Em silêncio sepulcral, deputados se articulam para eleição da Mesa da Aleac; Gladson não dá um pio


WANIA PINHEIRO, DO CONTILNET

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

O silencio é sepulcral, mas as articulações para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), prevista para acontecer no dia 1º de fevereiro do próximo ano, estão a todo vapor nos bastidores da política acreana.

Nomes como os de Nicolau Junior, José Bestene e Ghelen Diniz estão na mesa. Todos eles são filiados ao Progressistas, legenda do governador eleito Gladson Cameli.

O MDB, partido que também saiu fortalecido das últimas eleições, tem três nomes fortes: Meire Serafim, a deputada estadual mais votada da história do Acre, e a imbatível Antônia Sales, esposa do ex-prefeito Vagner Sales, conhecido como “Leão do Juruá”, e mãe da deputada federal reeleita Jéssica Sales.

Nadando mais no raso, porém na raia, está o também emedebista Roberto Duarte Júnior, um dos opositores mais ferrenhos da Frente Popular do Acre na Câmara Municipal de Rio Branco, onde conseguiu uma cadeira como o vereador mais votado nas eleições de 2016.

Enquanto as cartas estão sendo jogadas pelos pretensos candidatos, o governador eleito Gladson Cameli segue fechado em copas. Ainda não deu um pio sobre quem deverá ser o seu ungido para presidir o Poder Legislativo do Acre.

Quem conhece de bastidores políticos sabe que o próximo presidente da Assembleia Legislativa do Acre terá que receber a “bênção” do governador. Até hoje foi assim. E assim deverá continuar sendo, por motivos óbvios.

Nicolau é cunhado de Cameli, e mesmo sem o governador eleito ter feito algum gesto de que ele possa ser o “escolhido”, algumas pessoas que irão decidir quem irá dirigir os trabalhos na Aleac pelos próximos dois anos já começaram a manifestar apoio a Nicolau.

O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, disse ao portal ContilNet que a esposa Meire Serafim não será candidata à presidência da Aleac, como chegou a ser publicado por setores da imprensa. “Ela irá apoiar o candidato que Gladson apontar. Se ele disser que é o Edvaldo Magalhães, a Meire irá votar nele. Se for o Nicolau, a Meire irá votar nele também”, garante Mazinho.

Quem conversa com Serafim, que é o prefeito mais bem avaliado do estado, percebe uma “queda” pelo nome de Nicolau Júnior.

Um deputado da base de Gladson, que pediu anonimato, também afirmou que votará em Nicolau. “Ele vem conversando comigo há algum tempo, e gostei das propostas que me apresentou para o Legislativo”, diz o parlamentar.

Assembleia Legislativa do Acre

Enquanto Nicolau recebe declarações de aliados, José Bestene também se articula. Ele já conta com ao menos três votos de deputados eleitos pela Frente Popular do Acre, que terá uma bancada minúscula na Aleac, mas que poderá ajudar a decidir uma eleição para a Mesa Diretora.

“Eu vou votar no Bestene, se ele for candidato a presidente da Aleac. É preparado, um político com muitas qualidades, e além de tudo sempre tivemos um bom relacionamento”, diz um deputado eleito da FPA.

Ghelen Diniz, reeleito com mais de oito mil votos, está na mutuca. Estrategista, ele é rodeado por raposas peludas, aquelas que sabem o caminho para a morada das andorinhas. Ghelen botou seu nome no jogo para presidir a Aleac, mas há quem diga que ele quer mesmo é abocanhar alguns cargos para seus apoiadores.

No entanto, um dos articuladores do progressista disse por esses dias na Aleac que o nome de Diniz está na mesa para jogar de verdade. “Não estamos com blefe. Podemos até fechar um acordo com o Nicolau, mas para ele vir apoiar o Glehen”, avisa.

Por enquanto, os jogadores titulares deste jogo pela disputa da presidência da Aleac estão em fase de aquecimento. O primeiro tempo começa em dezembro; em janeiro vem o segundo tempo. Daí para a frente as cotoveladas, socos e pontapés entram em cena. Quem for mais forte e mais habilidoso deverá ser o vencedor.

Para vencer essa batalha, o postulante, além de ter que ter aliados fortes, terá que negociar os cargos da Mesa Diretora. Essa divisão é onde o bicho pega, por se tratar de um filé bastante disputado por parlamentares de diversos partidos.

Há quem diga que alguns “reservas” desse time de parlamentares também se articulam na esperança de que alguns deles levem um tombo e tenham que sair de campo. Muitas vezes eles até orquestram alguma “armação” para derrubar os mais cotados.

Por isso, nobres colegas, tomem cuidado nesses próximos meses que virão. A partir da segunda quinzena de janeiro, o que vier, do pescoço para baixo, será canelada. E um chute certeiro pode tirar um jogador de campo.

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