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13 outubro 2021 10:40 am

PF desencadeia nova operação em Cruzeiro do Sul para combater irregularidades com recursos para o combate à pandemia

Assessor diz que Prefeitura ou órgãos da administração nada têm a ver com os ilícitos e que a investigação envolve empresas privadas

POR TIÃO MAIA, PARA O CONTILNET

Última atualização em 13/10/2021 08:08

A Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Cruzeiro  do Sul está sob operação policial desde as primeiras  horas da manhã desta quarta-feira (13). Trata-se da Operação Engalobados, da Policia Federal, visando apurar desvios de mais R$ 1,8 milhões na contratação de empresas empresas e equipamentos laboratoriais no enfrentamento à  pandemia do coronavirus.


A operação consiste no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão, além sequestro e medidas cautelares em empresas e residências em Cruzeiro do Sul. A operação envolve pelo menos 45 agentes federais e se estende tambem à cidade de Morrinho, interior de Goiás, onde está a sede de uma empresa contratada de forma irregular.

Nove pessoas foram intimadas à prestar depoimentos e estão depondo.

Comunicado da Polícia Federal informa que a investigação vem desde março de 2021, quando foram constatadas irregularidades na composição dos preços para determinadas empresas e manipulação nas licitações. Uma das empresas contratadas para locação de materiais laboratoriais sequer possuía, na época das contratações, os equipamentos que deveria locar. Outra linha da investigação mostrar que, alguns  dos servicos não estavam sendo prestados e os que deveriam ser entregues eram feitos em quantidades  menores do que o acordado no contrato – embora os pagamentos continuassem sendo feitos por inteiro.

Engobar é uma corruptela do linguajar acreano para definir engano, engodo. Era assim que os envolvidos, que agora estão sendo processados por crimes de pecuato e fraude à licitação, se comportavam para enganar os órgãos de controle, disse a Polícia Federal.

O porta-vpz da Prefeitura, Chico Melo,  disse que, até o momento, a operação não envolve servidores públicos ou órgãos municipais. “Pelo que estou sabendo, a operação envolve empresas privadas. E a Prefeitura não pode ser responsabilizada por atividades empresariais”, disse.

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