O jovem cabeleireiro Luiz Fernando CorrĂȘa da Silva,de 25 anos, usou as redes sociais nesta terça-feira (29) para fazer uma grave denĂșncia contra militares de uma guarnição do BatalhĂŁo de OperaçÔes Especiais (Bope) da PolĂcia Militar. Segundo ele, alĂ©m de ter sofrido agressĂ”es fĂsicas, os militares invadiram seu estabelecimento e espancaram clientes e sua esposa.
Fernando destacou que as agressĂ”es ocorreram na tarde de segunda-feira (28), apĂłs um jovem ter entrado e, em seguida, ter fugido pelos fundos do seu salĂŁo de beleza, localizado no bairro Mocinha MagalhĂŁes. “O rapaz que chegou por Ășltimo se assustou e foi atĂ© a porta meteu a cara fora pra ver o que se tratava de repente ele entra pra dentro do salĂŁo novamente bastante nervoso pq avistou os policiais vindo a pĂ© em direção ao salĂŁo, entĂŁo se apavorou e saiu correndo pelos fundos e ganhando rumo”, [sic] relatou.
O cabeleireiro conta que estranhou a situação, ma agiu normalmente, porĂ©m, o local de trabalho foi invadido pelos PMs. “NĂŁo encontrando ele no local eles partiram pra agressĂŁo verbal e fisicamente. Espancaram os dois clientes que estavam na espera, me chamaram de faccionado e de vagabundo”, ressaltou.
O jovem destacou que, nĂŁo satisfeitos, os militares tambĂ©m realizaram agressĂ”es verbais a sua esposa, identificada por Estefani Ferreira Andrade, 21 anos. “Eles ameaçaram espancar a cara dela”, alegou.
ApĂłs os momentos de terror, o cabeleireiro acusa os policiais de terem feito ameaças e caso Fernando procurasse a corregedoria, iria ter represĂĄlias. “Depois que eles nos agrediram, nos humilharam no meu trabalho, um deles disse ‘vai lĂĄ na corregedoria registrar queixa pra ver se nĂŁo vamos jogar coisa aqui dentro para me incriminar'”, acusa o denunciante.
Assim que os militares saĂram do local, Fernando disse que procurou a delegacia de PolĂcia Civil para registrar um Boletim de OcorrĂȘncia, mas foi orientado a procurar o MinistĂ©rio PĂșblico Estadual, entretanto, em decorrĂȘncia do recesso, ele registrou uma queixa na Corregedoria Geral da PolĂcia Militar.
Mesmo com a queixa registrada, o cabeleireiro contou que teme por sua vida ou por atitudes mais agressivas dos militares. “Fui na delegacia logo em seguida. Confesso que estou com medo e coragem ao mesmo tempo, pois tenho medo das represĂĄlias. Eles querem me incriminar de alguma forma pra eu ser preso”, lamentou.
Por fim, o jovem destacou que se alguma coisa de mais grave acontecer, a culpa serĂĄ dos militares presentes na guarnição. “Quero deixar claro aqui!
Se qualquer coisa acontecer comigo, se for preso, sumir, ou aparecer espancado. Foi eles. SĂł quero justiça”, encerrou.
Resposta da PM
Procurados pelo ContilNet, a assessoria da PolĂcia Militar disse que a corporação sĂł comenta o caso apĂłs esclarecimentos dos fatos e que qualquer denĂșncia deve ser formalizada na Corregedoria Geral da PolĂcia Militar.
