AlĂ©m do impacto na economia causado pela pandemia do novo coronavĂrus, os comerciantes do centro de Rio Branco ainda precisam lidar com o desbarrancamento do calçadĂŁo que fica Ă s margens do Rio Acre.
A reportagem do ContilNet foi acompanhar de perto o grave problema de infraestrutura que Ă© a causa, inclusive, de inĂșmeros acidentes. Os estabelecimentos situados no local contam com o improviso de escadas de madeiras e caixotes para que os proprietĂĄrios e clientes tenham acesso aos espaços.
O empreendedor Adriano Borges, de 38 anos, dono de uma loja de calçados e roupas que funciona no calçadĂŁo hĂĄ mais de 3 anos, destaca que a venda de produtos estĂĄ comprometida hĂĄ algum tempo por conta da situação. Ele conta que precisou demitir a Ășnica funcionĂĄria que tinha, apĂłs a queda brusca nos lucros.
“Quem Ă© que vai querer entrar na minha loja desse jeito, com uma escada de madeira, correndo o risco de cair?”, questionou. “As minhas vendas caĂram quase 100% aqui, depois desse desbarrancamento. Tive que demitir a Ășnica funcionĂĄria que eu tinha. Ă inadmissĂvel que o poder pĂșblico nĂŁo olhe para a nossa situação. Somos trabalhadores e tiramos o nosso sustento daqui. Me sinto indignado”, continuou.

O estabelecimento de Adriano foi um dos mais comprometidos/Foto: ContilNet
Em entrevista, Adriano afirmou que duas contençÔes jĂĄ foram feitas prĂłximo Ă s margens, mas o problema nunca foi resolvido. “TĂ©cnicos da prefeitura sempre aparecem por aqui, mas nada se resolve. Essa jĂĄ Ă© a segunda contenção feita, que nĂŁo resolve o problema”, salientou.
Quando chove, a situação fica um pouco mais complicada. O lamaçal do barro vermelho deixa o chĂŁo mais liso, oferecendo riscos aos populares que transitam pelo local. “JĂĄ aconteceu de inĂșmeras pessoas caĂrem aqui”, disse Borges.





