Futebol feminino caminha a passos lentos quando se trata de apoio no Acre


A invisibilidade dos times com mulheres pôde ser vista quando a seleção brasileira feminina de futebol foi heptacampeã da Copa América e a imprensa se calou diante da conquista

PÂMELA FREITAS, DA CONTILNET

A seleção brasileira feminina de futebol foi heptacampeã da Copa América no dia 22 de abril, e terminou a competição com 100% de aproveitamento. Com o título, o Brasil garantiu vaga na Copa do Mundo feminina de 2019, na França, e nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

Apesar do bom desempenho do time nenhum canal transmitiu os jogos, mas por quê? A mobilização nas redes sociais aconteceu durante a competição e principalmente após. As pessoas questionavam a falta incentivo, transmissão e patrocínio.

Vivendo essa realidade, o futebol feminino no Acre passa, por vezes, por problemas ainda maiores. Neila Rosas trabalha com futebol  há 20 anos e conhece bem essas dificuldades.

Time Feminino Talético Acreano/Foto: arquivo pessoal

Rosas conta que a falta de apoio ao futebol feminino aqui não tem comparação com o resto do Brasil. “Enquanto lá é pouco, aqui não existe. No nosso time as jogadoras precisam tirar dinheiro do bolso para comprar material e custear viagens para competições. Não existe patrocínio”, conta.

“As nossas maiores dificuldades vão da falta patrocínio e até a falta de local de treino. Não temos onde treinar. Eu faço de tudo no time, desde lavar o uniforme das meninas até organizar nosso pouco dinheiro”, desabafa Rosas.

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