Vendida clandestinamente em canoas, gasolina chega a R$ 10 o litro na cidade do Jordão

Único posto da cidade não está vendendo mais combustível. Câmara de Vereadores do Jordão debate o alto preço.

O litro da gasolina na cidade de Jordão, no interior do Acre, chega a ser vendido por R$ 10 nos últimos 45 dias. A informação foi repassada pelo vereador da cidade Tom Sérgio (PDT), que explicou que a situação se dá, não só pelo aumento da gasolina, mas também porque o único posto de combustível autorizado não está mais vendendo gasolina. A cidade conta com uma população de quase 8 mil habitantes.

O abastecimento na cidade é feito por pequenas embarcações – canoas, que variam o preço entre R$ 8 e R$ 10. Antes do posto ser desativado, o litro era comercializado por R$ 8. O G1 tentou por diversas vezes falar com o empresário, dono do local, mas não obteve sucesso.

Antes de deixar de vender gasolina, posto vendia litro por R$ 8 (Foto: Tom Sérgio/Arquivo pessoal )

Sem o posto, os moradores recorrem às canoas, que ficam na beira do rio. “No posto não tem mais, porque o único empresário que é autorizado aqui fechou. No posto era R$ 8, então hoje o combustível é comercializado de forma clandestina e em alguns locais chega a R$ 10. Vendem sem nota fiscal e nenhuma comprovação de nada”, explica Tom Sérgio.

Na cidade, o combustível não é usado apenas para o transporte terrestre, mas também por pessoas que usam o rio para se locomover através de pequenas embarcações. Diante do problema, o vereador disse que a Câmara está em tratativas com o prefeito para que algo seja feito.

O dono do posto teria deixado de vender o combustível devido à logística, já que o rio está seco e o transporte fica complicado. A proposta dos vereadores, segundo Sérgio, é que o prefeito consiga de alguma forma ajudar o empresário nesse transporte e não deixar a cidade desabastecida.

“Estamos conversando com o prefeito para ver a forma que eles podem nos ajudar, porque estamos há mais ou menos 45 dias desse jeito e houve dias que a cidade ficou desabastecida. A gente só quer que isso seja regularizado e que cheguemos a um consenso em relação ao preço do produto na cidade”, finaliza.

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