Rio Branco, Acre,


Belo chora ao falar de prisão e alega que continuará fazendo shows: “Vivo disso”

Em entrevista, cantor disse não saber sobre a irregularidade das instalações públicas e declarou temer ser injustiçado

Marcelo Pires Vieira, mais conhecido como Belo, concedeu uma entrevista para falar sobre a sua detenção. O cantor foi indiciado por crime de epidemia, invasão de prédio público e associação ao tráfico por ter feito um show no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

No momento em que foi detido, Belo estava sendo entrevistado por Rodrigo Faro na residência do apresentador da Record. Segundo ele, do nada, a polícia bateu à porta e pediu para que ele os acompanhassem. Sobre este episódio, o cantor diz sentir vergonha.

“Passou um filme na minha cabeça, me senti muito envergonhado com a família do Rodrigo, com os filhos dele, a minha esposa vendo, porque eu não sei o que estava fazendo, o que eu tinha feito”, disse Belo, visivelmente emocionado, a Léo Dias.

Aglomeração não é culpa minha

Questionado se tinha conhecimento que o prédio utilizado para o show era do governo, Belo se isenta. “Eu tenho um escritório que cuida da logística do show, muitas das vezes eu não sei nem onde vou me apresentar. Dentro desse escritório a minha função é a arte, chegar no palco e fazer show. Meu trabalho é só cantar. Essa questão do local é com o escritório”.

Indiciado por crime de epidemia, ou seja, gerar aglomeração, o cantor pede desculpas e enaltece a esposa, Gracyanne Barbosa. “Se eu fiz aglomeração, eu peço desculpas. Graças a Deus eu tenho uma esposa que trabalha bastante na rede social, que ajuda muito na renda familiar, então, deu para dar uma segurada na pandemia, mas estamos no limite”, disse ele.

“Quando a gente sai para os shows é porque a gente precisa. A minha vida é cantar, agora cantar é crime? Se cantar agora é crime, minha vida acabou”, acrescentou.

Belo após a prisão

Ao falar sobre a noite em que passou na prisão, o artista volta a se emocionar. “Não dormi, estou sem dormir até agora. Eu não quero reviver isso na minha vida. Isso para mim é um pesadelo que eu não consegui acordar”, analisou.

“Eu tomei um baque muito grande, meu psicológico está abalado. Não quero ser injustiçado, não cometi crime nenhum, só fui lá cantar”, continuou.

Mesmo abalado por falar do episódio, Belo garantiu que continuará fazendo shows durante a pandemia. “Eu preciso, eu vivo disso, é a minha vida. Eu não posso parar, tem gente que depende de mim”, afirmou.

Por fim, questionado se tinha ciência que estava se apresentando em um prédio público, Belo ponderou. “Isso não passa por mim. Eu não tinha conhecimento disso da escola. Eu não sabia que era uma escola. Era a primeira vez que eu fui ali, eu sou do Rio, não sou de São Paulo”.

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