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16 setembro 2021 1:07 am

Repercussão: Marcos Mion apoia mãe de autista expulso da sala de aula em Porto Velho

Fato aconteceu na unidade da Escola Santa Marcelina, do bairro Embratel, na manhã da segunda-feira

POR RONDONIA AO VIVO

Última atualização em 17/08/2021 16:44

O apresentador Marcos Mion divulgou um vídeo de apoio à Mabel Colares, na tarde da segunda-feira (16).

Mabel é mãe de Gustavo, de 09 anos, aluno autista da Escola Santa Marcelina, unidade do bairro Embratel. Segundo ela, Gustavo foi convidado a se retirar da sala, porquê não teria ninguém para acompanhar o filho nas atividades escolares.

“Não tem ninguém que possa acompanhar ele. Isso é uma injustiça com uma mãe que tem o filho autista. Se ele não fosse autista, ele ficaria na escola, igual minha filha que não é autista, que ficou na sala de aula”, disse Mabel, com o filho limpando suas lágrimas, com o pedido de que ela não chorasse.

Após 21 mil visualizações do vídeo nas redes sociais, com o desabafo de Mabel, o apresentador quer falar com a mãe e dar apoio à criança.

“Chegou até mim o vídeo. Inaceitável. Violento. Me partiu o coração. O vídeo da mãe com seu filho autista que tinha acabado de ser convidado a se retirar da escola. Aquilo quebrou minha alma no meio. Encaminhei para minha equipe e vamos tentar falar com a mãe. Ela precisa falar o quanto ela está sufocada. Temos que falar com a Prefeitura. As coisas tem que acontecer”, falou Mion.

Tristeza

Em outro vídeo gravado por Mabel, Gustavo, que tem autismo moderado, aparece no pátio da escola, andando em círculos e no sol. Ela conversou com o Rondoniaovivo e contou como tudo aconteceu.

“Eu não teria noção que teria essa repercussão. Postei no grupo de pais e mães de crianças autistas. Infelizmente, aconteceu com meu filho, mas não quero que aconteça com nenhuma criança que tenha deficiência”, afirmou ela.

A mãe também detalhou como foi a volta às aulas de Gustavo e da filha, que não tem autismo.

“A escola nos informou que teria o grupo A e o grupo B. Assinei o termo para eles voltarem a estudar. Meu filho teve só uma atividade esse ano. A professora aceitou, o nome dele estava na lista e que ele estaria no grupo B. A escola estava ciente que o Gustavo iria voltar. Ele é autista moderado. Consegue obedecer comandos, mas tem que ter uma mediadora, junto dele. Eu achei que a cuidadora iria ficar com ele”.

Mabel participa de um grupo de mães autistas chamado de Comissão de Mães Atípicas – MARIAS, que fundou há seis meses o Insituto Cuidar e Desenvolver.

Segundo uma das participantes, Heline Braga, uma gestora de uma das escolas do Santa Marcelina, chamada Rozângela Rodrigues, entrou em contato e não gostou da divulgação do vídeo de Mabel com Gustavo.

“Ela entrou em contato comigo no Instagram e me pediu responsabilidade na divulgação dos fatos. Vamos continuar divulgando sim todos os fatos que envolvem nossos filhos e filhas e vamos movimentar todos os órgãos responsáveis para quem tomem conhecimento da nossa luta diária. Essa situação da falta de cuidadora é só uma das dezenas de problemas que enfrentamos diariamente”, destacou Braga.

Entramos em contato com a Escola Santa Marcelina durante toda a manhã, em um telefone que está no site do colégio, mas até o fechamento dessa reportagem, ninguém atendeu nossas ligações.

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