Durante a entrevista coletiva concedida pela equipe econĂŽmica do governo, no final da tarde desta quinta-feira (17), alĂ©m dos esclarecimentos sobre a forma escalonada como serĂĄ efetuado o pagamento da dĂvida de 50% remanescente do dĂ©cimo terceiro salĂĄrio aos servidores pĂșblicos, outras informaçÔes chamaram atenção: a de que o pagamento do funcionalismo pĂșblico estĂĄ garantido para o dia 31 de janeiro e a de que nĂŁo houve previsĂŁo no orçamento de 2019 para o pagamento de diversas dĂvidas do estado, inclusive da gratificação natalina que sĂł serĂĄ paga devido a reforma administrativa do governo.
O chefe do gabinete Civil, JosĂ© Ribamar Trindade e as secretĂĄrias SemĂrames Dias, da Fazenda, e Maria Alice, da Administração, informaram que com a redução do nĂșmero de secretarias, de 22 para 14, e de cargos comissionados, de 2.500 para 900, serĂĄ possĂvel ao governo o aporte financeiro necessĂĄrio para honrar com os servidores a dĂvida deixada pelo governo anterior.

SemĂrames Dias, SecretĂĄria da Fazenda/Foto: ascom
âNĂŁo houve previsĂŁo financeira do remanescente do dĂ©cimo terceiro, entĂŁo vai ser utilizado integralmente recursos do orçamento destinado a 2019 porque nĂŁo houve previsĂŁo para quitação desse dĂ©bito e outras situaçÔes.â, explicou a secretĂĄria da fazenda.
Apesar da economia de quase R$ 90 milhĂ”es atĂ© o fim do ano com a reforma, a situação financeira do estado Ă© considerada delicada pelos gestores e, por isso, a Ășnica forma encontrada para que os servidores nĂŁo ficassem sem receber o restante do dĂ©cimo terceiro salĂĄrio foi o escalonamento.
âO orçamento Ă© apertado e temos muito compromissos financeiros para janeiro de 2019, como a folha de pagamento do funcionalismo que custa R$ 230 milhĂ”es (mensais), alĂ©m do aporte previdenciĂĄrio com dĂ©ficit de aproximadamente R$ 45 milhĂ”es, tem os repasses constitucionais aos poderes (Legislativo, JudiciĂĄrio, Defensoria PĂșblica, MinistĂ©rio PĂșblico e Tribunal de Contas) que Ă© de cerca de R$ 50 milhĂ”es, e Ă© uma obrigação constitucional, e a dĂvida externa e interna, mais R$ 45 milhĂ”es. SĂŁo obrigaçÔes que temos que cumprir.â, frisou Dias.
Ela mencionou ainda os precatĂłrios que custam aos cofres do estado mais R$ 8 milhĂ”es, bloqueios judiciais e as oscilaçÔes da dĂvida interna e externa que varia de acordo com o dĂłlar.
âA receita do estado Ă© 70%  proveniente do FPE [Fundo de Participação dos Estados]. O estado depende de recursos federais e o restante Ă© arrecadação prĂłpria, principalmente ICMS. O Tesouro, que Ă© a nossa segunda fonte, calculou em R$ 41 milhĂ”es, a arrecadação esse mĂȘs, lembrando que desses recursos, hĂĄ uma valor a ser repassado aos municĂpios e outro destinado ao Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação BĂĄsica).â, lembrou.
Mais de R$ 100 milhĂ”es ainda sĂŁo devidos a servidores e secretarias levantam outros dĂ©bitos â A secretĂĄria Maria Alice acrescentou que o governador determinou que cada secretĂĄrio levantasse junto Ă s finanças de suas respectivas secretarias, outras dĂvidas pendentes, como por exemplo, com fornecedores.
âHĂĄ pagamento de contratos que nĂŁo foram empenhados e o nĂŁo pagamento a essas empresas, como de limpeza, por exemplo, impacta na prestação de serviços Ă população.â, destacou.

Maria Alice- Sefaz/Foto: ascom
A secretĂĄria informou ainda que somente com pessoal, o Estado deve ainda mais de R$ 100 milhĂ”es de reais referentes a rescisĂ”es, horas extras, titulaçÔes, promoçÔes, retroativos, plantĂ”es e prĂȘmios. âĂ um acumulado que estamos em estudo para planificar.â, informou.
Sobre os servidores concursados que aguardam serem chamados a secretĂĄria disse que a prioridade Ă© levantar passivos para honrar o que jĂĄ estĂĄ represado. âSĂł depois disso saberemos quando podemos chama-los pois o compromisso agora Ă© manter a folha de pagamento em dia e, alĂ©m disso, fazer uma reserva para poder pagar o dĂ©cimo de 2019 e nĂŁo ocorrer o mesmo que em 2018.â, concluiu,
