Estudo indica que nĂșmero de gĂȘmeos aumentou nos Ășltimos 40 anos

Por SOCIENTIIFICA 21/03/2021 Ă s 16:50

Um estudo conduzido pela Universidade de Oxford mostrou que a quantidade de gĂȘmeos no mundo estĂĄ crescendo rapidamente desde os anos 80.

Para chegar a essa conclusĂŁo, os pesquisadores analisaram dados de nascimento de 160 paĂ­ses ao redor do mundo.

Os pesquisadores, portanto, coletaram dados de organizaçÔes de saĂșde e estatĂ­stica populacional e puderam concluir que a taxa de nascimento de gĂȘmeos subiu de 9 para 12 nascimentos a cada mil.

Ou seja, aproximadamente a cada 42 gravidezes no mundo, uma Ă© de gĂȘmeos. No entanto, esses valores sĂŁo mĂ©dias, e nĂŁo padrĂ”es para todos os paĂ­ses.

O estudo relata que atualmente os continentes AsiĂĄtico e Africano sĂŁo os que mais originam gĂȘmeos no mundo: cerca de 80% dos nascimentos vĂȘm dessas regiĂ”es.

A principal hipĂłtese do estudo Ă© de que a Reprodução Medicamente Assistida (RMA) e o aumento na idade da mulher durante a gravidez tĂȘm maior impacto no aumento drĂĄstico nas estatĂ­sticas. Isso porque, frequentemente durante a RMA, mĂ©dicos implantam mais de um embriĂŁo no Ăștero, para aumentar as chances de sucesso da gravidez.

Assim, dois ou mais embriÔes podem acabar se desenvolvendo ao mesmo tempo. Além do mais, estudos indicam que com o aumento da idade, as mulheres passam a liberar dois óvulos mais frequentemente para a fertilização.

Outro fato que corrobora com essa hipĂłtese Ă© que o nĂșmero de irmĂŁos monozigĂłticos, originados de um mesmo Ăłvulo, nĂŁo aumentou significativamente. JĂĄ os irmĂŁos dizigĂłticos tiveram um aumento significativo.

Mais gĂȘmeos em paĂ­ses em desenvolvimento
Como dito antes, paĂ­ses dos continentes AsiĂĄtico e Africano apresentaram maiores taxas de nascimento de gĂȘmeos.

No caso da Ásia, isso pode estar ocorrendo pela possibilidade maior de acesso a tratamentos de reprodução assistida.

Na África, por outro lado, os valores sĂŁo bastante altos simplesmente porque o nĂșmero de nascimentos tambĂ©m Ă© muito alto.

Para países mais desenvolvidos, como na Europa e América do Norte, a idade durante a gravidez e também as técnicas laboratoriais de fertilização são determinantes para o aumento registrado.

Vale lembrar que um gĂȘmeo sofre maiores riscos de subnutrição e outros problemas graves durante o nascimento.

A mãe também acaba tendo mais complicaçÔes durante o parto e primeiros meses de vida das crianças.

No Reino Unido, por exemplo, muitas diretrizes jĂĄ indicam que durante a reprodução assistida, apenas um embriĂŁo deve ser inserido no Ăștero, de forma a diminuir a chance de irmĂŁos dizigĂłticos.

 

(Foto: Kateƙina Hartlová/Pixabay)

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