Rio Branco, Acre,





Plano Safra vai destinar R$ 150 milhões para a agricultura no Acre


Governador Gladson Cameli reafirma ao setor que está trabalhando para que o agronegócio seja a saída para o crescimento do estado

ASCOM

Em reunião com o setor agropecuário, o governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, afirmou não ver outra saída para o desenvolvimento regional que não seja por meio do setor do agronegócio. Nesta quarta-feira, 26, Cameli foi convidado pela Federação da Agricultura do Estado do Acre (Faeac), e pelo Banco do Brasil, a conhecer o Plano Safra 2019/2020, que vai destinar R$ 150 milhões para subvenção do crédito a pequenos produtores acreanos, de um total de R$ 225,59 bilhões para o plano agrícola e pecuário brasileiro.

“Sinceramente, não vejo outra saída [para a economia do Acre] do que o agronegócio, e estamos trabalhando para dar mais segurança a vocês”, afirmou o governador, referindo-se a várias frentes de trabalho em seu governo, como por exemplo, um projeto de lei já enviado à Assembleia Legislativa do Estado do Acre cujo objetivo é desburocratizar o setor agropecuário no estado.

Para uma plateia de pequenos, médios e grandes agropecuaristas, além de executivos do Banco do Brasil e diretores da Faeac, Gladson Cameli anunciou a liberação de mais de R$ 94 milhões, nos próximos dias, para a segunda etapa de abertura de ramais, como parte do Programa ‘Ramais do Acre’, que já trabalha na recuperação de mais de 5 mil quilômetros de estradas vicinais em todo o estado.

Para os presentes, o governador afirmou que está retomando 40 obras deixadas inacabadas pela gestão passada e que serão pagas com dinheiro em caixa, eliminando a preocupação de empresários da construção civil, a maioria pequenos e médios empreiteiros, de que não receberiam pelos serviços depois de concluídos, como acontecia antigamente.

Ao superintendente do Banco do Brasil, Márcio Carioca, o governador Gladson Cameli pediu empenho na liberação dos recursos do Plano Safra, já que muitas vezes, são anunciados como um grande atrativo aos produtores, que acabam esbarrando na burocracia.

Ainda sobre o Plano Safra, o presidente da Faeac, Assuero Veronez, lembrou que os bancos costumam impedir o crédito, muitas vezes, por conta de uma pequena restrição, emperrando o impulsionamento da economia. Por isso, pediu ao Banco do Brasil mais carinhoso a todos. Veronez disse comemorar a boa fase que passa a safra brasileira, assim como também a introdução da agricultura no Acre por meio de “um governo que está atento a esta oportunidade de ouro para alavancar a economia local”.

“Temos uma logística favorável ao governo [Gladson Cameli], com a hidrovia do [rio] Madeira, com a suplementação de grãos como o milho e a soja em algumas propriedades, e com o incessante interesse de abertura para o mercado asiático por nossas terras”, pontuou Veronez.

No entanto, ponderou que “precisamos de juros mais baixos, porque a janela da agricultura é curta. Antes os juros eram abaixo da Selic. Hoje isso não acontece mais e pagamos pelos atos desastrosos dos administradores que passaram. Tudo isso precisa ser melhorado”, asseverou o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre.

Depois de duas décadas separados, o pequeno, o médio e o grande produtor rural poderão trabalhar juntos para garantir a segurança alimentar do Brasil e do mundo, segundo o lema do Plano Safra.

Desta vez, além do governo federal ter liberado mais verbas para subvenção do crédito dos pequenos produtores, os médios serão beneficiados com aumento de 32% nas verbas de custeio e investimento, a taxas compatíveis com o seu negócio.

Também pela primeira vez, os pequenos agricultores vão poder usar recursos do Plano Safra para construir ou reformar suas casas. Outra novidade é que o agronegócio passa a ter mais opções de financiamentos em bancos.

Participaram ainda da apresentação do Plano Safra 2019/2020, o secretário de Agricultura e Produção Rural, Paulo Wadt, a superintendente da Faeac, Luziel Carvalho, e o superintendente do Banco do Brasil, Márcio Carioca.

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