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18 maio, 2021 11:21 am

Enilson Aamorim lança segunda edição de “Clarinha e o Boto”

O livro narra a história de um pescador chamado José que tem sua filha raptada por um garotinho vestido de branco que leva a menina para as profundezas do Rio Acre

POR ASCOM

O cartunista Enilson Amorim lança dia 19 de abril às 9 horas da manhã na Livraria Paim, a segunda edição do livro “Clarinha e o Boto”. A obra escrita e ilustrada pelo desenhista é um dos contos infantis que mais encantou a criançada depois de Mapinguari a Lenda. O livro está sendo financiado pela Lei Aldir Blanc, Governo Federal através da Fundação Elias Mansour- FEM e Governo do Acre e conta com apoio da Livraria Paim e da Academia Acreana de Letras-AAL.

Segundo o escritor que também é membro da Academia Acreana de Letras, “este é um momento bastante gracioso em minha vida, pois estou colocando à disposição através deste projeto, cerca de 100 exemplares para serem distribuídos nas Bibliotecas e demais pontos de leitura de nossa capital, afim de incentivar nossas crianças a conhecerem de forma mais lúdica e divertida um pouco de nosso folclore local, pois esta segunda edição, além das páginas ganharem uma gramatura de capa mais resistente, surgiram também novos desenhos e um colorido ainda mais atrativo que as crianças vão amar”. Finalizou o artista, tido como a maior referência do folclore acreano na literatura infantil.

A OBRA

O livro narra a história de um pescador chamado José que tem sua filha raptada por um garotinho vestido de branco que leva a menina para as profundezas do Rio Acre visando mostrar o quanto as mães peixes ficam triste ao verem seus filhotes sendo capturados pelos pescadores em época de reprodução dos peixes (DESOVAS). Diante do acontecido, o velho pescador pede ajuda da índia Iara para conseguir sua filha amada de volta pra casa. A história é repleta de muito mistério, afetividade e magia.

O AUTOR

Enilson Amorim é autor de vários livros que de forma lúdica conta as lendas dos povos da floresta. O artista nascido em 1974 em Rio Branco Acre. É filho de migrantes nordestinos. Começou a trabalhar na imprensa acreana aos 17 anos no jornal ‘‘O Rio Branco’’ em 1995, local onde permaneceu exercendo a função de chargista durante oito anos. Por lá, idealizou com o editor Zacarias Pena Verde, um caderno infantil intitulado ‘‘O Riobranquinho’’, onde criava quadrinhos do Mapinguari e Curupira, diversificando ainda mais o conteúdo daquele matutino. Mas tarde, o jornalista foi trabalhar no periódico ‘A Tribuna’’, onde permaneceu como diagramador e caricaturista durante sete anos.

A carreira de Amorim foi marcada por inúmeras premiações locais e nacionais, tornando-se um dos mais renomados artistas de seu tempo e ainda um dos mais requisitados em terras acreanas. Atualmente, Amorim é graduado em História, possui uma especialização em docência em ensino superior, e é membro da Academia Acreana de Letras-AAL sendo o titular da cadeira de número 07 e o segundo cartunista a assumir uma das cadeiras da AAL depois de Hélio Guimarães Cardoni. Recentemente, está trabalhando com projetos literários que visam resgatar a cultura local e aplicá-las exclusivamente para o público infantil.