São Paulo quebra tabu, vence Atlético-PR na Baixada pela 1ª vez e vira vice-líder


O São Paulo conseguiu abrir o placar aos 13 minutos e foi em cobrança de pênalti

ESPN

O São Paulo derrubou um dos tabus mais incômodos de sua história, neste sábado. Graças a um gol de pênalti de Nenê, o time derrotou o Atlético-PR por 1 a 0, em Curitiba, e, enfim, venceu pela primeira vez na Arena da Baixada.

Desde a inauguração, em 24 de junho de 1999, o clube do Morumbi jamais havia triunfado no local, colecionando apenas fracassos. Eram cinco empates e 13 derrotas. Aliás, desde 2010 não conseguia nem sequer empatar.

Até houve uma vez que o time paulistano venceu na casa atleticana, mas foi antes de o estádio Joaquim Américo ser derrubado e completamente reformulado. Foi em um amistoso entre as equipes em 1937.

Além de jamais ter vencido na Arena da Baixada, havia outro tabu em jogo. O São Paulo não derrotava o Atlético-PR em Curitiba há 36 anos. A última vez foi em 1982, quando triunfou por 3 a 1 no Couto Pereira, casa do Coritiba.

A vitória deste sábado deixa o São Paulo na segunda colocação do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos. Já o Atlético-PR continua na zona de rebaixamento, com 9, e o técnico Fernando Diniz sofre grande pressão.

Na próxima terça-feira, o São Paulo enfrentará o Vitória, no Morumbi. O Atlético-PR jogará na quarta-feira contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos, no Rio Janeiro. Depois o Brasileiro ficará parado por quase cinco semanas.

Confira abaixo o que de principal aconteceu no jogo:

POUCA EMOÇÃO

A primeira chance de real perigo para um goleiro foi aos 9 minutos. Após cruzamento de Araruna, Diego Souza conseguiu fazer a finalização. Santos saiu bem do gol e agarrou a bola.

Aos 15, Sidão evitou o que seria um golaço de Pablo. O atacante recebeu a bola na intermediária, de costas para o gol. Ele teve tempo de dominar, girar e chutar visando o ângulo da meta do arqueiro, que se esticou e espalmou.

Depois dessas duas chances o jogo só voltou a ter emoção aos 34. Em rápida troca de passes entre Araruna, Diego Souza e Nenê, a bola acabou tocada para Éverton, que chutou cruzado. Santos espalmou.

O último bom lance do primeiro tempo foi aos 43 e aconteceu devido uma falha de Sidão. Em chute de longa distância de Raphael Veiga, o goleiro tricolor deu rebote e, se não fosse Anderson Martins, o Atlético-PR abriria o placar.

PRESSÃO DAS ARQUIBANCADAS

O primeiro tempo nem tinha finalizada e a torcida do Atlético-PR já demonstrava toda sua insatisfação com o técnico Fernando Diniz. Além das vaias, gritos de “pede para sair” ecoaram pela Arena.

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O São Paulo quase abriu o placar aos 5 minutos da etapa final. Foi em um cruzamento de Nenê para Diego Souza, que cabeceou muito bem para o gol. Santos fez uma excelente defesa.

O Atlético-PR respondeu com duas chances. A primeira foi um chute de Veiga no meio do gol para fácil defesa de Sidão. A segunda foi poucos segundos depois Marcinho chutou e a bola desviou em Reinaldo e passou perto do gol.

Aos 8, Nenê finalizou com um chute de três dedos e a bola passou rente à meta de Santos.

PÊNALTI E GOL

O São Paulo conseguiu abrir o placar aos 13 minutos e foi em cobrança de pênalti.

A penalidade ocorre e foi um vacilo muito grande do time da casa. Ao tentar sair jogando, Bruno Guimarães perdeu a bola para Nenê, que toca para Éverton. O atacante pensou em chutar, mas antes foi derrubado por Camacho.

Nenê foi quem fez a cobrança. Ele não bateu tão bem, mas contou com a sorte. A bola passou debaixo de Santos, que quase agarrou, e entrou no gol. Festa tricolor em Curitiba.

O tento fez a torcida se irritar ainda mais com Diniz, xingando e pedindo a demissão do técnico.

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