Pimenta: “Incompetência e presídios vulneráveis fazem do Acre o melhor lugar da Amazônia pra bandido viver”


Depois das 16 fugas da penitenciária de Cruzeiro do Sul, em 2017, eis que mais 28 fogem em Tarauacá

Foto capa PIMENTA NO REINO

Visionário

O ex-governador Binho Marques (PT) foi um visionário ao sustentar que o Acre se tornaria ‘o melhor lugar da Amazônia para se viver’. Só faltou acrescentar ao vaticínio que os bandidos seriam os únicos beneficiários da política petista por ele representada entre 2006 e 2010.

A culpa é da ‘teresa’

Em menos de dois meses, conforme revelou o repórter Thalis Guttierres, aqui da ContilNet, o presídio no município de Tarauacá foi desfalcado em 28 presos. Cansados de ver o sol nascer quadrado, as quase três dezenas de detentos aproveitaram o fato de o muro da penal ter vindo abaixo para escapar com uso da velha e conhecida ‘teresa’.

Solidário a… Lula!

Sem dinheiro para reconstruir o muro, o governo improvisou o bloqueio com chapas de metal. E o governador Tião Viana – que está pouco se lixando para a fuga de detentos, por mais impiedosos que sejam, e cuja única preocupação no momento é que Lula não seja o próximo ocupante do sistema prisional brasileiro –, foi a Curitiba, junto com deputados e secretários de Estado, prestar solidariedade ao ex-presidente.

Tipo exportação

Aliás, por esses dias, duas acreanas foram presas por roubar lojas na capital de Rondônia. Deve ser porque no estado o ‘mercado do crime’ anda tão disputado que já começamos a exportar ‘mão de obra qualificada’…

Aritmética da incompetência

Aos 28 fugitivos de Tarauacá, devemos acrescentar outros 16, de Cruzeiro do Sul, que na madrugada do dia 22 de julho do ano passado deixaram o presídio Manoel Néri da Silva – sendo que a maior parte deles nunca foi recapturada.

Nada a declarar

O secretário e pré-candidato a vice-governador do governo do Estado pela Frente Popular, Emylson Farias (PDT), nunca mais mencionou o caso, que aliás foi também esquecido pela imprensa.

Sem discurso

E o senador Jorge Viana (PT), que por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) tentou endurecer as leis para os crimes hediondos, acabou sem discurso em meio ao desarrazoado de suas próprias ideias. Afinal, como pedir punições mais rigorosas para todos enquanto se faz apologia à impunidade de alguns?

Equação perversa

Outra questão que não passou despercebida a este colunista diz respeito à cruel equação entre o número de vagas no presídio de Tarauacá e a quantidade de presos que lá havia até dois meses atrás.

Com a palavra, o autor

“O presídio, que tem capacidade de alojar 80 reeducandos, hoje conta com aproximadamente 390 e apenas 12 agentes por turno para se responsabilizar pelos prisioneiros”, afirmou em sua matéria o repórter Thalis Guttierres.

Pede pra sair!

Caso o ex-deputado e atual secretário de estado Nilson Mourão (Justiça e Direitos Humanos) não tenha lido o texto do meu colega, recomendo que alguém lhe faça chegar esta coluna, e com o seguinte apelo: ou toma providências em relação à superlotação na penitenciária de Tarauacá, ou peça pra sair!

Já deveria ter partido

O mesmo apelo se pode fazer a Emylson Farias – que já deveria ter pedido exoneração do cargo de secretário de Segurança Pública do Acre antes mesmo de ser apresentado como pré-candidato a vice na chapa encabeçada pelo petista Marcus Alexandre.

Só pensam… naquilo!

Não bastasse a brandura das nossas leis penais – e aqui no Acre a vulnerabilidade dos presídios, conforme atestam as fugas em Cruzeiro do Sul e Tarauacá –, nossos atuais governantes só pensam e tratam de eleições.

Tudo como antes

E do mesmo modo como a segurança pública ficará à mercê da indiferença do candidato a aposentado da previdência estatal Tião Viana, as vias de Rio Branco serão passadas à vice-prefeita Socorro Neri (PSB) nas péssimas condições em que estão atualmente.

Quem aposta?

Ou alguém acredita que Emylson Farias vai sair no encalço dos fugitivos de Tarauacá e o prefeito Marcus Alexandre tratará de tapar os buracos das vias da capital antes que ambos passem a nos assediar, em busca de votos?

 

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