Rio Branco, Acre,


Samsung entra na batalha dos sensores inteligentes contra Apple e Google

O que diferencia o Smart Things do Home Kit, da Apple, ou do Nest, da Google, é que trata-se de uma plataforma aberta, disponibilizada gratuitamente para desenvolvedores, o que aumenta o número de aparelhos que podem ser conectados, disse Griffiths.

googleapplePrimeiro veio o PC, depois a internet, o smartphone e o tablet. Agora, as empresas de tecnologia querem conectar tudo isso à porta de entrada de sua casa, à lâmpada do banheiro ou ao forno – a qualquer coisa que tenha um botão de ligar e desligar, ou que não tenha nem isso — usando uma série de sensores espalhados pela casa.

A Samsung Electronics Co. começará a vender um kit básico para uma casa conectada neste mês, intensificando a concorrência com a Google Inc. e a Apple Inc. na tentativa do setor de vender sistemas que desligam as luzes quando ninguém está no cômodo e permitem que você controle o termostato estando no carro ou no metrô.

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Chamada de Smart Things, a linha de aparelhos inclui tomadas elétricas, sensores e um distribuidor central que se conecta ao roteador de internet da casa para coordenar diferentes aparelhos. Ela sairá à venda no Reino Unido e nos EUA no dia 10 de setembro e estará mais amplamente disponível em algum momento no ano que vem, disse a empresa na feira IFA, em Berlim, na quinta-feira.

“Nós achamos que esse é um grande e novo motor de crescimento”, disse o diretor da Samsung no Reino Unido, Andy Griffiths, em entrevista. A proliferação de sensores para conectar objetos uns aos outros e à internet criará uma “nova era da tecnologia e dos eletrônicos”.

Com a versão da Samsung, os clientes podem usar um aplicativo de smartphone para criar rotinas, um conjunto de ações para um determinado momento do dia, como um “bom dia” que liga o rádio e a cafeteira e eleva a temperatura da casa. Luzes noturnas podem ser ativadas quando um sensor notar que alguém está saindo da cama. Os usuários podem ver quem está na porta de casa e abri-la remotamente, receber um aviso se os canos da casa de férias começarem a vazar e um alerta se a janela for arrombada.

Plataforma aberta

O que diferencia o Smart Things do Home Kit, da Apple, ou do Nest, da Google, é que trata-se de uma plataforma aberta, disponibilizada gratuitamente para desenvolvedores, o que aumenta o número de aparelhos que podem ser conectados, disse Griffiths.

A Intel Corp. está adotando uma estratégia similar para a automação de residências, hotéis e ambientes de trabalho. Na IFA, a empresa está exibindo placas de recarga sem fio que podem ser fixadas debaixo de mesas de escritório ou comuns para carregar rapidamente aparelhos colocados sobre elas, mas essa tecnologia não estará disponível antes do final de 2016.

A Panasonic Corp. disse na IFA que começará a receber neste mês encomendas antecipadas para a Nubo, uma câmera de segurança que se conecta através de redes móveis para que os usuários possam monitorar determinados lugares sem conectividade Wi-Fi.

Conexões seguras

A Samsung ainda está resolvendo como cobrará pelo serviço de monitoramento e conexão de aparelhos por meio do aplicativo. Por enquanto, os clientes podem comprar o kit básico por 199 libras no Reino Unido (US$ 304) ou adquirir sensores individuais. O aplicativo e os serviços oferecidos serão gratuitos.

A Samsung tem parcerias com a Royal Philips NV para o aparelho de iluminação Hue, com a Honeywell International Inc. e com a fabricante de caixas de som Bose Corp., entre outras. O aplicativo funcionará em smartphones com Android, com o sistema operacional da Apple ou com Windows, da Microsoft Corp.

A Samsung disse que protegeu as conexões utilizando uma tecnologia de criptografia com o mesmo padrão adotado pelos bancos. Além disso, a empresa segmentou as conexões, de forma que se alguma parte da casa conectada for comprometida, os hackers não terão acesso às demais.

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