A CPI da Covid aprovou nesta quinta-feira dezenas de requerimentos de quebra de sigilo que tĂȘm como alvo o lĂder do governo na CĂąmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR). Integrantes da comissĂŁo suspeitam da ligação dele com irregularidades na negociação da vacina Covaxin. Esse imunizante, desenvolvido pelo laboratĂłrio indiano Bharat Biotech, foi o mais caro a ter negĂłcio fechado com o MinistĂ©rio da SaĂșde. As tratativas no Brasil ficaram a cargo da empresa Precisa, mas elas foram suspensas pelo MinistĂ©rio da SaĂșde apĂłs o caso ter entrado no radar da CPI.
Na reta final da CPI, que deve acabar no prĂłximo mĂȘs, os parlamentares aprovaram o que deve ser a Ășltima leva de requerimentos para convocaçÔes e pedidos de documentos. Por acordo, o nome do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, ficou de fora da lista. Ele coordenou as açÔes de enfrentamento Ă Covid-19 enquanto esteve no comando do MinistĂ©rio da Casa Civil, mas, por atualmente comandar as Forças Armadas, parlamentares quiseram evitar um embate direto com os militares
A CPI jĂĄ tinha determinado a quebra do sigilo fiscal de Barros a partir de 2018. Agora, estendeu esse perĂodo atĂ© 2016, o que vai abranger todo o tempo em que ele foi ministro da SaĂșde durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Barros tem um processo de improbidade administrativa na Justiça Federal em razĂŁo de um contrato fechado pela pasta nessa Ă©poca com a empresa Global, sĂłcia da Precisa, que recebeu pagamento adiantado, mas nĂŁo forneceu os medicamentos que deveria.
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