Embaixo de muita chuva, trabalhadores dos Correios iniciam greve em busca de direitos


THALIS GUTIERRES, DA CONTILNET

Na manhã desta segunda-feira (12), os trabalhadores dos Correios se reuniram em uma assembleia para decidir sobre acatar ou não o direcionamento nacional da categoria em prol de uma paralisação por tempo indeterminado.

Após as considerações, os trabalhadores foram até a frente da sede dos Correios no Centro de Rio Branco para protestar contra a possível privatização da empresa, o corte realizado nas férias dos trabalhadores e a redução salarial que atacou boa parte dos membros da categoria.

Trabalhadores se reuniram em frente à agência dos Correios no Centro /Foto: Facebook

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios do Acre (Sintect/AC), Edson Pinheiro, falou um pouco sobre as dificuldades encontradas pela categoria nos últimos anos.

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“Quando olharam para nós, só pensam em plano de demissão, estamos há anos sem um concurso público. A greve será realizada por tempo indeterminado e as motivações são a suspensão das nossas férias desde abril do ano passado, pelo fechamento de mais de 2.500 agências, pelas cobranças abusivas de mensalidade nos nossos planos de saúde e pelo tratamento com que a nossa categoria vem recebendo da diretoria dos Correios. Somos aproximadamente 500 funcionários no Acre e exigimos que a diretoria reveja a maneira como administra a empresa”, disse Edson.

Manifestantes afirmam que diretoria não investe na infraestrutura da empresa /Foto: Facebook

Pinheiro aproveitou ainda para refutar as afirmações de que a privatização da empresa é a solução mais viável para melhoria na prestação do serviço. De acordo com o presidente, o serviço é um direito da população, é preciso investir na infraestrutura para que um serviço de excelência seja prestado ao contribuinte.

“Querer privatizar, extinguir cargos e demitir trabalhadores são motivos mais que suficientes para que a gente pare por tempo indeterminado. A diretoria insiste em jogar os trabalhadores contra a população dizendo que a empresa não tem mais condições de prestar o serviço, quando na verdade o que falta é interessa em investimento que garantam condições mínimas para prestação de um serviço que é direito da comunidade, pontuou.

Falta de condições dignas para trabalhar e plano de demissão motivou a greve /Foto: Facebook

Edson ainda alertou para as condições encontradas pelos trabalhadores. De acordo com ele, não há manutenções nos meios de transporte utilizados pela categoria, falta segurança nas agências da empresa e tampouco há interesse em melhorar tais quadros, já que, de acordo com ele, a única palavra que sai da boca dos líderes da empresa é privatização.

Com a colaboração de Freud Antunes

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