Rio Branco, a Capital mais violenta do Brasil, acaba de ganhar um ‘Lago do Amor’


E a obra já serviu ao discurso político-eleitoral do governo do PT contra os adversários da oposição

Foto capa ARCHIBALDO ANTUNES, DA CONTILNET

Pra gestão que o pariu

A única obra que o governador Tião Viana (PT) conseguiu inaugurar neste período eleitoral foi o tal ‘Lago do Amor’. A iniciativa pode até ser importante, a julgarmos pelo que diz o desacreditado governo do Partido dos Trabalhadores, mas o nome é tão chinfrim como a gestão que o pariu.

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A outra obra ‘inaugurada’ por sua excelência, lá no Alto Acre, não conta: afinal, apenas três salas do hospital localizado em Brasileia foram terminadas antes de ser entregues pelo governador.

Lagoa Azul?

Aliás, tão brega quanto o nome que deram à ‘grandiosa’ realização do governo foi a afirmação de Tião Viana segundo a qual as críticas feitas a ela partem dos oposicionistas. “Enquanto a oposição propaga o ódio, nós propagamos o amor”, filosofou um poético Tião Viana. Foi aí que eu pensei que se estivéssemos a assistir ao filme Lagoa Azul.

Leitura dinâmica

Para que pudesse compreender o equívoco de achar que as queixas se reduzem às questões político-eleitorais do momento, bastaria ao nosso governante ler os comentários que fizeram os internautas em sua página pessoal no Facebook, na postagem em que ele exalta a si mesmo graças ao tal Lago do Amor.

Lengalenga

A propósito, esse discurso mixuruca que tenta separar querubins de belzebus é o mesmo que a esquerda usa para explicar a tentativa de homicídio contra o presidenciável Jair Bolsonaro. Não apenas se trata de uma excrescência, como é o mais cretino dos argumentos atribuir a pregação do ódio àqueles que defendem penas mais duras para os bandidos, ações mais enérgicas das polícias e o direito à defesa da própria vida.

A gente desenha…

O que o Sr. Tião Viana parece não compreender – o que duvido, dada a dimensão de sua esperteza – nada tem a ver com o fato de ter feito o lago batizado com nome tão mimoso. A questão é justamente o que o seu governo não faz em setores fundamentais, como a saúde e a segurança pública, para citar apenas os mais problemáticos.

Dados oficiais

Aliás, o Anuário da Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e divulgado no dia 9 de agosto, aponta a Capital do Acre como a mais violenta do país. Em 2017, a taxa de homicídios na cidade foi de 83,7 para cada grupo de 100 mil habitantes. Nem mesmo as cidades do Nordeste, que há décadas se mantinham no topo do ranking da violência, conseguiram desbancar Rio Branco.

Sejamos realistas

Vamos além: quem aplaude ditaduras como as de Cuba e Venezuela, e segue a cultuar a memória de genocidas como Stálin e Mao Tsé-Tung, não tem direito de acusar os adversários de propagarem o ódio.

Eis o que faz o ‘amor’ dessa gente

A chamada ‘Revolução Cultural’, que implantou o comunismo na China, e durou entre 1949 e 1976, com a ditadura de Mao Tsé-Tung, divide as opiniões dos especialistas sobre o número de mortos (tenha sido por execuções do novo regime ou devido à fome por ele causada): uns falam em 40 milhões de pessoas e outros, em 100 milhões.

Mais um cadinho de História

Stálin, se não me engano, foi mais modesto: sob seus tacões ditatoriais morreram ‘apenas’ 20 milhões de soviéticos. Nem mesmo Hitler matou tanta gente. E os espertalhões ainda nos tentam convencer de que o nazismo foi um movimento de direita, quando na verdade Hitler disputou as eleições para a presidência, em 1932, pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.

Ela explica tudo

Bem, mas os adoradores do genocida Stálin nunca esquecem a máxima de Vlamir Lênin, mentor do primeiro, que o instruiu: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”.

Questão pertinente

Mas, dirão alguns com seus botões, o que cargas d’água têm a ver todas essas informações históricas com o Lago do Amor?

Noves fora zero

A questão não está na obra em si, caríssimos leitores, mas no discurso ao qual ela já serviu. Afinal de contas, o amoroso lago do governador Tião Viana foi construído em meio ao período mais sanguinário da história do Acre. E nada pode ser tão elucidativo quanto as convenientes contradições às quais alguns costumam recorrer na tentativa de nos atoleimar.

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