Há quanto tempo!!!-um artigo político escrito por Ildefonso Menezes


Abordei o consagrado político: o tema é de interesse público e suprapartidário. Demonstrou-se interessadíssimo ouvinte

ILDEFONSO MENEZES*

Antes de meio-dia. Domingo, 10.12.2017. Àquele mesmo restaurante. Quase não pudera mais freqüentá-lo à falta de dinheiro/liquidez/crédito, entre o 2º trimestre/2015 e o 3º trimestre/2017). Ainda, cedo, além de mim só outro cliente. Distraído, a saborear a degustação final, sem que visse quem o fazia, alguém se apodera de minha mão, a cumprimento: Jorge Viana, senador da República (PT/AC), (ex-prefeito do Rio Branco (1993/1996), e ex-(des)governador do Acre (1999/2002-2003/2006), candidato à reeleição, em outubro próximo.

Alegre falou-me, alto e bom som: Há quanto tempo!!!

Abordei o consagrado político: o tema é de interesse público e suprapartidário. Demonstrou-se interessadíssimo ouvinte. Encorajado prossegui. O preço do álcool/etanol no Acre é muito mais caro que em São Paulo. Algo inconcebível e intolerável! Respondeu: “A gasolina está muito cara”.

Saiba mais: Amigo da onça

Retruquei: não falo de gasolina, mas de álcool, insisti.
Prossegui: desde a gestão Marina Silva, no MMA, no (des) governo Lula, é vedada instalação de usinas de cana-de-açúcar em toda Amazônia. O senador negou. A conferir. Para os adeptos da vedação, se confirmada essa, a encampação de pastagens por canaviais forçosamente pressionará desmatamento de grandes extensões de floresta à pecuária na região. Isso não pode.

É politicamente incorreto! Será?

Continuei: em São Paulo a terra é muito mais cara que no Acre, onde comparativamente o clima é assaz mais favorável ao florescimento da cultivar, e o povo é bem mais pobre.
Finalizei: é nisso que dá falar e “viver” só de floresta. (a gente é que paga o pato…)

O Senador amuou.

Bem, o tempo passou…

Duas décadas. Há quanto tempo!!!

Vinte anos após o senador ter sido eleito governador, a prometer: a vida vai melhorar, e intitular o governo da floresta, não da gente (sic).

Agora, no atual (des) governo: “Não desmate plante”. Como se áreas a plantar, no Acre, não tivessem o desflorestamento como pressuposto.

Assim não dá, né!

Chega de amigo-onça.

 

Ildefonso de Sousa Menezes, produtor rural, 68; 44 anos no Acre. É Advogado do Brasil

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