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7 janeiro 2022 9:47 am
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Shows, aglomerações, milhares sem vacina e o resultado: covid volta com força e já faltam leitos no estado

POR SÉRGIO PIRES, PARA CONTILNET

Quinta-feira houve um show do cantor Gustavo Lima em Cacoal. Antes do espetáculo, que reuniu milhares de pessoas, Cacoal já estava vivendo uma nova onda do Coronavírus, com centenas de novos contaminados e vários óbitos. Os hospitais estavam lotados. Em Porto Velho, o show foi na sexta à noite, com um público estimado em 15 mil pessoas. Horas antes, saía o Boletim 616 da Sesau, informando que tínhamos 157 pessoas internadas nos hospitais do Estado e que, àquela altura, já haviam três pacientes, um em estado muito grave, esperando leito. Ariquemes, onde grande parte da população tem evitado a vacina, incluindo a segunda dose e a dose de reforço, já tinha 15 dos seus 20 leitos de UTI ocupados.

Daqui a dez ou 12 dias, quando se passar o tempo de incubação do vírus, se saberá quantas pessoas a mais foram contaminadas nos shows, com milhares de participantes ou se esta preocupação foi exagerada. Tomara que os que estão esperando o pior, estejam errados. Mas, das três entre as principais cidades do Estado (Porto Velho, Ariquemes e Cacoal), que formam um desenho do que está acontecendo em outras regiões de Rondônia, a situação é mais assustadora do que se poderia imaginar, depois de um longo período em que o vírus parecia estar sendo exterminado.

Tudo isso está acontecendo nas cidades maiores e nas menores, no Estado, pela falta de cuidados, pelas aglomerações e, principalmente, porque milhares de rondonienses não receberam nenhuma dose de vacina até agora. Perto de 300 mil não voltaram para a segunda dose. Um grande número, ainda não anunciado oficialmente, ignorou a dose extra. Em Porto Velho, a situação também é preocupante. Até a semana passada, perto de 60 mil pessoas não tinham retornado para a segunda dose e milhares sequer haviam tomado a primeira dose. Em Cacoal, cidade com uma população sete vezes menor do que Porto Velho, o número de contaminados na última quinta-feira, por exemplo, era igual ao dos registrados na Capital.

Neste sábado, governo do Estado e Agevisa, fizeram um dia de vacinação em Ariquemes, onde mais de 25 mil pessoas não tinham recebido qualquer vacina ou não apareceram para a dose de reforço. Afora, é claro, os milhares que nunca compareceram a um posto de vacinação. São apenas três exemplos, mas eles cabem perfeitamente para dar um retrato do que está acontecendo em todo o Estado, com o recrudescimento da pandemia. As três cidades ainda têm mais um dado nefasto em comum: a grande maioria dos internados nas UTIs e de mortos pela Covid, nas últimas semanas, não tinham recebido uma só dose de vacina. A população continua se descuidando, E isso que a situação pode piorar: as festas de fim de ano vêm aí!

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