Rio Branco, Acre,


“Não aceitei a liderança do PT por não concordar com tendências como a LGBT”, diz Jonas Lima

“Eu defendo o PT como governo, que incluiu os pobres, gerou emprego e renda, mas tem coisas com as quais eu não concordo", disse o petista

Deputado Jonas Lima (PT)
Deputado Jonas Lima (PT)

O deputado Jonas Lima declarou que recusou a liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) por não concordar com algumas correntes internas que defendem o feminismo e os direitos LGBTs.

“Não aceitei a liderança do PT por não concordar com tendências como a GLBT”, disse Jonas Lima.

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O petista diz que se sente representado por uma parte do partido, mas não se sente pronto para representar todos, haja vista que é contra alguns posicionamentos defendidos dentro da sigla.

Em uma conversa aberta com a reportagem da ContilNet e aparentando estar muito à vontade em tratar de temas polêmicos, Jonas frisou que considera o PT um bom partido, com “excelente ideologia”, que continua defendendo o governo, mas deixou claro que a opinião religiosa dele não é compatível com as tendências do partido.

“Eu sou evangélico. É claro que não concordo com algumas tendências da sigla. Todos sabem disso. Eu sou muito claro nas minhas posições. Houve o convite, me senti feliz por ter sido lembrado, mas não pude aceitar”, afirmou.

O deputado ainda destacou que não concorda com algumas bandeiras do movimento feminista, como, por exemplo, defender o aborto. Ele diz que é contra o aborto em qualquer circunstância e defende a livre expressão dentro do partido.

“Eu não concordo, de forma alguma, com o aborto. Penso desse jeito e defendo meu posicionamento. Temos que ter liberdade também para nos manifestarmos contrários. Sou evangélico e sigo a Bíblia”, registrou.

Jonas terminou a entrevista afirmando que vai continuar defendendo o PT nos momentos em que achar oportuno, mas não tem a menor intenção de reconsiderar o convite feito pela executiva estadual.

“Eu defendo o PT como governo, que incluiu os pobres, gerou emprego e renda, mas tem coisas com as quais eu não concordo, e por isso não penso em aceitar esse convite [liderança]. Creio que chegou a vez da deputada Leila Galvão ser a líder”, encerrou.

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