradeço o convite”.
Ele defendeu a participação dos europeus em todas as etapas de negociação de modo a garantir a segurança. “Continuamos a coordenar nossas posições com todos os parceiros”, escreveu.
Na Truth Social, Trump afirmou que a reunião com Putin correu muito bem, assim como as tratativas com Zelenskyy e vários líderes europeus, incluindo o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o diplomata Mark Rutte.
“Todos decidiram que a melhor maneira de pôr fim à terrível guerra entre a Rússia e a Ucrânia é chegar diretamente a um acordo de paz, e não a um mero acordo de cessar-fogo, que muitas vezes não se sustenta.”
Dois jornalistas do Metrópoles são eleitos entre os 100+ Admirados
Dois jornalistas do Metrópoles foram eleitos na votação do portal Jornalistas & Cia que escolheu os 100 profissionais da imprensa mais admirados do Brasil.
Cerca de 30 mil pessoas votaram no concurso, que apontou o colunista Ricardo Noblat e o repórter Luiz Vassallo, do Metrópoles, como exemplos para a profissão, ao lado de colegas de outros grandes veículos de comunicação.
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A votação dos 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros é promovida pelo Jornalistas & Cia, portal especializado na cobertura de imprensa. A última eleição do tipo ocorreu há 10 anos, e 39 dos que estão na lista atual constavam na anterior, o que representa uma renovação de 61% em 10 anos.
“A renovação era esperada. Afinal, muitos jornalistas que em 2015 estavam começando a despontar em sua carreira hoje são profissionais consagrados”, afirma Eduardo Ribeiro, editor do Jornalitas&Cia.
Luiz Vassallo e Ricardo Noblat foram eleitos entre os 100 jornalistas mais admirados do país
Entre os veteranos que se mantiveram no topo desde a eleição anterior, está o jornalista Ricardo Noblat, considerado como um dos mais importantes colunistas políticos do Brasil.
Noblat publica diariamente no Metrópoles desde 2021 e, neste ano, estreou o programa Noblat Blá Blá, que vai ao ar no YouTube do Metrópoles entre 17h e 18h, com análises e comentários sobre as notícias mais relevantes.
Jornalismo investigativo
O jornalista Luiz Vassallo, por sua, tem 10 anos de carreira e vem se dedicando a reportagens investigativas. Ao lado do diretor da sucursal do Metrópoles em São Paulo, Fabio Leite, Vassallo é o autor da série de reportagens “Farra do INSS”.
A apuração desvendou um esquema de fraudes que lesou mais de 2,3 milhões de aposentados e serviu de base para uma investigação da Polícia Federal que resultou na prisão de acusados e na apreensão de bens de origem suspeita. Atualmente, o governo se organiza para ressarcir os recursos descontados indevidamente dos aposentados.
Chefe de gabinete de Hugo Motta teve poder para movimentar R$ 4,1 milhões de funcionários
A chefe de gabinete do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), Ivanadja Velloso Meira Lima, teve poderes para movimentar e sacar mais de R$ 4,1 milhões de funcionários e ex-funcionários do parlamentar paraíbano. Conforme revelou a coluna nesta sexta-feira (15/8), 10 pessoas que trabalham ou trabalharam com o atual presidente da Câmara deram poderes para a chefe de gabinete, por meio de procurações registradas em cartórios, para receber, movimentar e sacar seus salários como secretários parlamentares.
O montante de R$ 4,1 milhões considera apenas as remunerações do período em que as 10 pessoas trabalharam com Hugo Motta. As procurações dão poderes “amplos e ilimitados” para a chefe de gabinete movimentar as contas bancárias deles. A coluna obteve os documentos junto a cartórios da Paraíba. As procurações foram assinadas a partir da primeira posse de Hugo Motta na Câmara, em 2011.
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Ivanadja Lima responde na Justiça Federal por suposto esquema de rachadinha no gabinete do deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB), aliado de Hugo Motta. Ela é acusada de movimentar a conta de um ex-funcionário que jamais pisou em Brasília e que sequer sabia o valor do seu salário, tampouco o número da conta bancária.
Nesse caso em que se tornou ré na Justiça, Ivanadja Lima também detinha uma procuração, assinada pelo funcionário fantasma, que lhe permitia efetuar saques e movimentar valores. O documento foi usado pelo Ministério Público Federal (MPF) como prova ao denunciar, em outubro de 2023, a chefe de gabinete e o motorista fantasma.
Ivanadja Lima trabalhou como chefe de gabinete de Wilson Santiago até 31 de janeiro de 2011. No dia seguinte, em 1º de fevereiro de 2011, ela passou a fazer parte da equipe de Hugo Motta, então novato na Câmara dos Deputados. Apesar da mudança de gabinete, ela seguiu recebendo poderes para sacar salários e movimentar dinheiro nas contas dos funcionários, o que indica que o esquema foi ampliado.
Procurado, Hugo Motta não se manifestou. Ivanadja Lima também optou por ficar em silêncio. A reportagem fez contato com todas as 10 pessoas que assinaram as procurações e perguntou quais eram as atribuições delas no gabinete parlamentar do deputado paraibano. Duas mulheres encerraram a ligação assim que foram questionadas se ficavam com todo o salário.
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Indícios de funcionários fantasmas e desvio de função
Das 10 pessoas compiladas pela coluna que assinaram procurações em nome de Ivanadja Velloso, duas permanecem no gabinete de Hugo Motta. É o caso do motorista e caseiro Ary Gustavo Xavier Guedes Soares, de 48 anos, nomeado em 2 de fevereiro de 2011. Ao todo, já recebeu mais de R$ 1,1 milhão da Câmara dos Deputados.
Ary Gustavo Soares assinou duas procurações transferindo poderes para Ivanadja Velloso sacar e movimentar os salários dele. A primeira foi em 8 de fevereiro de 2011, seis dias após a nomeação. Já a outra remonta a 27 de maio de 2016. Ambas têm teor semelhante e continuam válidas até hoje: “Poderes para representá-lo perante quaisquer agências bancárias, podendo a procuradora [Ivanadja Velloso] receber quantias e salários, movimentar e sacar cheques”.
Segundo revelou o jornal Folha de S.Paulo, Ary Gustavo Soares é caseiro na fazenda de Hugo Motta em Serraria (PB), a 131 km da capital João Pessoa. O funcionário aparece em um processo trabalhista movido contra a propriedade do atual presidente da Câmara, respondendo como preposto do local. Procurado pela coluna, não respondeu.
A outra funcionária que permanece no gabinete de Hugo Motta é Jane Costa Gorgônio, de 69 anos. A secretária parlamentar firmou a procuração em março de 2012. Desde então, já soma R$ 336,7 mil em salários. Questionada, desligou o telefone logo após a reportagem se identificar.
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Documentos obtidos pelo Metrópoles
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Procuração assinada por Adilani da Silva Justino Soares
Documentos obtidos pelo Metrópoles
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Procuração assinada por Valdirene Novo dos Reis
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Procuração assinada por Gabriela de Oliveira Figueiredo Leitão Venâncio
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Procuração assinada por Kelner Araujo De Vasconcelos
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Procuração assinada por Paulo Vinícius Marques Pinheiro
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Procuração assinada por Raimundo Nonato de Araujo
Documento obtido pelo Metrópoles
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Procuração assinada por Ary Gustavo Xavier Guedes Soares
Documento obtido pelo Metrópoles
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Procuração Jane Costa Gorgônio
Documento obtido pelo Metrópoles
Funcionária estava nomeada, ao mesmo tempo, no gabinete de Hugo Motta e no governo da Paraíba
Outra pessoa que deu à Ivanadja Velloso o poder de sacar o próprio salário é Maria Socorro de Oliveira, de 64 anos. A procuração é de 9 de abril de 2013, seis dias após a nomeação. Assim como os demais, esse documento permite que a chefe de gabinete abra contas, assine cheques, saque salários e movimente valores “em quaisquer agências no território nacional”.
Maria Socorro permaneceu com o presidente da Câmara até novembro de 2016. No período, também esteve lotada no governo da Paraíba como diretora do Centro Social Urbano Angelina Mariz Maia, em Patos, reduto eleitoral de Hugo Motta e que tem o pai dele, Nabor Wanderley (Republicanos), como prefeito.
Há duas semanas, a coluna pediu a folha de ponto dela ao governo estadual. Não houve resposta. O cenário aponta para uma rotina incompatível com as funções que deveria desempenhar no Poder Legislativo, uma vez que a Constituição Federal, bem como as normas da Câmara dos Deputados, vedam a acumulação de cargos públicos comissionados.
No três anos em que atuou no gabinete do deputado paraibano, Maria Socorro acumulou R$ 82,1 mil em rendimentos. Depois, também trabalhou com o deputado Coronel Meira (PL-PE), com o ex-deputado Lourival Gomes (PP-RJ) e na liderança do União Brasil. A coluna entrou em contato, mas a ex-funcionária não se manifestou.
Já Adilani da Silva Justino Soares, de 47 anos, trabalhou para Hugo Motta de 2 de maio de 2011 a 29 de março de 2012. A procuração assinada em favor de Ivanadja Velloso é de 25 de março de 2011, um mês antes de ser nomeada.
Em seguida, a ex-funcionária migrou de gabinete, passando a trabalhar para o deputado federal Wilson Filho (PTB-PB), filho do deputado federal Wilson Santiago. Foi no gabinete dele que Ivanadja Velloso operou o esquema de rachadinha com um funcionário fantasma, de acordo com uma ação de improbidade administrativa do MPF revelada pela coluna.
À reportagem, Adilani Justino admitiu ter trabalhado com Hugo Motta, mas disse que atuava em Patos. “Eu trabalhava na assessoria na questão de pacientes, na Saúde. Eu dava suporte a ele”. Quando foi questionada se ficava com todo o salário para si, a ex-funcionária optou pelo silêncio e desligou o telefone.
Já a advogada Gabriela de Oliveira Figueiredo Leitão Venâncio embolsou mais de R$ 879 mil entre fevereiro de 2011, quando assinou uma procuração a favor de Ivanadja Velloso, e julho de 2020. No período, formou-se em direito na instituição Faculdades Integradas de Patos e foi proprietária de uma lanchonete em Pombal (PB). Procurada, não se manifestou.
Encontros sociais e novas conexões poderão surpreender neste sábado, sua presença magnética despertará interesse e criará oportunidades de aproximação.
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Os doze signos do zodíaco são constelações de estrelas que estão na mesma posição e são visíveis do planeta Terra ao longo de todo o ano
Alto Astral / Reprodução
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O signo de Áries é conhecido pelo senso de liderança, autonomia e pioneirismo, assim como pela sua coragem e autoconfiança
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Os taurinos têm a terra como elemento e são conhecidos por gostar de aproveitar os prazeres da vida, como comer e dormir
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O signo de Gêmeos é comunicativo, sociável e inteligente
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Representado por um caranguejo, este signo pode ser mais reservado e cauteloso, protegendo suas emoções
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Os leoninos apresentam como características a criatividade, o carisma e a generosidade.
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Conhecidos pelo senso de organização, os virginianos são determinados, trabalhadores e disciplinados
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O signo de Libra é regido pelo elemento ar e tem como características associadas a ele a sociabilidade, a inteligência e a capacidade de apreciar a beleza
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O signo de Escorpião é representado pelo animal de mesmo nome e tem o elemento de água como seu regente
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Sagitarianos também prezam pela autonomia, a liberdade e pela espontaneidade. Além disso, é um signo relacionado à impulsividade
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Os capricornianos também são trabalhadores, ambiciosos e práticos. Outras características são a busca pela estabilidade, segurança e a capacidade visionária
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Os aquarianos também têm uma energia mais mental, que confere algumas características relacionadas ao signo, como capacidade analítica, lógica e objetiva
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Representado por dois peixes, o último signo do zodíaco é conhecido por ser sonhador, intuitivo e conectado a emoções
Arte/Reprodução
Preso em casa sem poder usar celular e computador, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem recorrido à televisão como principal passatempo.
Segundo aliados que o visitaram nos últimos dias, Bolsonaro gasta a maior parte do dia assistindo canais de notícias e jogos de futebol na TV.
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Ex-presidente Jair Bolsonaro
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Jair Bolsonaro
Reprodução/Reuters
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Apoiadores em frente ao condomínio de Bolsonaro
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Hugo Barreto/Metrópoles
O ex-presidente tem optado por receber as visitas na parte interior da casa, localizada no bairro Jardim Botânico, área nobre de Brasília.
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O temor de Bolsonaro, de acordo com aliados, é de ser fotografado ou filmado pela imprensa ou opositores na área externa de sua residência.
Delegada da PF explica como denunciar exploração de crianças nas redes
O debate sobre exploração infantil nas redes sociais, que ganhou espaço no debate público depois da denúncia sobre “adultização” pelo youtuber Felca, também levanta dúvidas sobre como pais e responsáveis podem denunciar crimes na web. Em entrevista ao Acorda Metrópoles, a delegada da Polícia Federal (PF) Rafaella Vieira explicou como levar esses casos às autoridades.
Segundo a delegada, que é responsável pela área de combate a crimes de exploração sexual infantil em ambiente cibernético, o primeiro passo é sempre manter provas do crime que possam auxiliar na investigação.
Rafaella reconhece que muitos pais, ao identificarem um abusos contra seus filhos nas redes sociais, tendem a apagar documentação cruciais para as autoridades, e acabam não levando o caso às autoridades.
“Muitas pessoas querem o que? Apagar tudo, ‘esquece’. E isso é muito ruim para nós da polícia, é muito ruim para nós que fazemos políticas públicas. Existe uma pesquisa da Datafolha que cerca de 11% dos crimes sexuais chegam ao conhecimento da autoridade policial. Isso é péssimo, porque ficamos sem saber. Não conseguimos combater da melhor forma possível”, afirma.
A delegada aconselha que, ao se deparar com esse tipo de situação, o ideal é preservar todas as informações. “Muitos pais apagam tudo e noticiam o crime. E a gente não consegue fazer nada”, relata.
“Sem os elementos de informação, a gente não consegue chegar até esse abusador. Então, preserve e procure a unidade policial mais próxima- seja Polícia Federal, seja Polícia Civil, seja os canais de denúncia que existem no ambiente cibernético”, afirma.
No ambiente digital, a delegada cita ao menos dois canais de denúncia, em que pais e responsáveis podem entrar em contato com autoridades para relatar possíveis crimes: o disque 100 e o Comunica PF.
“Depois que acontece isso é difícil, é um desgaste para a criança, para a família, registrar o fato, porque isso tem que ir para frente. Mas, ao mesmo tempo, se você não faz isso, o abusador cibernético não tem uma vítima só, ele tem inúmeras outras crianças. Se a gente não romper esse ciclo criminoso desse abusador, ele vai continuar fazendo com outras crianças e adolescentes”, pontua.
Como mostrou a coluna, autoridades que lidam com casos de combate a cibercrime contra crianças e adolescentes tendem a ser unânimes sobre a necessidade da prevenção desse tipo de violação.
Especialistas apontam como essencial o controle parental de atividades online dos filhos como estratégia para evitar que crianças nas redes sociais estejam expostas a criminosos e aliciadores.
Tal visão é compartilhada por Rafaella, que aponta para a importância de um canal de comunicação com os filhos, explorando canais de diálogo aberto, além do ensino de uma “criticidade” com relação à abordagem de pessoas on-line.
“As crianças precisam ser críticas. Então, se a pessoa se aproximou de mim, está me elogiando, me prometendo coisas, está pedindo uma imagem íntima… Por quê? Quem é essa pessoa? Será que é isso mesmo? Então essa criticidade tem que ser ensinada, desde crianças pequenas”, ressalta.
Nas estratégias de prevenção da delegada, também está incluído o monitoramento ativo dos pais: “O pais precisam saber que tipo de aplicativo [os filhos estão usando], com quem ele está conversando, e o que ele está conversando. Essa privacidade é relativa. Criança e adolescente tem privacidade até um certo ponto”, afirma.

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Aliciamento em 2 minutos
Na mesma entrevista, a delegada Rafaella Vieira também relatou o caso, investigado pela Polícia Federal, de uma criança de 9 ano que criou um perfil em rede social. Em dois minutos, ele já havia sofrido tentativas de aliciamento.
“Era nitidamente criança, com fotos infantis, nada de imagens sensualizadas […] Não demorou dois minutos para ela ser aliciada por homens adultos. Dois minutos”, afirma.
“Nós temos até um documentário sobre isso, que mostra que não precisa nem de imagem sensualizada para ter uma abordagem de aliciamento sexual nessas redes sociais. Homens abordando, mandando imagens pornográficas e tentando se aproxima e iniciar o processo de sedução que antecede o estupro virtual”, complementa.
Como mostrou a coluna, cibercrimes envolvendo jovens na internet tem cada vez mais acendido um alerta das autoridades, que veem um crescimento desses casos em redes como o Discord, mas também em plataformas alternativas e ambiente de jogos virtuais – que muitas vezes passam ao largo de moderações.
A Polícia civil de São Paulo, por exemplo, monitora atualmente cerca de 702 suspeitos de cibercrime, além de contabilizar 148 vítimas salvas por operações e monitoramento das redes.
A PF também tem números altos de operações nesse sentido. No ano passado, segundo a corporação, foram mais de 2 mil inquéritos abertos sobre o tema, além de mil operações. Nesse ano, já são aproximadamente 1.200 inquéritos abertos.
Segundo a delegada Rafaella Vieira, a maior quantidade de operações hoje da PF é direcionada à área de combate ao abuso sexual infantil.
“O trabalho de repressão hoje é muito bem feito. Melhoramos muito a qualidade do trabalho para termos boas sentenças, que é o que nos interessa também dentro desse processo de criminalização desse tipo de conduta”, afirma.
Metrópoles Talks com Carla Madeira em Brasília: garanta seu ingresso
Conhecida por sua narrativa envolvente, Carla Madeira é a próxima atração do Metrópoles Talks, em Brasília. O bate-papo sobre as conexões humanas em suas obras literárias ocorre em 26 de agosto, às 20h, no Ulysses Centro de Convenções.
A escritora ocupa o primeiro lugar do ranking dos autores mais lidos do Brasil. E isso se deve ao sucesso estrondoso dos livros Tudo é rio, lançado em 2014; A natureza da mordida, de 2018, que a firmou como um dos maiores nomes da literatura nacional contemporânea; e Véspera (de 2021) sua terceira obra, que foi recebida com entusiasmo pelo público e pela crítica.
Nascida em Belo Horizonte, Carla conquistou em 2024, o prêmio de Melhor Livro do Ano de Autores Lusófonos com seu maior sucesso, Tudo é rio, concedido pela Bertrand, a mais antiga e maior rede de livrarias de Portugal.
Formada em jornalismo e publicidade, a autora trabalhou como professora de Redação Publicitária na Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente também é sócia e diretora de criação da agência de comunicação Lápis Raro, baseada na capital mineira.
“Em entrevista ao jornal O Globo, Carla avalia o sucesso de suas obras: “Meus livros provocam muito afeto. Percebo que as pessoas falam do corpo para explicar o que sentiram lendo o livro: algo na boca do estômago, um soco, tesão. A pessoa é pega numa correnteza de questões. Gosto de falar do não definido, do que é ao mesmo tempo sagrado e profano, bom e mau, delicado e cruel, poético e indecente. Essa é a minha obsessão”, afirma.
Metrópoles Talks
O Metrópoles Talks é o braço de palestras do maior portal de notícias do Brasil. Um espaço no qual mentes brilhantes compartilham ideias, experiências e visões que inspiram e provocam reflexões.
Grandes nomes já estiveram presentes no projeto de palestras do Metrópoles. Em São Paulo, a médica Ana Claudia Quintana Arantes convidou o público a refletir sobre a jornada da vida sob um ângulo surpreendente. Antes dela, a capital paulista reuniu Ingrid Guimarães e Glenda Kozlowski em um bate-papo bem-humorado e informativo sobre a chegada da menopausa.
O último nome que se apresentou no ciclo de conversas em Brasília foi o autor e roteirista Marcelo Rubens Paiva. Em março, a campeã mundial, finalista olímpica e empresária Hortência compartilhou insights importantes sobre comprometimento, preparação, concentração e foco.
Em dezembro de 2024, a fisioterapeuta, sexóloga, especialista em sexualidade feminina e youtuber Cátia Damasceno compartilhou os bastidores de décadas de atendimentos no consultório e trouxe histórias com as quais muitas pessoas se identificam.
Em outubro, o advogado Samer Agi contou os segredos para criar um discurso que conecta a audiência ao orador. Em agosto, o psicólogo Rossandro Klinjey e a jornalista Daniela Migliari abordaram autoconhecimento e gestão das emoções. Em junho, foi a vez de o navegador Amyr Klink promover uma conversa cheia de reflexões sobre a busca pela felicidade em meio às tempestades da vida.
Talk com Carla Madeira
Data e horário: 26 de agosto, às 20h
Local: Auditório Planalto, no Ulysses Centro de Convenções, Brasília
Ingressos: Bilheteria Digital
Celular caído em tentativa de execução revela como opera o PCC no DF
Rondas, salves e autorizações para matar. Parte do funcionamento da maior facção brasileira na capital do país foi desmantelada após um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Distrito Federal deixar cair o celular em uma tentativa de homicídio articulada pelo grupo criminoso. O aparelho foi periciado por agentes da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), que identificaram a trama assassina, desde o planejamento inicial até a execução do delito.
Na noite de 5 de fevereiro deste ano, moradores da quadra 604 do Recanto das Emas ouviram ao menos seis disparos. Um homem de 21 anos anos foi alvejado pelo corpo, e o atirador fugiu na garupa de uma motocicleta. Na fuga, contudo, um dos suspeitos deixou cair um smartphone da marca Xiaomi, que estava em pleno funcionamento e com a conta configurada no nome de usuário de Kaio Eduardo Santana da Silva (foto em destaque). Ele é procurado pela Polícia Civil do DF.
A vítima foi transportada ao Hospital Regional (HRG) para equipe de plantão. Após seis horas no centro cirúrgico, o jovem baleado saiu do perigo e já podia ser encaminhado à enfermaria. O nome da vítima não será divulgado.
Investigação
Com a extração da memória do celular, a partir de autorização judicial, a polícia identificou que Kaio é um integrante “batizado” do Primeiro Comando da Capital (PCC), e que obedece orientações de lideranças regionais e nacionais. As conversas são feitas em grupos de WhatsApp, que discutem as diretrizes da facção, monitoramento de rivais, sanções disciplinares e operações criminosas.
Veja o momento do crime:
Kaio é conhecido no grupo como “PL” e ocupa o cargo de “disciplina” do PCC no Recanto das Emas. Na hierarquia da facção, o disciplinador atua como elo direto entre a base e a cúpula da facção, repassando ordens e garantindo sua execução. O posto tem ainda a responsabilidade de fiscalizar e impor as normas do grupo criminoso, tanto a quem descumpre quanto aos de facções rivais, como o Comando Vermelho e o Comboio do Cão – ambos presentes no Distrito Federal. Kaio era responsável pela área do Recanto das Emas.
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Integrante do PCC pediu habeas corpus para Carla Zambelli ao STF
A investigação identificou disciplina em outras regiões administrativas, como no Sol Nascente. Os disciplinadores estão subordinados ao Geral, que atua na liderança da facção no DF para repassar as ordens à liderança de São Paulo, onde funciona a matriz da organização criminosa. Em grupos, os “disciplinas” avisam ao geral se está tudo sob controle nas regiões, como uma ronda pelo DF.
Autorização para matar e planejamento
A investigação descobriu que um membro do PCC precisa da autorização de lideranças nacionais para planejar um crime no DF. No caso de fevereiro, Kaio denunciou a vítima ao Geral por supostamente fazer parte do Comando Vermelho no DF. O caso foi levado à alta cúpula da organização de São Paulo, em que Kaio precisou defender as motivações para matar a vítima.
Os líderes paulistas autorizaram o crime ainda em janeiro, e o assassinato do jovem de 21 anos começou a ser planejado. Os faccionados passam a monitorar os passos da vítima nas redes sociais. Eles também compartilham fotos do homem marcado para morrer.
A facção organiza o meio de transporte, o pistoleiro que vai atirar, a arma, a rota de fuga e o esconderijo do crime. O grupo organizou uma emboscada à vítima, surpreendendo o jovem com os disparos.
Apesar do planejamento minucioso, a vítima sobreviveu ao ataque bélico. Após o plano ter sido frustrado, Kaio, que naquela noite pilotava a motocicleta do crime, fugiu e não foi mais encontrado. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo número 197. O sigilo é garantido.
OAB-SP libera candidatos fora do prazo a vagas no TJSP e causa revolta
Contrariando as próprias regras, publicadas em um edital convocando candidatos para três vagas de desembargador, a Ordem dos Advogados do Brasil paulista (OAB-SP) possibilitou que 26 aspirantes aos cargos pudessem entregar, com atraso, documentos obrigatórios para o certame.
A medida gerou desconforto no meio jurídico e revolta entre candidatos que seguiram as regras da entidade, como apurou o Metrópoles, fomentando o sentimento de “falta de transparência” com relação à OAB-SP. A entidade, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “todas as candidaturas” seguiram as regras estabelecidas no edital do concurso (leia íntegra abaixo).
Segundo o edital, disponível no site da entidade, as inscrições se iniciaram em 12 de maio, às 9h, e foram encerradas às 18h de 6 de junho.
“Não será admitido o envio de quaisquer documentos após o término do período indicado […] Não será oportunizada abertura de prazo para inserção de quaisquer documentos complementares”, destacou a entidade, em dois momentos do chamamento (veja galeria abaixo).
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A OAB paulista ainda ressaltou no edital que, concluída a análise da documentação, entregue no período determinado, “não será oportunizada abertura de prazo para a realização de diligências complementares”.
O concurso foi aberto para a composição de listas sêxtuplas para o preenchimento das vagas no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por causa da aposentadoria dos desembargadores Maria Cristina Zucchi, Cesar Ciampolini Neto e Luiz Edmundo Marrey Uint.
A relação final de deferimentos será publicada no próximo dia 2.
As 26 exceções
No último dia 6, no entanto, a Ordem de São Paulo publicou, no Diário Eletrônico, uma notificação. Nela, oficializou o envio de e-mails, feitos no mesmo dia, para 26 candidatos que não entregaram, dentro do prazo determinado no edital, certidões negativas de débitos trabalhistas.
Chamou a atenção de um jurista, ouvido em sigilo pela reportagem, o fato de constar somente as iniciais dos nomes dos 26 beneficiados. “É no mínimo estranho não sair o nome inteiro. Pelo estatuto, só em processos é que se impõe sigilo e, por isso, não se publica nomes inteiros”.
Na quarta-feira (13/8), a lista de candidatos deferidos e indeferidos foi tornada pública, por meio do site da OAB-SP, na qual os nomes de todos os participantes estão por extenso, incluindo dos 26 atrasados, dos quais somente as iniciais constaram na publicação da semana passada.
A reportagem pôde identificá-los por meio do número de inscrição na OAB e constatou que os 26 passaram para a próxima fase do concurso.
Professores e diretores
Parte deles conta com extenso curriculum acadêmico, além de dar aulas em universidades renomadas e, também, ocupam posições de destaque em comissões e diretorias da OAB.
“Como uma pessoa dessa pode querer ser desembargador, não cumprindo prazos, agindo sem ética, moral, que são atributos mínimos esperados de um magistrado?”, indagou o jurista ouvido pela reportagem.
Um dos participantes do concurso afirmou, em nota encaminhada ao Metrópoles, que cumpriu rigorosamente as regras do edital e, por isso, “se sente em desvantagem” pelo fato de “ter sido concedido prazo extra para a regularização documental a outros concorrentes”.
Ele destacou três dos 26 nomes beneficiados que, segundo ele, teriam vínculos pessoais com membros influentes da OAB. “Para alguns, gera revolta, porque esse foi o primeiro passo no sentido de afastar o processo da transparência necessária em uma escolha dessa natureza. Se isso de fato ocorreu, a conduta é grave e coloca em risco todo o certame.”
“Pior: há candidatos que, por deixarem de apresentar documentos, tiveram a inscrição indeferida, o que evidencia quebra da isonomia do processo.”
Na nota é mencionada ainda a possibilidade de que o Ministério Público Federal (MPF) seja procurado para apurar a situação. À reportagem, tanto o MPF em São Paulo, como a Procuradoria-Geral da República afirmaram não terem, até o momento, localizado procedimentos instaurados sobre o caso.
Nota da OAB-SP na íntegra
A OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo) informa que, todas as candidaturas analisadas para as 3 (três) vagas em aberto no Quinto Constitucional – Classe Advogados, seguiram os critérios estabelecidos no Edital 01/2025 e em Edital Suplementar.
A Secional paulista reitera que a lista de deferimentos e indeferimentos publicada no último dia 13 de agosto não é definitiva. Seguindo os termos dos itens 5.3 e 5.3.1 do edital em referência, eventuais recursos deverão ser realizados no período de 15 a 21 de agosto de 2025, por meio do seguinte link: https://forms.gle/D1eZYhGSePQXzm6M6. Informações em complemento poderão
ser tratadas pelo e-mail quinto.constitucional@oabsp.org.br.
A cantora Leci Brandão foi internada na sexta-feira (15/8), em São Paulo, com um quadro de gripe, segundo informou o perfil oficial de sua conta de deputada estadual (PCdoB-SP) no Instagram.
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“Leci apresenta sintomas gripais e está realizando exames para investigar o quadro respiratório. O estado clínico da parlamentar é estável, mas sem previsão de alta”, diz a nota.
De acordo com a assessoria de imprensa da cantora e deputada, um novo boletim médico será divulgado neste sábado (16/8).
Pizza, remédio e açaí: sutis códigos de violência que chegam pelo 190
“Olá! Gostaria de pedir uma pizza.” Quem poderia imaginar que um pedido tão simples possa carregar uma realidade cruel para quem está na linha. É o que acontece com muitas mulheres do Distrito Federal, que disfarçam pedidos de ajuda no 190 por meio de “códigos”.
Segundo a major Patrícia Jacques, chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom/PMDF) voltado especificamente para atendimento às mulheres, esse tipo de atendimento tem crescido bastante.
“É algo que tomou uma proporção muito grande e percebemos que, após alguns casos serem veiculados, esse tipo de ligação passou a ocorrer com uma frequência maior”, explica a major.
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A partir disso, segundo ela, o Copom da PMDF ficou mais atento e passou a entender que esses pedidos diferenciados podem estar mascarando algum pedido de ajuda.
Relembre
Pelo menos desde o ano passado, a Polícia Militar tem recebido ligações com pedidos atípicos que, na verdade, são mulheres em situação de violência doméstica.
Em setembro de 2024, aos prantos, uma mulher ligou para a PMDF, fingindo estar na linha com um delivery, pedindo uma pizza. Segundo a corporação, a vítima foi violentada dentro de casa, em Samambaia, por três dias, chegando a sofrer cortes de faca pelo corpo. O agressor foi preso.
Cerca de três meses depois, em dezembro, desta vez na Estrutural, uma mulher de 32 anos que era mantida em cárcere privado ligou para PMDF, também “pedindo uma pizza” para escapar de uma situação de violência doméstica. O autor foi preso e autuado pelo crime de violência doméstica.
Em junho deste ano, outra mulher, de 33 anos, também fingiu estar pedindo uma pizza e ligou para o 190 em busca de ajuda. O caso ocorreu em Santa Maria. O suspeito de atacá-la, um homem de 40 anos, era marido dela e foi preso em flagrante
Codificação
A chefe do Copom Mulher ressalta que não existe uma codificação específica. “Depende muito de quem atende a ligação. Sem contar que, muitas vezes, a vítima está com pressa e não dá tempo de pegar mais detalhes”, avalia.
“Em outras situações, pode ser que dê tempo e o atendente consiga mais detalhes, por meio de perguntas diretas ou algum tipo de codificação, que é criada naquele momento da ligação”, comenta. “Um exemplo disso foi quando um dos atendentes disse que, se o agressor estivesse armado, era para a mulher pedir um refrigerante”, recorda Patrícia.
Geralmente, segundo a major, são pedidos de pizza. “Mas é sempre importante saber que as mulheres podem fazer qualquer tipo de pedido, pois a PMDF vai entender do que se trata. Tanto que já tivemos ligação com pedido de açaí, por exemplo”, alerta.
Respeito aos sinais
A advogada e ex-presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da OAB-DF, Andreia Waihrich, afirma que esse tipo de solicitações devem sempre ser interpretadas como códigos silenciosos.
“Muitas vezes, vêm de mulheres que vivem sob ameaça e não podem pedir ajuda de forma direta. São recados disfarçados, enviados em meio ao medo e à vigilância constante. Reconhecer esses sinais pode salvar uma vida”, alerta.
Segundo a especialista em violência doméstica, mesmo que a vítima não consiga falar, a ligação para o 190 aciona protocolos imediatos, permitindo à Polícia Militar identificar a localização e enviar viaturas.
“Na violência doméstica, cada minuto pode ser a diferença entre a vida e a morte. Informação, sensibilidade e ação imediata são as chaves para romper o ciclo da violência. Ignorar um sinal é correr o risco de não haver uma segunda chance”, ressalta Andreia.
A advogada também faz um alerta para que as mulheres tomem alguns cuidados na hora de pedir ajuda. “Sempre que possível, utilizar telefone ou dispositivo seguro, não monitorado pelo agressor. Além disso, guardar números de emergência em locais de fácil acesso e combinar pontos de encontro seguros com pessoas de confiança”, aconselha Andreia.
Japão celebra 80 anos de rendição na 2ª Guerra em meio a apelos de paz
Dezenas de milhares de japoneses compareceram nesta sexta-feira (15/8) ao Santuário Yasukuni, em Tóquio, por ocasião do 80º aniversário da rendição do país na Segunda Guerra Mundial. O santuário homenageia 2,5 milhões de soldados, em sua maioria japoneses, mortos desde o final do século XIX.
As visitas de autoridades governamentais ao local provocam indignação em países que sofreram com as atrocidades militares cometidas pelo Japão, especialmente a China e a Coreia do Sul.
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A poucos metros do santuário, o imperador Naruhito manifestou seu “profundo e renovado sentimento de dor” em um discurso solene ao lado da imperatriz Masako, em um estádio no centro da cidade.
“Meus pensamentos estão com as inúmeras pessoas que perderam suas preciosas vidas na última guerra e com suas famílias inconsoláveis”, declarou o imperador, de 65 anos. “Refletindo sobre nosso passado e tendo presente esse profundo pesar, espero sinceramente que os horrores da guerra jamais se repitam”.
O primeiro-ministro Shigeru Ishiba, por sua vez, comprometeu-se a “preservar as dolorosas memórias da guerra, transmitindo-as de geração em geração e tomando medidas para alcançar uma paz duradoura”.
Ishiba, um político moderado, enviou uma oferenda tradicional ao Santuário Yasukuni, segundo a agência Kyodo News.
Nenhum primeiro-ministro japonês visitava o santuário desde 2013, quando uma ida do então premiê Shinzo Abe provocou a ira de Pequim e Seul, além de uma rara reprimenda diplomática dos Estados Unidos, aliado próximo do Japão.
“Esse horror não pode se repetir”
Para Yoshiko, ouvida pela reportagem da RFI, as lembranças são dolorosas. Seu pai foi morto em abril de 1945, durante os bombardeios americanos sobre Tóquio, que custaram a vida de 2.500 habitantes da capital japonesa.
“Cada vez que esses bombardeios são lembrados, depois o fim da guerra, ou quando vou ao local onde ele perdeu a vida, fico completamente devastada, arrasada emocionalmente. Embora tenham se passado oitenta anos, continuo inconsolável: meu paizinho faz muita falta”.
Para os japoneses, o sentimento que predomina oito décadas depois é o de oposição total à guerra. “Esse horror não pode se repetir, de jeito nenhum”, diz uma moradora.
“O único caminho para o futuro do mundo é o pacifismo”, afirma outra residente de Tóquio. “As guerras se multiplicaram nos últimos oitenta anos. O ser humano definitivamente não aprende com o passado”, lamenta.
Para alguns, a memória é marcada pelo luto nacional. “Muitos jovens estavam entre os inúmeros soldados japoneses mortos. Uma geração inteira foi dizimada. É terrível”, comenta um habitante da capital.
“Com o envelhecimento e desaparecimento das pessoas que viveram a guerra, nós, os jovens, devemos assumir esse legado: transmitir às futuras gerações o sofrimento que elas enfrentaram e lutar pela paz”, conclui outro entrevistado pela reportagem da RFI.
Durante a Segunda Guerra Mundial, mais de três milhões de japoneses morreram, incluindo 800 mil civis e 2,3 milhões de militares.
Leia mais reportagens na RFI, parceira do Metrópoles.
“Banco” de mãe de fiscal preso tem capital fake de R$ 3,4 bilhões
O falso banco da mãe do fiscal Artur Gomes da Silva Neto, preso na última terça-feira (12/8), tem um capital astronômico de R$ 3,4 bilhões. A cifra, que impressiona em um primeiro momento, tem como lastro papéis duvidosos atribuídos a um banco que nem existe mais e um documento de cartório de uma pequena cidade no interior de Minas Gerais.
Como mostrou o Metrópoles, o Dac Bank, que é apenas uma fintech de tecnologia com roupagem de banco, está sob suspeita de lavar dinheiro para o fiscal. Para vender serviços financeiros, precisa estar associada a uma instituição financeira licenciada pelo Banco Central (BC).
Ela recebeu R$ 54 milhões de uma empresa de consultoria tributária que recebeu, por sua vez, dinheiro de empresas que supostamente pagaram propina a Artur. A mãe do fiscal, que é sócia da empresa, está sob suspeita de ser laranja do esquema.
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Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
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Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
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Pacotes de dinheiro foram encontrados em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
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Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
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A empresa foi aberta em 2023. No início de agosto de 2025, semanas antes da operação policial, mudou de nome para “Visão Suporte Administrativo”. Parte do capital, de R$ 1,4 bilhão, são títulos do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), extinto há mais de uma década. Em ofício a investigadores, o Banco do Brasil afirma que todas as ações do banco não existem mais desde 2009.
Outros R$ 2 bilhões constam como cessão de direito de crédito do 2º Tabelionato de Monte Sião, cidade de 25 mil habitantes no sul de Minas Gerais. Nenhum centavo em dinheiro.
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Em um site que foi retirado do ar na última quinta-feira (14/8), após a Operação Ícaro, do Grupo de Combate ao Cartel e Lavagem de Dinheiro (Gedec) do Ministério Público (MPSP), que levou o fiscal à cadeia, o Dac Bank, que passou a se chamar Dac Pay, oferecia o gerenciamento financeiro a outras empresas. “Aqui, você encontra uma conta digital completa, crédito flexível e ferramentas que simplificam sua gestão financeira”, dizia a página.
Como mostrou o Metrópoles, fintechs como essa, na prática, não passam de empresas cujos serviços vendidos por elas pertencem, na verdade, a um banco autorizado pelo BC. Os clientes usam o aplicativo da empresa, mas a conta, o pix, o TED, e outros serviços são todos de um banco parceiro dela.
Barrado no compliance
Em um processo judicial, a fintech cobra uma instituição financeira por não ter prestado o serviço contratado por ela. Em um contrato de termos de uso, chegou a anunciar que suas atividades tinham lastro em outro pequeno banco. O Metrópoles apurou que o compliance barrou o contrato porque o falso banco tinha um sócio com um histórico criminal polpudo.
A reportagem não identificou a instituição financeira que deu lastro às contas e serviços de transferências bancárias do Dac Bank. Em um aplicativo de acesso às contas, pede-se ao usuário que demonstre que foi convidado a ser correntista com uma senha de quatro dígitos.
A mãe do fiscal, Kimio Mizukami, de 73 anos, consta como sócia, ao lado de outros três sócios. Artur, segundo documentos da Junta Comercial de São Paulo, aparece como administrador.
“Assessoria criminosa”
De acordo com o MPSP, a leitura dos e-mails ligados a Artur mostra que ele vinha prestando uma “verdadeira assessoria tributária criminosa”. Citando a atuação junto à Fast Shop, afirma a Promotoria, ele orientava os diretores da empresa sobre quais documentos deveriam ser colocados no procedimento, além de compilar os dados a serem enviados. Em síntese, a conduta apontada é que ele atuaria nas duas pontas: tanto como fiscal como representante das empresas por meio de uma consultoria de fachada em nome de sua mãe.
Os promotores dizem que ele também acelerava o ressarcimento dos créditos, deferia os valores para a empresa e também autorizava a venda dos créditos a outras pessoas jurídicas.
“Ele conseguia créditos superiores àqueles que a empresa tinha apurado. Então, a gente tem provas de que a empresa tinha apurado um valor A de ressarcimento de crédito e ele conseguia ressarcir um valor B, que era muito superior”, afirmou o promotor João Ricupero, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), acrescentando que Artur garantia que os créditos não fossem revistos.
Tudo isso acontecia em troca de propina bilionária, segundo o MPSP. O auditor teria recebido cerca de R$ 1 bilhão desde 2021 para fraudar créditos tributários a favor das empresas. Na casa dele, o MPSP encontrou pacotes de dinheiro.
Além da Ultrafarma e da Fast Shop, as redes varejistas Oxxo e Kalunga são citadas como suspeitas de envolvimento no esquema bilionário de corrupção fiscal.
Corinthians alcança semifinais da Série A1 do Brasileiro Feminino
O Corinthians se tornou o primeiro time classificado para as semifinais da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino, após derrotar o Bahia por 2 a 0, na noite desta sexta-feira (15) no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

VITÓRIA E CLASSIFICAÇÃO! ☑️#AsBrabas venceram no Pacaembu e estão na semifinal do Brasileirão! 👏🏽
Corinthians 2 🆚 0 Bahia
⚽️ Erika
⚽️ Duda Sampaio#VaiCorinthians pic.twitter.com/TLHzoYbOdn— Corinthians Futebol Feminino (@SCCPFutFeminino) August 16, 2025
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As Brabas do Timão ficaram com a vaga porque, na partida de ida, também triunfaram, mas pelo placar de 2 a 1.
O triunfo do Corinthians foi alcançado por dois golaços. O primeiro saiu aos 21 minutos do primeiro tempo, quando a goleira Érika soltou uma bomba da intermediária que morreu no ângulo do gol defendido por Yanne. O segundo saiu já na etapa final, aos 46 minutos, mas também foi com uma bomba de fora da área, mas que saiu dos pés de Duda Sampaio.
Partiu, semifinal! 🔜💪🏽
O Corinthians venceu e carimbou a vaga na próxima fase do Brasileirão! ✔️#AsBrabas#VaiCorinthians pic.twitter.com/t6k9M17GXB
— Corinthians Futebol Feminino (@SCCPFutFeminino) August 16, 2025
Na semifinal o Corinthians enfrenta quem avançar no confronto entre São Paulo e Ferroviária. Na partida de ida o placar foi um empate de 0 a 0.
Bolívia: eleições podem representar fim de hegemonia da esquerda
Os bolivianos vão às urnas neste domingo (17/8) para escolher o presidente, o vice-presidente, além de senadores e deputados para o próximo mandato de cinco anos. Após quase 20 anos de hegemonia do partido de Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), a Bolívia está prestes a iniciar um novo ciclo político e econômico mais liberal.
“Nestas eleições, o país decidirá se quer continuar no caminho da autocracia ou se retomará o caminho da democracia. A maioria parece optar por uma via democrática, após anos de um governo que concentrou todos os poderes do Estado, inclusive o eleitoral, enfraquecendo o Estado de Direito, o respeito à Constituição, à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa”, explicou à RFI o economista e analista político boliviano Carlos Toranzo.
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“Estamos diante de uma possível mudança de ciclo político e econômico, passando de um autoritarismo estatal para um liberalismo democrático. Espero que a direita ou a centro-direita que vencer as eleições represente um modelo democrático liberal e não resulte em um ciclo conservador e autoritário”, acrescenta o analista político Raúl Peñaranda.
Pela primeira vez, o país deve ter um segundo turno, previsto para 19 de outubro. No entanto, ao contrário da tendência regional, a disputa não incluirá os extremos políticos: a direita enfrentará a centro-direita tradicional e democrática, sem participação da extrema direita.
Independentemente de quem vencer, as medidas econômicas deverão revitalizar uma economia marcada por inflação elevada e escassez de produtos básicos. É justamente essa urgência em resolver a crise econômica que leva a maioria da população a se dividir entre duas opções de perfil liberal, em uma escolha muito mais pragmática do que ideológica.
“Do ponto de vista das ciências econômica e política, virão mudanças muito profundas. Do ponto de vista dos cidadãos, o que se percebe é um clima de esperança”, resume Toranzo. A esquerda deve sair desta disputa enfraquecida, a ponto de o MAS, vitorioso em 2005, correr o risco de desaparecer, tamanha a perda de apoio. Algumas pesquisas não lhe atribuem nem os 3% necessários para continuar registrado como partido político.
Disputa acirrada
A disputa está acirrada entre o ex-presidente Jorge Quiroga (2001–2002), conhecido como “Tuto”, e o empresário Samuel Doria Medina. Tuto Quiroga, de 65 anos, representa a direita pela Aliança Libre. Doria Medina, de 66 anos, tem origem na social-democracia e representa a centro-direita pela Aliança Unidade Nacional.
Segundo as últimas pesquisas, a disputa está concentrada entre esses dois candidatos. Nove sondagens apontam uma ligeira vantagem para o empresário Samuel Doria Medina. Uma delas indica vitória de Tuto Quiroga. Em todos os casos, trata-se de um empate técnico, com diferença inferior à margem de erro.
A empresa brasileira AtlasIntel divulgou, na manhã desta sexta-feira (15), fora da Bolívia, a 11ª e mais recente pesquisa. No levantamento, Jorge “Tuto” Quiroga aparece com 22,3% das intenções de voto, enquanto Samuel Doria Medina tem 18%,a maior diferença registrada entre os dois até agora.
Os votos brancos e nulos somam 14,6%, e os indecisos, 8,4%.
Segundo analistas, os pesquisadores enfrentam dificuldades para medir o voto rural indígena, que pode favorecer o candidato Andrónico Rodríguez, de 36 anos, representante da esquerda pela Aliança Popular. Presidente do Senado, Andrónico Rodríguez é visto como o sucessor político de Evo Morales, embora os dois estejam afastados, a ponto de Rodríguez não poder usar a sigla MAS.
Historicamente, as pesquisas eleitorais na Bolívia costumam apresentar margens de erro elevadas.
Outro fator que pode influenciar o resultado é o número de eleitores indecisos. Nos últimos anos, esse grupo tendia a votar mais à esquerda, influenciado pelo período de crescimento econômico. Agora, porém, o cenário é de escassez.
“No passado, o voto indeciso pendia para o MAS, mas agora, em meio à crise econômica provocada pelo próprio MAS, esses votos migram para a oposição, como consequência do desgaste natural de quem é responsabilizado pela situação do país”, analisa Toranzo.
“Mesmo que exista um voto oculto em favor de Andrónico Rodríguez entre os indecisos, ele seria derrotado em um eventual segundo turno, seja por Tuto, seja por Samuel. É o que indicam todos os modelos de simulação para o segundo turno”, afirma Peñaranda.
Morales está inelegível
O ex-presidente Evo Morales (2006-2019) está inelegível por decisão do Tribunal Constitucional, por já ter exercido três mandatos consecutivos, de 2006 a 2019. Morales também enfrenta uma ordem de prisão por estupro de uma menor e por tráfico de menores, acusações que ele nega.
Ainda assim, refugiado na região do Chapare, Evo Morales incentiva o voto nulo. Ele afirma que, se o voto nulo vencer, isso significará que ele venceu as eleições. “Evo Morales tinha tudo para ser lembrado como um líder e terminar com uma estátua em sua homenagem, mas, em vez disso, está associado a acusações de estupro, pedofilia e tráfico de menores”, diz.
“Como todo líder autoritário, não aceita sucessores políticos. Promove o voto nulo, mas, quando começou a pedir que anulassem o voto, as pesquisas já indicavam que o voto nulo estava em torno de 10%. Morales pode tentar se apropriar desse voto, mas ele não é todo dele”, afirma Carlos Toranzo.
“Mesmo que consiga 20% de votos nulos, essa estratégia acabará sendo apenas uma curiosidade, já que os votos nulos não têm valor jurídico nem político”, minimiza Raúl Peñaranda.
Na Bolívia, no primeiro turno, um candidato vence as eleições se obtiver mais de 50% dos votos válidos, como no Brasil. No entanto, há uma diferença: também é possível vencer com mais de 40% dos votos válidos, desde que haja uma vantagem de pelo menos 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.
O atual presidente, Luis Arce, não concorre à reeleição devido à baixa popularidade, resultado da pior crise econômica dos últimos 40 anos.
Desaceleração econômica
A Bolívia enfrenta uma grave crise econômica. O país sofre com a escassez de dólares, causada pela queda nos investimentos estrangeiros diretos e pela redução das exportações, especialmente de gás natural.
As reservas internacionais do Banco Central estão em níveis baixos, US$ 2,8 bilhões, comparados aos US$ 15 bilhões registrados em 2014, devido à diminuição das reservas de gás, que não têm sido renovadas por novas explorações. Além disso, os dois principais compradores, Brasil e Argentina, reduziram significativamente suas aquisições.
Outro agravante é o câmbio fixo: o valor do dólar em relação ao boliviano está congelado desde 2008. A manutenção artificial da taxa de 6,96 bolivianos por dólar durante 17 anos fez com que a moeda norte-americana passasse a valer o dobro no mercado paralelo.
Com uma economia pouco diversificada, que depende da importação de alimentos e medicamentos, o país passou a conviver com a escassez de produtos básicos e com preços em alta. A balança de transações correntes está negativa.
Os combustíveis são importados e vendidos com subsídios, abaixo do custo de aquisição, como parte de uma política populista. O cenário é preocupante: os subsídios para alimentos e combustíveis representam 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o déficit fiscal chega a 13% do PIB, e a dívida pública, interna e externa, equivale a 110% do PIB.
A inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 24,8% e tende a crescer ainda mais, à medida que as tarifas de serviços públicos e os preços dos combustíveis forem ajustados aos valores de mercado pelo próximo governo. Em outras palavras, para alcançar a estabilidade, a população ainda enfrentará mais dificuldades.
A nova classe média, formada após a redução da pobreza de 60% para 36%, em grande parte voltou à condição de pobreza. “É provável que a instabilidade nos primeiros meses gere protestos. Esse será um desafio para o novo governo. Os candidatos já anunciaram que pretendem reduzir, parcial ou totalmente, os subsídios. Serão meses intensos até que se possa enxergar um horizonte de médio prazo”, prevê Peñaranda.
“Mas as pesquisas de opinião mostram que 70% da população está disposta a aceitar um ajuste, desde que haja garantias sobre o futuro. Além disso, muitos preços já estão sendo corrigidos com base no dólar paralelo”, pondera Toranzo.
Desafio da governabilidade
A governabilidade é outro grande desafio para o próximo governo. A Bolívia elegerá 36 senadores e 130 deputados. A esquerda deve conquistar apenas uma minoria, enquanto a maioria tende a ser formada por representantes da direita e da centro-direita. De qualquer forma, quem vencer precisará construir alianças.
“Não vejo uma dispersão de votos. Vejo, sim, uma concentração no Congresso entre quatro forças políticas. Será um Parlamento que exigirá diálogo, bem diferente do modelo de imposição que marcou o ciclo que está se encerrando”, avalia Toranzo.
Mesmo que o Congresso fique fragmentado, ele deve ser dominado por partidos com objetivos semelhantes, o que pode facilitar negociações e acordos.
“Nenhum partido terá maioria sozinho, mas tudo indica que Tuto e Samuel vão governar juntos, porque têm ideologias próximas, já foram aliados no passado e suas equipes se conhecem e se respeitam. Estamos diante de um caso raro: um segundo turno entre duas forças que provavelmente formarão uma aliança depois. Agora, vão disputar votos como adversários. Espero que consigam”, comenta Peñaranda.
Leia mais reportagens na RFI, parceira do Metrópoles.
O procurador-geral de Washington D.C., Brian Schwalb, ingressou na sexta-feira (15/08) com uma ação federal para tentar impedir que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assuma o controle do Departamento de Polícia Metropolitana (MPD, sigla para Metropolitan Police Department) da cidade por meio do envio da Guarda Nacional.
O processo foi movido poucas horas depois que a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, nomeou o chefe da Agência Antidrogas, Terry Cole, como comissário de emergência do MPD.
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Schwalb disse que a ação pede ao tribunal que declare ilegal a ação de Trump: “As ações ilegais do governo são uma afronta à dignidade e autonomia dos 700 mil americanos que chamam Washington de lar. Esta é a ameaça mais grave à autonomia municipal que a cidade já enfrentou, e estamos lutando para impedi-la”, afirmou.
A diretiva de Bondi, emitida na noite de quinta-feira (14/8), dá a Cole autoridade sobre os poderes e deveres do chefe de polícia, com o MPD tendo de receber a aprovação de Cole antes de emitir qualquer ordem ou colocar qualquer operação em prática.
A prefeita Muriel Bowser escreveu que “não há nenhuma lei que transfira a autoridade sobre o corpo de funcionários de Washington para uma autoridade federal”.
Ainda não está claro como a medida afetará a chefe de polícia, Pamela Smith, que trabalha para a prefeita. Nem o gabinete de Bondi nem a Casa Branca responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Quais são as diretrizes contestadas?
Bondi revogou várias políticas do MPD, incluindo uma diretriz recente de Smith que permitia uma cooperação mais limitada com as autoridades federais de imigração.
O Departamento de Justiça afirmou que Bondi se opôs à ordem porque ela ainda permitia as chamadas “políticas de santuário”, que restringem a capacidade das autoridades locais de auxiliar na aplicação da lei de imigração.
Smith havia instruído os policiais do MPD a compartilhar informações com as agências de imigração sobre pessoas que não estavam sob custódia, a exemplo daquelas paradas em blitzes de trânsito. Ela afirmou, no entanto, que outras políticas do MPD permanecem em vigor, como a restrição de investigações sobre o status de imigração e a proibição de prisões baseadas exclusivamente em mandados federais de imigração.
Schwalb disse a Smith em um comunicado que “os membros do MPD devem continuar a seguir suas ordens e não as ordens de qualquer autoridade não nomeada pela prefeita”.
Como a intervenção foi imposta?
Na última segunda-feira (11/08), Trump afirmou que estava enviando centenas de soldados da Guarda Nacional para Washington que assumiriam temporariamente o controle do departamento de polícia da cidade para lidar com o que ele chamou de emergência criminal.
Agências federais, incluindo o Departamento Federal de Investigação, a Agência Antidrogas e a Proteção de Alfândega e Fronteiras, têm patrulhado as ruas e efetuado prisões.
Moradores relatam uma forte presença federal, com veículos militares Humvee posicionados na Union Station, a principal estação de trem da capital americana, e tropas da Guarda Nacional em pontos importantes da cidade.
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Duas pessoas morrem e 34 ficam feridas em acidente de ônibus em MT
Duas pessoas morreram e 34 ficaram feridas em um grave acidente de trânsito na BR-364, na região da Serra de São Vicente, em Santo Antônio de Leverger (MT), na tarde dessa sexta-feira (15/8). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, a operação de socorro durou aproximadamente 3 horas.
O acidente envolveu um micro-ônibus do município de Sapezal, que saiu da pista e capotou em uma área de ribanceira, resultando em múltiplas vítimas. O veículo transportava 36 pessoas, incluindo cinco crianças.
Das 36 vítimas, duas já estavam em óbito no momento da chegada das equipes de socorro. Os corpos foram resgatados pelos bombeiros militares e entregues à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). As demais vítimas foram socorridas com vida e encaminhadas a unidades de saúde.
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