Sinhasique denuncia superlotação em presídio improvisado de Feijó e cobra providências


Sinhasique também reclama da desativação da Agência do Banco do Brasil no município

ASCOM

A presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputada Eliane Sinhasique (MDB), recebeu vereadores e representantes de Feijó preocupados com a situação carcerária do município.

Segundo eles, o presídio improvisado no quartel da Polícia Militar, além de estar em região inadequada, está superlotado. “Um local onde cabiam apenas 24 presos, hoje tem mais de 120. E fica no centro da cidade, próximo a moradias e escolas de ensino médio e infantil. Quando os presos fogem, a população já fica aterrorizada”.

A sala de armas da Polícia Militar dentro do quartel fica próxima das celas onde estão os presos. Fugas acontecem constantemente a qualquer hora do dia.

“Estou com um abaixo-assinado, com mais de 70 assinaturas de mães de presidiários, que estão há mais de ano detidos e que ainda não tiveram audiências. A superlotação ocorre com presos que nem condenados foram. E não há atendimento médico para eles”.

Sinhasique recebeu vereadores de Feijó/Foto: Ascom

Em Feijó, só existe um defensor público que trabalha num local onde a Internet oscila e quase não funciona. “Ou seja, ele não consegue verificar o andamento dos processos dos presos”.

A solução para o problema desse presídio improvisado seria transferir parte dos presos para o Instituto Socioeducativo que está em funcionamento parcial. “Existe um pavilhão com 8 alojamentos que não está sendo utilizado. O Governo do Estado poderia fazer adequações para diminuir a superlotação no quartel”.

Sinhasique também reclama da desativação da Agência do Banco do Brasil no município. “Os feijoenses estão sofrendo muito. Eles vão perder a única agência do Banco do Brasil que funciona no município. Para fazer uma operação bancária, eles vão ter que se deslocar até Tarauacá. Estamos regredindo”.

A parlamentar apela para o Governo do Estado. “Esperamos que o Governo do Estado faça mais alguma coisinha, não abandone o Estado. Apesar de estar próximo do fim, Tião Viana precisa cumprir com o seu mandato”.

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