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8 junho, 2021 5:38 pm
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‘Federalização’ pode beneficiar partidos no AC ao trazer de volta alianças proporcionais

POR THIAGO CABRAL, DO CONTILNET

Parcimônia

Enquanto do lado governista as tratativas para as eleições de 2022 estão a todo vapor, com um frenético troca-troca de partidos, do outro lado a situação é de uma aparente calmaria. Ninguém quer dar um passo maior que a perna.

Chapa comunista

No PCdoB, a situação é de cautela. Com o revés que sofreu na eleição municipal do ano passado, quando não conseguiu eleger nenhum vereador na Capital por não ter atingido o quociente eleitoral, já que não eram permitidas coligações, a torcida dos comunistas é pela federalização para não repetir o feito.

Que bicho é esse?

A federalização é uma das propostas discutidas no Congresso Nacional dentro da reforma eleitoral, e prevê o retorno das coligações, porém, o que prevalece é a aliança nacional, obrigando os partidos a seguirem localmente o que foi decidido em âmbito nacional.

Agosto de Deus

Como a discussão sobre a reforma da legislação eleitoral vai até agosto deste ano, onde além da federalização também está em pauta o distritão e mudanças na cláusula de barreira, só lá pra setembro é que as coisas começarão a tomar forma dentro dos partidos que estão agindo com menos celeridade.

Deu ruim

Para Gladson, a aprovação da federalização pode ser ruim. O governador vem costurando acordos e montando uma extensa base de partidos aliados nas últimas semanas, mas tudo pode ir por água abaixo caso a proposta passe, já que ele (e todo mundo) vai precisar seguir a aliança nacional do seu partido.

Projeções

O que já não era improvável mesmo sem a federalização, a chapa Lula, Petecão e Jorge Viana, pode ficar ainda mais palpável com ela. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, apesar de estar em todos os governos pós-PT, sempre deixou claro a admiração dele por Lula. Uma aliança nacional entre os partidos obrigaria que o mesmo ocorresse no Acre, e o mais provável seria Petecão para o governo e JV para o senado. Nos bastidores de Brasília, dizem inclusive que Kassab já tem até um nome para ocupar a vice-presidência em uma chapa com Lula, o ex-presidente do Banco Central e ex-emedebista, Henrique Meirelles.

Chame chame

Fora dos holofotes e das eleições desde 2018, quando saiu derrotado no 1º turno para Gladson Cameli, o ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre deve disputar uma vaga na Aleac pelo PT em 2022. A aposta dos petistas é montar uma chapa de peso e ocupar mais vagas dos que as duas atuais.

Brilha uma estrela

A depender das pesquisas e da opinião pública a respeito do ex-presidente Lula, o PT do Acre pode vir com sangue no olho em 2022. Uma boa avaliação da estrela maior do PT pode ajudar os petistas daqui, que podem conquistar um número expressivo de cadeiras tanto na Aleac quanto na Câmara Federal. Apesar do forte antipetismo no Acre, é preciso esperar os próximos passos do ex-presidente, que vem tentando diminuir essa resistência.

Não para

Márcia Bittar, provável candidata ao senado no ano que vem, continua andando os quatro cantos do Estado. Na tarde do último domingo (6), se reuniu em Rio Branco com Pádua Bruzugú e sua esposa Solange. Família tradicional na política acreana, o Bruzugús devem se somar ao projeto de Márcia. Na foto, após o almoço oferecido pelo casal, o trio se reuniu na capela da família.

Ciúmes

O secretário de Assuntos Estratégicos do Acre, Moisés Diniz, usou as redes sociais para defender seu chefe, o governador Gladson Cameli. O motivo da defesa foi uma fala do ex-senador Jorge Viana, que chamou Gladson de “fraco”. Moisés não gostou e disse que a acusação não passava de ciúmes. “Acho um de respeito com os adversários dizer que Gladson é fraco, Gladson faz um governo forte, um forte diferente, que não persegue jornalista, que não controla imprensa, que não massacra aliados, que não deixa aliado crescer. É o governo que nós precisamos”, retrucou.

Peru vermelho

Com a apuração das urnas perto dos 100%, já é dada como certa a vitória de Pedro Castillo em cima de Keiki Fujimori no segundo turno das eleições presidenciais no Peru. Se a vitória se confirmar, o candidato de esquerda é mais um, nesse movimento de volta dos progressistas ao poder na América Latina, façanha que também aconteceu no México, Bolívia, Argentina, e quase ocorreu no Equador.