Professor de Economia da Ufac dá dicas do que fazer com o 13º salário; confira


Equilíbrio orçamentário depende de planejamento que inclui informação de qualidade, escolhas conscientes e controle financeiro, não só de um ganho extra

ASCOM UFAC

A proximidade do pagamento do 13º salário, creditado aos trabalhadores normalmente no mês de dezembro, representa, para muita gente, a oportunidade para escapar do sufoco das dívidas. Mas compras de natal e gastos de início do ano — como material escolar, IPTU e IPVA, por exemplo, comuns para grande parte das famílias brasileiras — podem representar um verdadeiro balde de água fria sobre o projeto.

A solução não é mágica, diz o professor do curso de Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), Rubcleis Gomes; o equilíbrio orçamentário depende de planejamento que inclui informação de qualidade, escolhas conscientes e controle financeiro, não só de um ganho extra.

“O momento certo para se falar sobre economia financeira é o hoje. Claro que o final do ano traz ganhos e gastos extras que tendem a nos deixar mais reflexivos”, ensina o especialista. “Por isso eu falo que é importante aproveitar o momento e conciliar um planejamento financeiro logo no início do ano, tendo em vista uma organização mês a mês.”

A ideia, explica o professor, é estimular um planejamento financeiro natural, através de ações que impliquem no desenvolvimento de uma relação equilibrada das pessoas com dinheiro e consumo. Nessa etapa, lápis e papel são aliados importantes. “É preciso aprender a cortar gastos, investir, multiplicar ganhos e então acumular riqueza. Anotar todos e quaisquer movimentos financeiros em um papel já é um bom começo.”

Dicas para não agir por impulso

1. Anote no papel todas as dívidas para saber se há espaço no orçamento da família para novas compras. Considere que alguns meses já estão comprometidos com o pagamento dessas contas.

2. Planeje as compras, desde uma roupa até uma geladeira. Reflita se está realmente precisando daquele produto. Discuta a necessidade da compra com a família e saia de casa com a relação exata do que precisa comprar. Isso evita as compras por impulso.

3. Lembre-se dos gastos do início do ano. Além de pagamento de impostos (IPVA, IPTU) e compra de material escolar e matrícula, há despesas de férias, como viagens, cinema, passeio…

4. Evite parcelamentos longos, pois o risco de ficar superendividado é maior.

5. O primeiro semestre é repleto de datas comemorativas (Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados); por isso, é preciso planejamento para não chegar nesses dias endividado e sem poder de compra.

6. Cuidado ao usar o cartão de crédito. Ele dá a falsa sensação de que não se está gastando. Verifique na fatura o valor total das compras antigas antes de fazer uma nova dívida com ele.

7. Cuidado com descontos milagrosos. Pesquise preços para saber se está fazendo um bom negócio ao comprar produto em liquidação.

(Fonte: Serasa Experian)

Cuidados com cartão de crédito

1. Evite gastos desnecessários: crie uma lista com todas as suas necessidades domésticas mês a mês. Resista à tentação e fuja dos itens não estabelecidos.

2. Examine sua fatura: averigue-a com atenção e caso não reconheça algum lançamento, avise à central de atendimento. Fraudes ou erros podem acontecer a qualquer tempo.

3. Fuja de compras parceladas: o hábito de acumular parcelas de compras facilita o descontrole. Adquirir compras parceladas em paralelo cria o perigo de não se saber mais o que se está pagando, nem por quanto tempo.

4. Pesquise a melhor opção para você: encontre o cartão de crédito que apresenta a menor taxa de juros, para que, dessa forma, você possa desfrutar, com economia, dos benefícios propiciados por esse meio de pagamento.

5. Não esqueça de tomar medidas simples de segurança: nunca empreste seu cartão de crédito ou débito. Também não mantenha anotada a senha junto ao cartão. Em caso de roubo ou extravio, entre em contato com a administradora do cartão e não esqueça de registrar um boletim de ocorrência.

(Fonte: ‘Como Administrar Bem Seu Orçamento Familiar’ — PET Economia)

Em números

(Fonte: Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor — setembro/2018)

comentários

Outras Notícias

Veja Também