17.3 C
Rio Branco
21 julho, 2021 6:42 am

Mortes de grávidas por Covid-19 aumentaram mais de 200% em um ano; AC teve 8 óbitos

Para minimizar impactos do vírus neste público, o Governo do Acre sancionou lei na última terça que fornece informações qualificadas durante crises de saúde

POR RENATO MENEZES, PARA CONTILNET

A gravidez é um período onde a mulher está submetida a diversas situações de risco. Com a pandemia de Covid-19, os empecilhos enfrentados tanto pelas grávidas como pelos bebês se intensificaram ainda mais. Por conta disto, o estado do Acre sancionou a Lei de nº 3.754, de 13 de julho de 2021, que autoriza o poder Executivo a fornecer serviço virtual de informações e acolhimento adequado para gestante durante crises de saúde pública, como pandemia, endemia e/ou epidemia.

De acordo com dados do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), somente nas primeiras 16 semanas deste ano, 494 mulheres não resistiram às consequências da Covid e morreram, com média de 30,88 mortes semanais. O aumento de 2020 para 2021, por sua vez, foi de 204% na média semanal, já que no ano passado, os registros do Observatório foram de 10,16 óbitos por semana.

No Acre, foram 8 mortes até a última atualização do gráfico baseado no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP Gripe), sendo 4 destas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No entanto, não é só a morte que preocupa. A estudante Benedita Lima, de 21 anos, que descobriu a gravidez recentemente, disse que se sente apreensiva em pegar o vírus e acabar tendo consequências para o bebê. “É inevitável o medo. Todo mundo tem medo de pegar o vírus, e isso aumenta ainda mais quando se pergunta para mulheres grávidas. Nós queremos ter uma gestação tranquila, e viver com esse receio de pegar o vírus é tenso”, disse.

Ainda de acordo com os relatórios do OOBr Covid-19, 10.818 mulheres foram infectadas com a Covid desde o início da pandemia, sendo que 37,26% destas contraíram o vírus em 2021, o que equivale a 4.031 mulheres.

Apesar disto, ela acredita que vai ter um processo de gravidez tranquilo e que a lei pode ajudar para que as gestantes saibam dos cuidados e restrições que elas precisam tomar para garantir a integridade da gestante e do bebê. “Os cuidados vão continuar como antes, como o uso de máscaras, distanciamento e outras coisas, e eu acho que essa lei vai ajudar outras grávidas a se informarem melhor sobre seus direitos e deveres, principalmente porque às vezes carece informação de qualidade para este público”, complementou.

Segundo dados do Portal da Transparência de Vacinação contra a Covid-19, 1.888 gestantes foram vacinadas no Acre até a última atualização, feita na última sexta-feira (16).

Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. É permitida sua reprodução, total ou parcial desde que seja citada a fonte.