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14 setembro 2021 5:11 pm

Governo não encerra contrato com Maia e Pimentel e trabalhadores voltam a denunciar atraso de salário no AC

"Não tenho como pagar minhas contas e nem dinheiro para comer. São dois meses de atraso", disse a denunciante

POR REDAÇÃO CONTILNET

Última atualização em 14/09/2021 17:11

A empresa Maia e Pimentel, que chegou a dever três meses de salário a pelo menos 270 funcionários da Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esportes (SEE), no mês retrasado, ainda mantém contrato com o governo do Acre, mesmo após Gladson anunciar que não teria mais vínculo com a licitada por conta dos atrasos.

Nesta terça-feira (14), uma das trabalhadores contratadas pela empresa em uma das secretarias do executivo, que preferiu não se identificar, disse à reportagem do ContilNet que ela e outras pessoas que fazem o mesmo serviço estão com dois meses de salário atrasado e a situação ainda não foi resolvida.

“Não tenho como pagar minhas contas e nem dinheiro para comer. São dois meses de atraso. É inadmissível que o trabalhador não ganhe pelo trabalho que faz, principalmente durante uma pandemia, que deixa tudo ainda pior”, disse a denunciante.

Em julho deste ano, quando a secretária Socorro Neri, responsável pela SEE, anunciou que o pagamento de todo o atrasado seria feito direto na conta dos trabalhadores – que estavam até com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pendente -, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), o Estado também informou que o contrato com a empresa seria encerrado, já que todas as tentativas de resolver a questão tinham se esgotado.

“A empresa recebeu os pagamentos atrasados até fevereiro, demonstrou que tinha notas não incluídas e fizemos o segundo termo que totalizou R$ 400 mil. Se até agora não pagou os trabalhadores, vamos para tomar a decisão que não queríamos: encerrar o contrato. Todas as tratativas já esgotaram. Não há mais nada a ser feito. Vamos fazer o pagamento direto na conta dos trabalhadores, de todo o atrasado. A empresa não cumpriu com suas obrigações”, explicou a gestora.

Nossa reportagem entrou em contato com a porta-voz do governo, Mirla Miranda, para obter uma resposta sobre a denúncia e entender qual o motivo de o Estado ter voltado atrás na decisão de romper o acordo licitatório com a Maia e Pimentel. Miranda informou que não é verdade que a empresa está devendo qualquer um dos trabalhadores contratados e que Gladson não rompeu o contrato porque ficou preocupado com a situação dos empregados.

“Pelo que consultei aqui, nenhum trabalhador está com salário atrasado. O governador sempre esteve preocupado com a situação dos trabalhadores e, por isso, não encerrou o contrato”, concluiu.

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